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B2W salta 17%, Burger King cai 5%: os diferentes mundos para as ações nesta 6ª após os balanços

Confira a análise de bancos e corretoras sobre os resultados que movimentaram esta sexta-feira

E-commerce
(Pla2na)

SÃO PAULO - A sexta-feira foi de extremos para diversas ações da bolsa, principalmente para aquelas que soltaram balanços referentes ao segundo trimestre de 2019. 

O grande destaque ficou com as ações da B2W, que saltaram mais de 17% com os resultados, enquanto Lojas Americanas avançou 6%. BRF, que chegou a subir 9% na abertura do pregão com o "melhor resultado em 4 anos", amenizou os ganhos, mas ainda fechou em alta expressiva. 

Suzano, por sua vez, até registrou alta na abertura em meio aos dados surpreendente positivos entre abril e junho com o aumento do volume vendido. Contudo, fechou em queda em meio ao ambiente ainda desafiador para papel e celulose, além de seguir a baixa generalizada das ações ligadas a commodities em meio às novas declarações de Donald Trump piorando os ânimos sobre a guerra comercial. 

Ao mesmo tempo, as construtoras tiveram uma baixa generalizada apesar de alguns bons resultados. 

Porém, alguns papéis registraram expressiva queda por conta do balanço pior que o esperado, como foi o caso de Burger King, que teve um prejuízo surpreendente e perda nas margens.

Confira abaixo os destaques de baixa e alta com resultados - e as análises de bancos e corretoras sobre os balanços: 

Lojas Americanas (LAME4, R$ 19,19, +6,61%)

A rede varejista Lojas Americanas registrou um lucro líquido consolidado de R$ 112,7 milhões no segundo trimestre deste ano, desempenho 22 vezes superior ao lucro de R$ 5,1 milhões de igual período do ano passado.

O Ebitda ajustado somou R$ 832 milhões, uma alta de 26,7%, com uma margem Ebitda de 18,9% (+1,7 p.p.). A receita líquida somou R$ 4,411 bilhões, representando uma expansão de 15,6%.

Para o Bradesco BBI, o resultado da receita veio em linha, mesmo com as vendas mesmas lojas semestrais (+4,4%) pouco abaixo da reportada nos quatro primeiros meses do ano passado (+4,9%). No entanto, o Ebitda veio acima. O lucro, sem B2W, ficou acima das expectativas.

“Em geral, os números vieram em linha com a inflação, apesar da expansão significativa das lojas”. A expectativa do Bradesco BBI é de que a desaceleração das vendas mesmas lojas possa se manter. A recomendação foi mantida Neutra, com preço-alvo de R$ 21. 

B2W (BTOW3, R$ 44,05, +17,75%)

A B2W registrou um prejuízo de R$ 127,6 milhões no segundo trimestre, 15,1% superior às perdas no resultado líquido de R$ 110,9 milhões de igual período do ano passado.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 110,2 milhões, crescimento de 16,2%. A margem Ebitda ajustada ficou em 7,5%, ante 6,4% de um ano antes. A receita líquida totalizou R$ 1,477 bilhão, alta de 0,1%.

A B2W reportou resultados melhores do que o esperado para o trimestre, com GMV, receita e EBITDA superando as estimativas, segundo o Bradesco BBI. A expectativa é de que a empresa continue crescendo o GMV (+26% no segundo semestre), entretanto ainda abaixo do que Mercado Livre e Magazine Luiza têm entregado.

“Além disso, mercado deve continuar mirando na geração de caixa da empresa, o que é uma boa notícia, dado que após esse resultado o guidance de R$ 200 milhões parece fazer sentido agora”. O Bradesco mantém a recomendação Neutra, com preço-alvo de R$ 43.

A XP Research avalia que a surpresa positiva do resultado foi a queda menor que o esperado no crescimento da operação de vendas diretas, que continuam impactadas pelo fim da Lei do Bem mas em menor magnitude que o primeiro trimestre.

"Isso nos deixa confortável com a nossa projeção de crescimento online total de 24% em 2019", avaliam. 

BRF (BRFS3, R$ 38,16, +5,07%)

A BRF registrou lucro líquido de R$ 191 milhões nas operações continuadas no segundo trimestre nas operações revertendo prejuízo de R$ 1,466 bilhão do mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o lucro líquido societário total ficou em R$ 325 milhões no segundo trimestre deste ano.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 1,547 bilhão, alta de 333,9% na comparação anual, incluindo um ganho líquido de R$ 328 milhões referente a ações tributárias. Sem esse ganho, o Ebitda ajustado totalizaria R$ 1,219 bilhão.

A margem Ebitda ajustada encerrou o segundo trimestre em 18,6%, alta de 13,6 pontos porcentuais. Sem o ganho líquido das ações tributárias, a margem Ebitda ajustada é de 14,6%.

A receita líquida somou R$ 8,338 bilhões no segundo trimestre, alta de 18,0%. A empresa encerrou o segundo trimestre com uma alavancagem líquida (dívida líquida/Ebitda ajustado) de 3,74 vezes, ante 5,69 vezes de um ano antes.

A BRF informou ainda que, como resultado da implementação do seu plano de reestruturação operacional e financeira e das perspectivas futuras para o mercado de proteínas, atualiza a estimativa de alavancagem financeira líquida, representada pela razão entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, a qual deverá se situar em torno de 3,15 vezes ao final de 2019.

Para o final de 2020, a companhia estima que este mesmo indicador será de aproximadamente 2,65 vezes. "A BRF reitera o seu compromisso com a recuperação de suas margens operacionais, bem como com a trajetória declinante de sua alavancagem financeira", afirmou a empresa em comunicado.

Para o Itaú BBA, o resultado da BRF foi “muito positivo” e “impressionante à primeira vista”, sendo o melhor em quatro anos. “Existem vários fatores não recorrentes que é preciso analisar de forma mais atenta mas, mesmo o Ebitda com ajuste ficou 20% acima do consenso”, destaca o analista Antonio Barreto.

Leia mais em: 
BRF desencanta - após anos de crises, resultado surpreende positivamente e ações disparam

"Embora a ação já tenha precificado grande parte da tendência positiva à frente, acreditamos que os resultados de hoje podem ajudar a impulsionar o movimento e levar a uma revisão adicional dos lucros", avalia a analista da XP Investimentos, Betina Roxo. 

Mas o que realmente surpreendeu foi o desempenho das operações voltadas ao mercado externo. A exportação de carne para países árabes teve um Ebitda de R$ 370 milhões, bastante superior aos R$ 321 milhões projetados pela equipe da XP. 

 

B3 (B3SA3, R$ 45,50, +0,38%)

Operadora da bolsa brasileira, a B3 registrou um lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 654,8 milhões no segundo trimestre, uma queda de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

A queda do lucro na relação anual, de acordo com a companhia, por conta das despesas relacionadas à alta do preço da ação, com encargos sociais, trabalhistas e provisões. Além disso, a B3 destaca que no segundo trimestre do ano passado houve uma redução da base fiscal por conta de distribuição de juros sobre capital próprio, o que afeta a base comparativa.

Enquanto isso, a receita líquida cresceu 13,6% em um ano, para R$ 1,42 bilhão, resultado, segundo o presidente-executivo da B3, Gilson Finkelsztain, da alta do volume negociado na bolsa e de ofertas de ações.

Já o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) recorrente cresceu 2,9%, para R$ 999,1 milhões.

Para o Bradesco BBI, os destaques do balanço da B3 foram a performance sólida em “cash equities e futuros”; descontos para o programa do Tesouro Direto, que impactaram a receita negativamente em 3%, e o guidance de despesas, revisado para cima em R$ 30 milhões para incorporar aquisições recentes. Segundo a instituição, o volume no mercado de capitais tem sido impulsionado pelo varejo, por meio de “discount brokers”, aumentando a competição nesse segmento.

“Dessa forma, acreditamos que a oferta crescente de ‘free trade’ pode criar uma pressão por parte dos fundos na B3 para diminuírem os ‘fees’ padrão”, destaca o Bradesco BBI. “Acreditamos que esse impacto seria net positive para a companhia, mas que não consideramos esse cenário no nosso modelo atualmente”, destacou. Foi mantida a recomendação Outperform, com preço-alvo de R$ 38,00.

Burger King (BKBR3, R$ 20,51, -4,60%)

O Burger King reverteu seu lucro líquido de R$ 8,6 milhões do segundo trimestre de 2018 para um prejuízo de R$ 600 mil entre abril e junho deste ano. O Ebitda, por sua vez, atingiu R$ 89,8 milhões no segundo trimestre deste ano, alta de 96,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o Ebitda ajustado chegou a R$ 95,1 milhões, avanço de 92,2% em um ano.

De acordo com relatório de resultados apresentado pela empresa, excluindo os efeitos na adoção da norma IFRS 16, em vez de prejuízo haveria lucro R$ 6 milhões, comparado com um lucro de R$ 9 milhões no segundo trimestre de 2018, refletindo uma maior alíquota efetiva de imposto de renda devido aos efeitos da consolidação das controladas, principalmente as adquiridas em abril de 2018 e que serão incorporadas a partir do terceiro trimestre deste ano.

No segundo trimestre deste ano, a receita operacional líquida do Burger King Brasil atingiu R$ 676 milhões, o que representa um crescimento de 25,9% em relação ao segundo trimestre de 2018.

Para o analista do Itaú BBA Joaquim Ley, os resultados do Burger King foram classificados como “fracos” e “decepcionantes”, ficando abaixo das expectativas.

“Apesar do crescimento de dois dígitos do vendas mesmas lojas, estamos preocupados com a desalavancagem operacional da empresa no trimestre, que se beneficiou de um crédito de imposto na linha de custo”, destacou. Contudo, a recomendação segue Outperform, com preço-alvo de R$ 26,0.

Suzano (SUZB3, R$ 30,46, -2,06%)

A produtora de celulose Suzano teve lucro líquido de R$ 700 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de mais de R$ 2 bilhões de um ano antes. Já o Ebitda ajustado ficou em R$ 3,1 bilhões no período, queda de 24% – e acima das expectativas da Bloomberg.

Além do balanço, a Suzano divulgou uma redução em sua projeção de investimento em 2019, que passou de R$ 6,4 bilhões para R$ 5,9 bilhões. De acordo com a empresa, a mudança se deu pelo "menor volume de colheita de madeira dado o menor volume de produção em 2019; e da disciplina financeira da companhia visando a gestão de sua alavancagem".

A XP avalia que os principais pontos positivos foram maiores volumes de celulose e papel e menor custo (impacto de paradas programadas para manutenção menor do que o esperado), parcialmente compensados ??por menores preços de celulose. 

"Mantemos nossa recomendação de compra com um preço alvo de R$ 40 por ação. Reconhecemos que os preços da celulose parecem estar próximos de um piso, mas a visibilidade permanece baixa. No entanto, temos uma visão positiva para a dinâmica de oferta/demanda no médio-longo prazo e vemos um maior risco de alta do que de baixa no preço das ações", afirma a a equipe de análise. 

CCR (CCRO3, R$ 15,45, +0,85%)

A empresa de concessões CCR encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 347,7 milhões, alta de 25,1% sobre o mesmo período de 2018, quando os números foram afetados pela greve dos caminhoneiros.

Enquanto isso, o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,38 bilhão no mesmo período, o que representa uma alta de 28,9% em um ano. O Ebitda ficou abaixo das expectativas da Bloomberg.

Em teleconferência, a companhia destacou que o crescimento no tráfego e a MSVia podem acelerar a desalavancagem, o que guia uma visão positiva segundo o Bradesco BBI. 

MRV Engenharia (MRVE3, R$ 21,25, -6,14%)

A MRV teve lucro líquido de R$ 190 milhões entre abril e junho deste ano, uma alta de 15% em um ano, em linha com as expectativas dos abalistas da Bloomberg. Já a geração de caixa medida pelo Ebitda avançou 3,8%, para R$ 257 milhões.

A construtora teve receita líquida de R$ 1,55 bilhão no segundo trimestre, uma alta de 20% sobre o mesmo período de 2018. Já a relação das despesas gerais e administrativas sobre a receita líquida recuou de 6,6% para 6,1%, enquanto as despesas comerciais caíram 3,8%, para R$ 143 milhões.

Apesar da forte queda nesta sessão, os analistas do Itaú BBA avaliam que os números foram em linha. Já as margens brutas foram mais fracas, acendendo um alerta. 

Cyrela (CYRE3, R$ 25,50, -2,22%)

A Cyrela reportou um lucro líquido de R$ 114 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 28 milhões um ano antes. 

Enquanto isso, a geração de caixa ficou em R$ 196 milhões, ao passo que o número de lançamentos entre abril e junho subiu 75%, para 21. As vendas contratadas, por sua vez, subiram 81%, para R$ 1,9 bilhão.

Segundo o Itaú BBA, a receita ficou abaixo do esperado e há pressão nas margens operacionais. 

Já o Credit Suisse aponta que a Cyrela continua fazendo o ótimo trabalho com lucro em alta e fluxo de caixa livre bastante sólido.

Já o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) saiu de 4% no primeiro trimestre para 9% no segundo, com o avanço acontecendo principalmente em função das maiores receitas, enquanto o  FCF ficou em um patamar sólido e acima de R$ 200 milhões. 

 

Tecnisa (TCSA3, R$ 1,34, -1,47%)

A Tecnisa teve prejuízo de R$ 144,140 milhões no segundo trimestre deste ano, cifra 67,9% acima da reportada no mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 122,347 milhões, piora de 170% sobre o mesmo período doa no passado.

A receita operacional líquida recuou 18,1%, para R$ 47,305 milhões. Os distratos no período somaram R$ 20 milhões, queda de 60% na comparação anual.

De acordo com o Bradesco BBI, os números foram fracos, mas dentro do esperado, com destaque para o mais baixo, mas ainda sólido, de R$ 10 milhões para o trimestre. 

BR Malls (BRML3, R$ 15,12, +3%)

A BR Malls registrou lucro líquido ajustado de R$ 148,9 milhões no segundo trimestre, um aumento de 17,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 242,6 milhões, representando uma alta de 9%, com uma margem de 73,6% (estável na comparação anual).

O FFO ajustado cresceu 17,9%, para R$ 154,1 milhões, com margem de 46,8% (+3,6 p.p.). A receita líquida somou R$ 329,6 milhões, aumento de 9%.

O Bradesco BBI avalia que os resultados foram sólidos, em linha com as expectativas do mercado. Por outro lado, as vendas nas mesmas lojas ficaram abaixo do esperado ao avançarem 4,6%, enquanto os aluguéis nas mesmas lojas avançaram 9,9%, em linha com os pares. 

Tenda (TEND3, R$ 26,26, -3,46%)

A Tenda apresentou um lucro líquido de R$ 73,0 milhões no segundo trimestre, um crescimento de 41,4% com relação ao ano anterior.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 95,3 milhões, uma expansão de 39,4%, com uma margem de 19,5% (+2,4 p.p.). A receita líquida somou R$ 489,1 milhões, incremento de 22,6%.

Segundo o Itaú BBA, os números foram positivos e sólidos, com a receita e as margens superando as expectativas. 

Marisa (AMAR3, R$ 9,31, +1,75%)

A varejista Marisa teve prejuízo de R$ 28,282 milhões no segundo trimestre deste ano, melhora de 23,6% sobre as perdas do mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado total somou R$ 95,4 milhões no segundo trimestre, alta de 39,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em base ajustada e pro-forma, o Ebitda ajustado somou R$ 39,2 milhões, queda de 19,7%.

A receita líquida do varejo avançou 1,9%, para R$ 542 milhões, enquanto as vendas mesmas lojas subiram 5,1%.

O analista Thiago Macruz do Itaú BBA destacou que a rede de varejo Marisa apresentou vendas mesmas lojas (SSS) “saudáveis”, em um trimestre desafiador.

“A Marisa relatou números positivos da linha de frente, impulsionados pelo SSS saudável, pelo aumento do tráfego nas lojas e pela melhor assertividade das coleções”, escreveu, pontuando ainda as iniciativas de controle de custos da empresa, com o lançamento do Projeto Rightsizing. No entanto, uma atividade promocional mais intensa prejudicou a margem bruta, tornando-se a baixa do trimestre. A recomendação da varejista está em revisão, assim como o preço-alvo.

CVC (CVCB3, R$ 56,60, +9,27%)

A CVC reportou um prejuízo de R$ 15 milhões no segundo trimestre, por conta de despesas extraordinárias de cancelamentos de voos da Avianca no montante de R$ 81,8 milhões.

Sem esse efeito, a empresa teve um lucro líquido ajustado de R$ 41,1 milhões, representando uma alta de 16,3%.

O Ebitda recuou 39,9%, para R$ 63 milhões, enquanto o Ebitda normalizado Brasil subiu 28,4%, para R$ 125,7 milhões. A margem Ebitda ficou em 34,8% (+3,9 p.p.).

Na avaliação dos analistas, o sufoco provocado pela crise da Avianca foi menor do que o esperado. Contudo, ainda gera preocupações. 

Veja mais em: CVC deixa “problema Avianca” no passado e ações disparam 

“Neste momento, nossa principal preocupação é o efeito potencial que a Avianca pode deixar no negócio - não especificamente nos resultados de curto prazo, mas mais estruturalmente”, afirmam analistas do Itaú em relatório.

Ser (SEER3, R$ 26,12, -5,12%)

A educacional Ser teve lucro líquido de R$ 59,0 milhões no segundo trimestre, uma redução de 15,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado dos efeitos não-recorrentes alcançou R$ 88,4 milhões, apresentando uma redução de 16,2% em relação ao segundo trimestre. A margem Ebitda ajustada ficou 4,5 p.p. inferior, atingindo 26,6%.

A receita líquida da empresa recuou 1,9%, para R$ 332,6 milhões.

A Ser Educacional entregou um resultado com uma receita razoável, mas com margens e geração de caixa abaixo das estimativas, aponta o Credit Suisse.

A empresa continua a considerar uma queda de 110 pontos-base de compressão de margem nas novas unidades, mas o Credit acredita que este número tende a melhorar nos próximos trimestres.

"As margens foram impactadas por um avanço em custos de serviços de terceiros (alta 38% na comparação anual). No lado positivo, destacamos o ensino à distância que começou a ser rentável. Com relação ao aumento de despesas, acreditamos que uma parte delas realmente seja 'one off ', mas que principalmente os maiores custos com pessoas parecem mais estruturais", afirmam os analistas do Credit. 

Triunfo (TPIS3, R$ 1,92, +10,34%)

A concessionária Triunfo registrou prejuízo de R$ 103,5 milhões no segundo trimestre, uma perda 155% maior na comparação com o mesmo período do ano passado. Considerando o desempenho pro-forma, o prejuízo foi 111% superior.

O Ebitda ajustado somou R$ 86,053 milhões, uma queda de 19,6%. No critério pro-forma, a queda foi de 11,2%. A receita líquida ajustada recuou 13,8%, para R$ 221,3 milhões, sendo no critério pro-forma uma alta de 1,9%.

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