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Ação do Magalu dispara 12% na semana com varejistas em destaque após Copom; bancos caem até 6%

Eletrobras também foi destaque de ganhos no período em meio ao avanço dos estudos para privatização

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(Arthimedes)

SÃO PAULO - A semana pode ter sido de poucas variações para o Ibovespa, com queda de apenas 0,14%. Isso poderia indicar, à primeira vista, que as últimas sessões foram pouco emocionantes para os investidores. 

Contudo, o noticiário foi bastante movimentado, envolvendo desde decisões de política monetária, notoriamente do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil na última quarta-feira, quant resultados de grandes empresas da B3. Estes eventos guiaram inclusive as principais variações do Ibovespa durante a semana. 

Entre as maiores altas do período estão justamente as varejistas, com destaque para o Magazine Luiza (MGLU3, R$ 283,55, +2,55%), Via Varejo (VVAR3, R$ 8,19, +11,58%), Natura (NATU3, R$ 63,86, +10,91%), CVC (CVCB3, R$ 52,81, +10,07%), Lojas Americanas (LAME4, R$ 18,94, +10,05%), enquanto no setor de construção quem se beneficiou foi Cyrela (CYRE3, R$ 25,36, +8,14%) e MRV (MRVE3, R$ 20,90, +8,12%). 

Este movimento aconteceu principalmente por conta da expectativa, depois confirmada, de corte de juros pelo Copom. A redução, por sinal, foi maior do que boa parte dos economistas esperava, uma vez que a queda foi de 50 pontos-base, para 6% ao ano, enquanto muitos acreditavam em uma baixa mais modesta, de 25 pontos-base (para uma Selic de 6,25%). 

Com os juros em queda, a expectativa é de reativação da atividade econômica, o que pode favorecer as ações do setor de consumo e varejo.

Fora do Ibovespa, destaque para a Cia. Hering (HGTX3), que fechou a semana com ganhos de 16,44%, tendo como grande catalisador, além da decisão do Copom, o resultado do segundo trimestre divulgado na noite da última quinta-feira. 

Nesta sexta, as ações subiram 5,6% apesar da empresa ter registrado um lucro abaixo do esperado e dados considerados fracos. 

O Bradesco BBI viu pontos positivos, com a margem bruta expandindo 50 pbs, em meio a um crescimento de vendas relativamente fraco e
condições climáticas adversas. Já o Brasil Plural aponta que, como o setor todo foi impactado pelo inverno mais quente, os investidores parecem estar focando mais nos avanços operacionais.

Na teleconferência, a varejista ainda sinalizou que, excluindo os itens de inverno, as vendas nas mesmas lojas teriam crescido no mesmo patamar do realizado no primeiro trimestre, segundo Giovana Scottini, analista da Eleven Financial Research.

Além das varejistas, a Eletrobras (ELET3, R$ 42,95, +11,56%; ELET6, R$ 42,69, +10,05%) teve fortes ganhos na semana. O presidente Jair Bolsonaro autorizou que sejam aprofundados estudos para a desestatização da companhia.

Segundo fato relevante divulgado pela empresa, a privatização deve ocorrer por meio de um "aumento de capital social, mediante subscrição pública de ações ordinárias da Eletrobras ou de eventual empresa resultante de processo de reestruturação".

Também em alta na semana estiveram as ações da Cielo (CIEL3, R$ 25,36, +8,27%), que registraram a maior alta diária desde o IPO na véspera com alta de 15% em meio à notícia do Broadcast de que o Banco do Brasil venderia sua fatia de ações na companhia e que o Bradesco, outro controlador, teria preferência de compra.

Porém, a informação não foi confirmada por nenhuma das partes e, com muitas dúvidas no radar, os papéis fecharam a sessão em queda de mais de 4%. Confira os três cenários para a Cielo clicando aqui

Bancos em queda na semana

Se as maiores altas são relacionadas ao corte de juros pelo Banco Central, as maiores quedas também têm relação com a decisão de política monetária, assim como com resultados. 

Bradesco (BBDC3, R$ 30,75, -6,16%; BBDC4, R$ 34,28, -5,38%), Santander Brasil (SANB11, R$ 42,49, -5,70%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,93, -5,21%) foram as maiores baixas da semana, com as perspectivas de que a aceleração do ritmo de queda de juros acentue a queda de rentabilidade das instituições financeiras. 

Também nesta semana, o Itaú "repetiu" o Bradesco e viu suas ações caírem após o balanço, divulgado na última segunda-feira. Enquanto isso, os ativos do Banco Inter (BIDI11) saltaram 29% na semana com o aporte do Softbank na companhia

Entre outros destaques de baixa, a Vale (VALE3, R$ 47,84, -4,76%) registrou queda forte com o acirramento da tensão comercial entre EUA e China derrubando o preço do minério. A companhia também divulgou resultado nesta semana e frustrou, mas a expectativa é de um segundo semestre mais positivo.  

Falando em grandes empresas, mesmo não sendo o destaque na semana, a Petrobras (PETR3;PETR4) viu seus papéis registrarem forte alta na sexta-feira repercutindo o resultado do segundo trimestre de 2019

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