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Ação da Eletrobras renova máxima com projeto de lei para privatização; Biotoscana dispara 10% com possível oferta da EMS

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (17)

Eletrobras - usina eólica no Ceará
(Divulgação/Eletrobras)

O Ibovespa fechou quase estável pela terceira sessão seguida, mas com alguns destaques expressivos de ações, principalmente aqueles que podem ser impactados pelo anúncio de liberação do FGTS e PIS/Pasep pelo governo.

Enquanto os papéis de varejistas registraram alta, como Magazine Luiza (MGLU3), B2W (BTOW3), Lojas Renner (LREN3) e Lojas Americanas (LAME4) em meio à perspectiva de que a liberação dos valores possa aumentar o consumo, as construtoras (principalmente as mais voltadas para os segmentos de baixa e média rendas) registraram queda, caso de MRV (MRVE3), Tenda (TEND3) e Direcional (DIRR3), em meio à preocupações sobre o financiamento de moradias. 

Afora a demissão sem justa causa, aposentadoria e outros fatores empregatícios, o FGTS hoje só é liberado para compra da casa própria no valor de até R$ 1,5 milhão (novo teto estabelecido em janeiro de 2019). Isso cria um interesse pela aquisição de imóveis como forma de otimizar esse patrimônio, já que a rentabilidade do FGTS é baixíssima – muitas vezes, abaixo da inflação. Com a possibilidade de saque para qualquer fim, cria-se o temor de que as vendas de imóveis esfriem. Veja mais clicando aqui. 

Vale destacar ainda que, entre as varejistas, o Magalu ainda teve a recomendação elevada para o Bradesco BBI, com o preço-alvo indo para R$ 320.  Também entre as altas, a Eletrobras subiu forte com o projeto de privatização acelerado, renovando máxima histórica que foi alcançada antes em fevereiro de 2019. 

Fora do índice, a Biotoscana (GBIO33) disparou com a notícia do interesse da EMS na companhia. Confira mais destaques:

Vale (VALE3)

O Valor Econômico destaca que a Vale tornou-se alvo de um processo arbitragem por parte de investidores institucionais por causa das perdas sofridas com a tragédia de Brumadinho. Segundo a publicação, o requerimento foi levado à Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM) da B3, no dia 5 deste mês, por um grupo de ao menos 25 gestoras independentes de recursos e alguns fundos de pensão.

Por ser listada no Novo Mercado, as discussões societárias relacionadas à Vale precisam ocorrer na CAM, em processos sigilosos. Segundo o Valor, a petição inicial do caso foi registrada na semana passada.

Ontem, durante divulgação de resultados, a BHP, sócia da Vale na Samarco, informou que espera arcar com US$ 260 milhões de dólares para desativar a barragem da empresa, que rompeu em Minas Gerais, no final de 2015.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras anunciou ontem que serão tomadas as medidas administrativas necessárias para o encerramento das concessões da Conecta e da Distribuidora de Gas de Montevideo, no Uruguai, até o dia 30 de setembro. “Ambas as partes adotarão as providências necessárias para pôr fim aos litígios pendentes, sem pleitos adicionais de qualquer espécie”, informou a empresa.

Segundo a Petrobras, o Estado Uruguaio assumirá as operações de ambas as concessões por meio de instrumentos legais cabíveis, dando continuidade aos serviços. “Para instrumentalizar o acordo, será formado um grupo de trabalho com representantes das partes envolvidas, em articulação com os presidentes”, completa o comunicado.

Ontem, a petroleira informou que, a partir desta temporada de balanços, irá apresentar seu relatório de produção e vendas antes do resultado geral. Enquanto o balanço sairá dia 1 de agosto, quinta-feira, após o fechamento do mercado, a divulgação do relatório preliminar ocorrerá no dia 25 de julho, também após o fechamento.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O governo prepara um projeto de lei para enviar ao Congresso para a privatização da Eletrobras, diz o jornal O Estado de S.Paulo. O plano prevê a capitalização da empresa, associada a novos contratos de energia para as suas usinas hidroelétricas. A ideia é semelhante à apresentado pelo governo de Michel Temer. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, porém, avalia ser difícil sua aprovação neste momento no Congresso.

"A nova proposta de privatização da Eletrobras deve impactar positivamente nas ações no curto prazo. Desde as eleições de Bolsonaro, o ativo teve forte valorização – muito por conta da possibilidade de venda do governo e também na perspectiva de melhoria de gestão. O novo projeto é bastante semelhante com aquele enviado por Temer no início do ano passado e continuará sendo uma tarefa bastante difícil para o Planalto", afirma a equipe de análise da Levante. 

Oi (OIBR3;OIBR4)

Os investidores devem seguir monitorando o novo plano estratégico da Oi, que foi considerado um passo importante para saída da operadora do processo de recuperação judicial. A empresa, que entrou com pedido de proteção na Justiça contra credores em junho de 2016, com dívidas declaradas de R$ 65 bilhões, poderá sair desse processo a partir de fevereiro, mas ainda deverá continuar mais fraca que seus concorrentes, apurou o jornal O Estado de S.Paulo.

Quarta maior operadora do País, a Oi pretende, nesse plano, expandir sua atuação em banda larga e telefonia móvel. Para isso, porém, precisa fazer investimentos bilionários para competir de igual para igual com suas rivais Vivo, Claro e TIM. Só que, na prática, ainda não tem dinheiro o suficiente para isso e conta com a venda de ativos não estratégicos - que já levou a mercado anteriormente - para bancar a estratégia.

Ainda sobre a tele, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou que a Casa deve aprovar "até o fim de agosto" do projeto que altera a Lei Geral das Telecomunicações. A proposta altera o regime de concessão da telefonia fixa, permitindo que seja feita por autorização à iniciativa privada.

O projeto também transfere a infraestrutura de telecomunicações da União para as concessionárias que exploram o serviço desde a privatização do setor, em 1998. A Oi opera a rede de telefonia fixa em todo o Brasil, com exceção de São Paulo, que cabe à Telefônica.

O Bradesco BBI rebaixou a recomendação para Oi para Neutro, estabelecendo um novo preço-alvo, de R$ 1,80, ante o anterior, de R$ 2,10. Segundo o relatório, após adotar uma visão positiva a partir de fevereiro, o risco/retorno, neste momento, parece agora equilibrado.

Ainda de acordo com Bradesco BBI, o projeto de lei de reforma das telecomunicações não forneceu sinais de progresso, enquanto a venda da Unitel é esperada apenas no 4T19 (com possíveis atrasos). “Além disso, os resultados deteriorou-se a um ritmo mais rápido que o esperado, com queda nas receitas e espaço limitado corte de custos.”

Magazine Luiza (MGLU3), B2W (BTOW3) e Via Varejo (VVAR3)

O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações do Magazine Luiza para “outperform” de “neutral”, por avaliar que o crescimento da companhia possa permanecer “alto por mais tempo”. O preço-alvo foi elevado para R$ 320, ante previsão anterior de R$ 170.

Entre os argumentos estão sua posição assertiva na compra da Netshoes e uma visão mais eficiente de sua logística. Além disso, no curto prazo, a expansão da empresa deverá ser apoiada ainda pela aceleração dos downloads de aplicativos e do tráfego do site, assim como pela extensão da Logbee para 150 cidades. “As estimativas mais altas do GMV são o principal responsável pelo aumento do nosso preço-alvo”, acrescentaram.

Para B2W e Via Varejo, o Bradesco manteve as recomendações neutras, com preços-alvos, respectivamente, de R$ 43,00 e R$ 8,00.

Biotoscana (GBIO33)

O laboratório brasileiro EMS pode fazer uma oferta para aquisição da uruguaia Biotoscana, segundo a Coluna do Broadcast. O fundo de private equity Advent possui 27,7% da companhia e levou a Biotoscana à bolsa, em 2017, numa operação de R$ 1,3 bilhão. A maior parte a venda foi secundária. Segundo a publicação, porém, o fundo estaria em compasso de espera para o fechamento da operação, até que o valor de mercado da companhia melhore, já que recua 7% no ano.

Alpargatas (ALPA4)

A Alpargatas informou ontem que, em linha com o estabelecido no acordo para a alienação de 22,5% da unidade de negócios relacionada à marca Topper na Argentina e no mundo, celebrado em 14 de setembro de 2018 com Carlos Wizard Martins, concluiu negociações de venda de seus ativos relacionados à atuação no segmento têxtil.

O valor envolvido em todas as operações sob negociação poderá somar o montante aproximado de US$ 14,400 milhões. “Com as efetivas transferências desses ativos a seus respectivos compradores, a serem efetivadas até 1º de outubro de 2019, a Alpargatas, por meio da Alpargatas Argentina, deixa de atuar no segmento têxtil”, completa o fato relevante.


Ouro Fino (OFSA3)

O Itaú BBA elevou sua recomendação para compra da Ouro Fino, com um preço-alvo de R$ 50,00. “A Ourofino deve se beneficiar do forte ganho de rentabilidade da indústria de proteínas na última década”, diz o relatório, acrescentando que a empresa está se aproximando do “ramp-up de suas plantas biológicas”. O Itaú BBA estima um CAGR de 30% nos lucros da empresa nos próximos cinco anos.

Localiza (RENT3)

A Localiza, por meio de sua subsidiária Fleet, aprovou a emissão de debêntures no montante de até R$ 300 milhões.

General Shopping (GSHP3)

A General Shopping, por meio de sua controlada Send Empreendimentos e Participações, adquiriu da VBI GSBR, uma fatia de 38,6962% do imóvel no qual está edificado o empreendimento Parque Shopping Barueri, pelo valor total de R$ 125 milhões.

GPA (PCAR4) e Via Varejo

O Valor Econômico destaca que o GPA e a Via Varejo terão de negociar já nas próximas semanas um acordo envolvendo o fornecimento de eletroeletrônicos vendidos na rede Extra. Os pedidos, que eram feitos de forma conjunta, para abastecer as lojas da Casas Bahia e do Ponto Frio, precisarão ser revistos, já que a escala de compras será reduzida. As negociações envolvem itens como celulares e linha marrom, como televisores.

Banco do Brasil (BBAS3)

O comitê de investimentos do FI-FGTS aprovou a venda das ações do Banco do Brasil detidas pelo fundo, removendo a barreira que faltava para a Caixa levar adiante a oferta destes papéis no mercado. Assim, segundo o Valor Econômico, a oferta da ordem de R$ 3,7 bilhões poderia ser realizada ainda este mês.

(Agência Estado)

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