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64 resultados, Previdência no Senado e guerra comercial: o que você precisa acompanhar na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na próxima semana

Investidor
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Apesar do clima de tensão que tomou conta do noticiário da semana com a guerra comercial, o Ibovespa conseguiu fechar com alta de 1%. E com uma agenda de indicadores mais fraca, a temporada de resultados e o campo político serão os grandes drivers dos investidores para os próximos dias.

Um dos principais pontos é o início da tramitação da reforma da Previdência no Senado, passando primeiramente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), para só depois chegar ao plenário da Casa. Os próximos dias devem começar a mostrar o nível de dificuldade que o governo terá para passar o texto nesta etapa.

Outro ponto político importante será a reforma tributária, assunto que começa a crescer e pode ter novidades na semana. Nesta sexta-feira (9), o presidente Jair Bolsonaro negou o retorno da CPMF e afirmou que o formato da proposta ainda está sendo desenhado.

Ainda no campo político, os Estados Unidos formalizaram o aval para indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro para ser o embaixador do Brasil em Washington. Além disso, o presidente indicou que deve enviar o nome do filho ao Congresso no início da semana que vem. "Pode ser segunda, terça", disse.

Por fim, há a expectativa para o anúncio do indicado de Bolsonaro para substituir Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República (PGR). Nesta sexta, jornais apontam para o nome de Augusto Aras, que atualmente é subprocurador-geral da República, como favorito para o cargo.

Agenda de resultados
Apesar de já terem passados alguns dos principais balanços da temporada de segundo trimestre, a próxima semana, que será a última, contará com pelo menos 64 resultados, com algumas empresas que fazem parte do Ibovespa apresentando seus números.

A semana começa com doze resultados, em especial o Banco Inter (BIDI4), Cosan (CSAN3), Eletrobras (ELET6) e Magazine Luiza (MGLU3).

Já na terça, atenção especial para Bradespar (BRAP4), CPFL (CPFE3), Movida (MOVI3) e Qualicorp (QUAL3). No dia seguinte são mais 21 balanços, como Embraer (EMBR3), Gafisa (GFSA3), JBS (JBSS3), Kroton (KROT3), Marfrig (MRFG3), Natura (NATU3), Sabesp (SBSP3) e Via Varejo (VVAR3).

Agenda de indicadores
Um dos principais pontos a serem acompanhados nos próximos dias será o desenrolar da guerra comercial. Apesar do alívio nos últimos dias, as preocupações voltaram crescer com notícia de que os EUA iriam segurar licenças para empresas que fazem negócios com a Huawei. Trump ainda disse que conversas marcadas com a China para setembro podem não acontecer.

Entre os indicadores, o CPI é o principal destaque na agenda dos Estados Unidos, com estimativa de aceleração para 0,3% em julho segundo dados compilados pela Bloomberg. Saíra ainda o Empire Manufacturing e números de varejo, que também podem agitar os mercados. Na China, serão conhecidos os números da produção industrial e varejo.

No calendário doméstico, novos números de inflação e atividade serão divulgados na semana que vem e podem influenciar as expectativas sobre a política monetária em meio às análises sobre até onde vai o corte da Selic.

Após os dados frustrantes do varejo e serviços, será conhecido o IBC-Br de junho - considerado uma prévia do PIB -, que pode mostrar desaceleração de +0,54% para +0,1% no comparativo mensal de acordo com a Bloomberg. Entre os números de inflação, saem ainda a 1ª prévia de agosto do IGP-M e o IGP-10 do mês.

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