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Bancos sobem com melhora externa; Sabesp salta com consulta para revisão de tarifas e educacionais avançam 5%

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (18)

Cantareira 1
(Cantareira 1)

SÃO PAULO - O Ibovespa deixou três sessões de leves variações e subiu 0,83%, após as falas do presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, dizer ser "melhor tomar medidas preventivas do que esperar para que o desastre aconteça." 

Williams destacou que os bancos centrais devem se mover rapidamente nesta era de baixas taxas de juros quando veem sinais de problemas na economia. Williams é considerado um membro do Fed de postura mais neutra, o que dá um peso maior às suas declarações. Assim, diversas ações passaram a subir, caso de bancos, como Banco do Brasil (BBAS3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), que fecharam com alta de cerca de 2%. 

Enquanto isso, os investidores no Brasil esperam pelo anúncio de medidas de estímulo à economia, com destaque para a liberação de recursos do FGTS, o que impactou mais uma vez positivamente as ações de varejistas. Os papéis de construtoras, por sua vez, subiram em sua maior parte após a queda da véspera, com o possível recuo no montante a ser liberado das contas. Já a Tecnisa desabou após precificar a oferta em R$ 1,10 e aprovar aumento de capital em R$ 445,5 milhões.

A Sabesp (SBSP3) viu seus papéis subirem forte com início de consulta para revisão tarifária, enquanto a Cielo (CIEL3) cai após o Itaú BBA revisar os números da companhia para baixo, cortando o preço-alvo de R$ 11,50 para R$ 7,50 e recomendação marketperform. 

Confira esses e outros destaques:

Gafisa (GFSA3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3), Even (EVEN3), Eztec (EZTC3), MRV (MRVE3) e Tenda (TEND3)

O possível recuo do governo no montante a ser liberado das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que poderia ser de R$ 30 bilhões e não de R$ 42 bilhões, como ventilado ontem, animou os papéis das construtoras, após a queda praticamente generalizada de ontem na bolsa. Além disso, o setor viu suas ações subirem após a notícia de que a Caixa prepara modelo de crédito imobiliário que reduz juros a faixa de 6% ao ano. 

Ontem, entre as ações de construtoras que fazem parte do IMOB, o índice do setor imobiliário da B3, apenas a Gafisa fechou a sessão no azul. Todas as outras caíram. Fecharam no vermelho os papéis de BR Properties (BRPR3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3), Even (EVEN3), Eztec (EZTC3), MRV (MRVE3) e Tenda (TEND3).

Segundo o jornal O Globo, o governo busca uma forma de não reduzir o volume de empréstimos para o financiamento da casa própria, informou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins. “Eles disseram (integrantes do governo) que vão liberar recursos de um lado, mas compensar de outro. Ainda não sei detalhes, mas tivemos o compromisso de que os recursos para o financiamento da casa própria não serão afetados”, afirmou, ressaltando que do total de R$ 78 bilhões do orçamento do FGTS, R$ 69 bilhões serão destinados ao setor da habitação.

Os R$ 42 bilhões – previstos inicialmente, de recursos que podem ser sacados do FGTS seriam suficientes para a construção de aproximadamente 420 mil moradias populares no País, ao custo de R$ 100 mil cada. Esse montante equivale a aproximadamente um ano de Minha Casa Minha Vida (MCMV), de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). "Com menos recursos, serão construídas menos casas e não vamos conseguir reduzir o déficit habitacional”, diz o presidente da Abrainc, Luiz França.

Já a Folha informa que a Caixa aguarda a autorização do Banco Central para a anunciar nas próximas semanas uma redução de até 31,5% dos juros dos financiamentos imobiliários. A intenção é evitar que a queda dos juros gere perdas aos bancos. Para isso, a ideia é trocar o indexador dos contratos, permitindo melhores condições para a securitização dos empréstimos.

Tecnisa (TCSA3)

A Tecnisa informou, em fato relevante, que a oferta pública primária da companhia teve o seu preço por ação fixado no montante R$ 1,10, equivalente a um montante total de R$ 445,5 milhões.

Assim, a construtora fará a emissão de 405 milhões de novas ações, incluindo ações adicionais, elevando o capital social da companhia de R$ 1,422 bilhão, dividido em 331.192.307 ações ordinárias, para R$ 1,868 bilhões, dividido em 736.192.307 ações ordinárias.

Segundo a empresa, aproximadamente 50% dos recursos líquidos provenientes da oferta serão para promover o crescimento de suas operações, incluindo a aquisição de novos terrenos e o restante para melhoria na estrutura do seu capital, com pagamento de determinadas dívidas e reforço de capital de giro.

Vale (VALE3)

A Vale informou que sua subsidiária Mineração Rio do Norte (MRN) teve emitidas as Declarações de Condição de Estabilidade (DCE) de todas as suas estruturas operacionais em março de 2019, conforme novos parâmetros e seguindo as novas regulamentações do poder público, em especial da Agência Nacional de Mineração (ANM). “A MRN também se encontra totalmente aderente as regras da Portaria 70.389/17, da Resolução ANM 4 de 15/02/2019 e de acordo com todas as questões relacionadas a barragens da Norma Regulamentadora Nº 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração”, diz a empresa.

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Em junho de 2019, 11 estruturas localizadas em Oriximiná (Pará, Brasil) foram reclassificadas como de maior dano potencial associado. Imediatamente após essa reclassificação, em 26 de junho de 2019, a empresa foi autuada em R$ 50.464,80 por não ter apresentado o Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM) das referidas estruturas.

“Tendo em vista os prazos técnicos requeridos para a elaboração de tais planos, a MRN irá contestar os Autos de Infração, solicitando um maior prazo para a conclusão dos trabalhos, os quais se encontram em andamento. A MRN ressalta que as estruturas não tiveram alteração de suas condições de estabilidade”, destaca a mineradora.

Pão de Açúcar (PCAR4)

A XP retomou a cobertura para as ações do Pão de Açúcar mantendo recomendação de Compra com novo preço-alvo de R$ 124 por ação para final de 2020. "Nossa visão de que a empresa está bem posicionada no segmento de Atacarejo para ganhar participação no mercado e de que as melhorias operacionais no Multivarejo não estão totalmente precificadas permanece. Dentro do varejo alimentar, nossa preferência pelo GPA é relacionada a múltiplos mais atrativos", afirmam os analistas. 

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O Valor destaca que o governo poderá manter uma “Golden share” na Eletrobras, dentro do processo de privatização da companhia. A ação especial, que possibilita poderes especiais ao seu detentor, poderia facilitar a tramitação do projeto de lei de venda do controle da elétrica no Congresso, a partir da sua capitalização.

Kroton (KROT3) e Estácio (ESTC3)

Kroton e Estácio foram destaques de alta percentual do índice antes de IPO da brasileira Afya em Nova York, empresa voltada para cursos na área da saúde.

De acordo com o prospecto preliminar, a companhia venderá até 15.805.841 ações classe A, considerando o exercício de um lote adicional. A faixa indicativa de preço vai de US$ 16 a US$ 18 e, levando em conta o meio desse intervalo, a operação deve levantar US$ 268,7 milhões.

Banco Inter (BIDI4)

O Banco Inter informou que o seu programa de units teve a adesão de 258.873.165 ações preferenciais, correspondendo a aproximadamente 85,0% do total destes papéis, portanto, superior ao porcentual mínimo. O programa teve ainda a adesão de 95.388.816 ações ordinárias, correspondendo a aproximadamente 31,3% destes papeis.

Dessa forma, a adesão contou com uma adesão total nas duas classes de 354.261.981 ações, correspondendo a aproximadamente 58,2% do total.

“Tendo em vista que o atendimento das solicitações de conversão de ações efetuadas durante o período de conversão não resultou na emissão de ações preferenciais em quantidade superior a 50% do capital social do Banco, todos os pedidos efetivamente recebidos pela B3 foram integralmente atendidos”, destacou. As Units constarão dos extratos na conta de custódia dos acionistas que aderiram ao Programa de Units a partir do dia 18 de julho.

Ainda segundo a empresa, foi deferido pela B3 o pedido de adesão do banco ao Nível 2 de Governança Corporativa da B3, a partir 19 de julho de 2019.

O banco destacou ainda que foi concedida a aprovação, pelo Banco Central do Brasil, da alteração do estatuto social, alterando as quantidades de ações ordinárias e preferenciais que compõem o capital social após a conversão de ações. “O capital social do banco passa, então, a ser composto por 327.301.021 ações ordinárias e por 281.903.981 ações preferenciais, mantido o total de 609.205.002 ações.”

“Adicionalmente, a administração do Banco informa que estuda a possibilidade de, uma vez obtidas as autorizações societárias competentes, abrir novo período no qual permitirá a conversão de ações de emissão do Banco para fins de adesão ao Programa de Units, a partir da segunda quinzena de agosto de 2019, com prazos e condições a serem definidos oportunamente”, finalizou.

BB Seguridade (BBSE3)

A Coluna do Broadcast diz que a BB Seguridade deve revisar para cima suas projeções de desempenho em 2019. O anúncio pode ocorrer já na divulgação dos resultados do segundo trimestre. Segundo a publicação, a revisão deve contemplar uma expectativa mais otimista para o lucro deste ano do que a atual, entre 5% e 10%, ante 2018. A coluna observa que a alta de 15% para 20% na CSLL deverá ficar apenas para 2020, por conta da noventena exigida para implementação da nova faixa de tributação.

Weg (WEGE3)

O Estadão destaca que a Weg vai vender no varejo de empresas de materiais de construção tomadas e interruptores. Além disso, a companhia fez parceira com a MRV para instalar painéis de geração de energia solar em 55 empreendimentos residenciais.

Sabesp (SBSP3)

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP) publicou Aviso de Consulta Pública nº 09/2019, que tem por objetivo obter contribuições sobre a metodologia e critérios gerais para atualização da Base de Remuneração Regulatória da 3ª Revisão Tarifária Ordinária (RTO) da Sabesp.

De acordo com o Aviso, os interessados poderão enviar suas contribuições entre 18 de julho de 2019 a 05 de agosto de 2019. Os documentos relacionados a Consulta Pública nº 09/2019 estão disponíveis nos sites da ARSESP e da Sabesp, na área de Relações com Investidores.

Light (LIGT3) e Cemig (CMIG4)

A Light comunicou que, com o encerramento da oferta pública de distribuição primária e secundária de ações ordinárias, de 133,3 milhões de ações, ao preço de R$ 18,75, que a Cemig passará a contar com 22,6% do capital da elétrica fluminense, composta apenas por ações ordinárias. O BNDES será o segundo maior acionista, com 6,3% do capital, apenas de ordinárias. O montante restante de 71,1% do capital total estará em livre negociação no mercado.


Celesc (CLSC4)

A elétrica catarinense Celesc teve um aumento de 2,6% no consumo de energia no segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, para 6.319 GWh. Desse total, houve alta de 7,5% nos consumidores livres, para 2.354 GWh, e queda de 0,1% no mercado cativo, para 3.965 GWh.

Gol (GOLL4)

A companhia aérea Gol informou que sua empresa Gol Equity Finance precificou a oferta de exchangeable senior notes no valor total de principal de US$ 80 milhões, com vencimento em 2024, remuneradas a 3,75% ao ano, “como uma emissão adicional a ser consolidada e a constituir uma única série fungível” com outra nos valores totais de principal de US$ 345 milhões – ambas com vencimento em 2024, remuneradas a 3,75% ao ano.

Segundo a empresa, as notes adicionais, garantidas pela GLAI e pela Gol Linhas Aéreas, serão emitidas em denominações mínimas de US$ 100.000 e múltiplos inteiros de US $1.000, em colocação privada nos termos do U.S. Securities Act de 1933.

JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3) e Minerva (BEEF3)

O Estadão traz que a China inspecionará quatro frigoríficos brasileiros de aves e suínos na próxima sexta-feira, 19, por meio de videoconferência. Funcionários do Ministério da Agricultura brasileiro farão transmissões, a partir das fábricas, para a China. O Brasil enviou à China uma lista de 30 unidades frigoríficas para serem habilitadas a exportar para o país - entre unidades de abate de bovinos, suínos e frangos.

A China escolheu uma dessas unidades e associações brasileiras ligadas ao setor de proteína animal, outras três. Espera-se que a resposta do país asiático - em forma de liberação para exportação ou não - seja rápida. A China está ampliando as importações de carnes por causa da peste suína africana, que vem assolando seus plantéis.

Ainsa sobre Marfrig, o frigorífico  fez uma retificação no valor da oferta de debêntures anunciada recentemente, que recuou de um valor de até R$ 360 milhões, para até R$ 300 milhões.

Estácio (ESTC3)

A Estácio informou em comunicado ao mercado a alteração do ticker e o nome de negociação da companhia, que, a partir do dia 23 de julho, passa a ser listado na B3 como YDUQ3 em substituição ao ESTC3. O nome no pregão passa a ser YDUQS PART. “Adicionalmente, nossos ADRs negociados no mercado norte-americano passarão a ser negociados sob o código YDUQY em substituição ECPCY”, afirma.

Azul (AZUL4)

A companhia aérea Azul informou que a Fitch Ratings classificou o seu risco de crédito como BB- em escala estrangeira e A+(bra) em escala nacional. A Fitch também atribuiu uma classificação BB- às sênior notes sem garantias da Azul, no valor de US$ 400 milhões com vencimento em 2024. A perspectiva do rating corporativo é estável. Com o anúncio desse rating, a Azul reafirma sua classificação BB- de qualidade de crédito.

De acordo com a Fitch, “o rating da Azul é apoiado em sua forte posição no mercado regional da aviação brasileira, margens operacionais sólidas, mas limitado por sua limitada diversificação geográfica e exposição cambial”. Segundo o comunicado, o rating reflete a expectativa de melhorias no perfil do risco de crédito da Azul durante 2019-2020, “suportado por melhores fundamentos da indústria de aviação no Brasil, maior geração de fluxo de caixa operacional e desalavancagem futura, com o compromisso de manter elevados índices de liquidez, reduzindo a exposição ao risco de refinanciamento”.

“O rating da Azul reflete nosso compromisso de entregar fortes resultados operacionais, mantendo um balanço sólido. Esperamos continuar a nos beneficiar da conectividade da nossa malha e do nosso processo de transformação de frota”, afirma Alex Malfitani, CFO da Azul”.

Marcopolo (POMO4)

A Marcopolo comunicou ao mercado que adquiriu, por US$ 9,0 milhões, uma participação direta de 49% na empresa argentina Metalsur Carrocerias S.R.L. e, por meio de reorganização societária, passará a deter, direta e indiretamente, 70% do capital social dessa sociedade e controlar, com 51% de participação, a também argentina Loma Hermosa S.A., até então sociedade coligada (joint venture) onde a Marcopolo detinha 50% de participação.

Segundo a empresa brasileira, em 2017 e 2018, a Metalsur apurou receita líquida de US$ 43,3 milhões e US$ 24,4 milhões, e EBITDA de US$ 11,2 milhões e US$ 3,0 milhões, respectivamente. A empresa se dedica à produção de carrocerias para ônibus rodoviários destinados ao mercado argentino.

“Com a aquisição, a companhia passará a consolidar as operações da Metalsur, concentrando também a produção local argentina de ônibus urbanos nessa empresa. A operação está sujeita à apreciação da autoridade antitruste argentina, CNDC”, completa o comunicado.

 

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