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Governo acelera projeto para privatizar Eletrobras; recomendações, acordo da Petrobras com o Uruguai e mais destaques

Confira os destaques corporativos desta quarta-feira

Eletrobras
(Alexandre Marchetti /ItaipuBinacional)

No Radar InfoMoney desta quarta-feira (17) destaque à Vale que tornou-se alvo de arbitragem de investidores, à Petrobras que vai deixar suas operações no Uruguai e à Eletrobras com projeto para privatização. Confira esses e outros destaques corporativos.

Vale

O Valor Econômico destaca que a Vale tornou-se alvo de um processo arbitragem por parte de investidores institucionais por causa das perdas sofridas com a tragédia de Brumadinho. Segundo a publicação, o requerimento foi levado à Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM) da B3, no dia 5 deste mês, por um grupo de ao menos 25 gestoras independentes de recursos e alguns fundos de pensão.

Por ser listada no Novo Mercado, as discussões societárias relacionadas à Vale precisam ocorrer na CAM, em processos sigilosos. Segundo o Valor, a petição inicial do caso foi registrada na semana passada.

Ontem, durante divulgação de resultados, a BHP, sócia da Vale na Samarco, informou que espera arcar com US$ 260 milhões de dólares para desativar a barragem da empresa, que rompeu em Minas Gerais, no final de 2015.

Petrobras

A Petrobras anunciou ontem que serão tomadas as medidas administrativas necessárias para o encerramento das concessões da Conecta e da Distribuidora de Gas de Montevideo, no Uruguai, até o dia 30 de setembro. “Ambas as partes adotarão as providências necessárias para pôr fim aos litígios pendentes, sem pleitos adicionais de qualquer espécie”, informou a empresa.

Segundo a Petrobras, o Estado Uruguaio assumirá as operações de ambas as concessões por meio de instrumentos legais cabíveis, dando continuidade aos serviços. “Para instrumentalizar o acordo, será formado um grupo de trabalho com representantes das partes envolvidas, em articulação com os presidentes”, completa o comunicado.

Ontem, a petroleira informou que, a partir desta temporada de balanços, irá apresentar seu relatório de produção e vendas antes do resultado geral. Enquanto o balanço sairá dia 1 de agosto, quinta-feira, após o fechamento do mercado, a divulgação do relatório preliminar ocorrerá no dia 25 de julho, também após o fechamento.

Eletrobras

O governo prepara um projeto de lei para enviar ao Congresso para a privatização da Eletrobras, diz o jornal O Estado de S.Paulo. O plano prevê a capitalização da empresa, associada a novos contratos de energia para as suas usinas hidroelétricas. A ideia é semelhante à apresentado pelo governo de Michel Temer. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, porém, avalia ser difícil sua aprovação neste momento no Congresso.

Oi

Os investidores devem seguir monitorando o novo plano estratégico da Oi, que foi considerado um passo importante para saída da operadora do processo de recuperação judicial. A empresa, que entrou com pedido de proteção na Justiça contra credores em junho de 2016, com dívidas declaradas de R$ 65 bilhões, poderá sair desse processo a partir de fevereiro, mas ainda deverá continuar mais fraca que seus concorrentes, apurou o jornal O Estado de S.Paulo.

Quarta maior operadora do País, a Oi pretende, nesse plano, expandir sua atuação em banda larga e telefonia móvel. Para isso, porém, precisa fazer investimentos bilionários para competir de igual para igual com suas rivais Vivo, Claro e TIM. Só que, na prática, ainda não tem dinheiro o suficiente para isso e conta com a venda de ativos não estratégicos - que já levou a mercado anteriormente - para bancar a estratégia.

Ainda sobre a tele, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou que a Casa deve aprovar "até o fim de agosto" do projeto que altera a Lei Geral das Telecomunicações. A proposta altera o regime de concessão da telefonia fixa, permitindo que seja feita por autorização à iniciativa privada.

O projeto também transfere a infraestrutura de telecomunicações da União para as concessionárias que exploram o serviço desde a privatização do setor, em 1998. A Oi opera a rede de telefonia fixa em todo o Brasil, com exceção de São Paulo, que cabe à Telefônica.

O Bradesco BBI rebaixou a recomendação para Oi para Neutro, estabelecendo um novo preço-alvo, de R$ 1,80, ante o anterior, de R$ 2,10. Segundo o relatório, após adotar uma visão positiva a partir de fevereiro, o risco/retorno, neste momento, parece agora equilibrado.

Ainda de acordo com Bradesco BBI, o projeto de lei de reforma das telecomunicações não forneceu sinais de progresso, enquanto a venda da Unitel é esperada apenas no 4T19 (com possíveis atrasos). “Além disso, os resultados deteriorou-se a um ritmo mais rápido que o esperado, com queda nas receitas e espaço limitado corte de custos.”

Magazine Luiza, B2W e Via Varejo

O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações do Magazine Luiza para “outperform” de “neutral”, por avaliar que o crescimento da companhia possa permanecer “alto por mais tempo”. O preço-alvo foi elevado para R$ 320, ante previsão anterior de R$ 170.

Entre os argumentos estão sua posição assertiva na compra da Netshoes e uma visão mais eficiente de sua logística. Além disso, no curto prazo, a expansão da empresa deverá ser apoiada ainda pela aceleração dos downloads de aplicativos e do tráfego do site, assim como pela extensão da Logbee para 150 cidades. “As estimativas mais altas do GMV são o principal responsável pelo aumento do nosso preço-alvo”, acrescentaram.

Para B2W e Via Varejo, o Bradesco manteve as recomendações neutras, com preços-alvos, respectivamente, de R$ 43,00 e R$ 8,00.

Biotoscana

O laboratório brasileiro EMS pode fazer uma oferta para aquisição da uruguaia Biotoscana, segundo a Coluna do Broadcast. O fundo de private equity Advent possui 27,7% da companhia e levou a Biotoscana à bolsa, em 2017, numa operação de R$ 1,3 bilhão. A maior parte a venda foi secundária. Segundo a publicação, porém, o fundo estaria em compasso de espera para o fechamento da operação, até que o valor de mercado da companhia melhore, já que recua 7% no ano.

Alpargatas

A Alpargatas informou ontem que, em linha com o estabelecido no acordo para a alienação de 22,5% da unidade de negócios relacionada à marca Topper na Argentina e no mundo, celebrado em 14 de setembro de 2018 com Carlos Wizard Martins, concluiu negociações de venda de seus ativos relacionados à atuação no segmento têxtil.

O valor envolvido em todas as operações sob negociação poderá somar o montante aproximado de US$ 14,400 milhões. “Com as efetivas transferências desses ativos a seus respectivos compradores, a serem efetivadas até 1º de outubro de 2019, a Alpargatas, por meio da Alpargatas Argentina, deixa de atuar no segmento têxtil”, completa o fato relevante.


Ouro Fino

O Itaú BBA elevou sua recomendação para compra da Ouro Fino, com um preço-alvo de R$ 50,00. “A Ourofino deve se beneficiar do forte ganho de rentabilidade da indústria de proteínas na última década”, diz o relatório, acrescentando que a empresa está se aproximando do “ramp-up de suas plantas biológicas”. O Itaú BBA estima um CAGR de 30% nos lucros da empresa nos próximos cinco anos.

Localiza

A Localiza, por meio de sua subsidiária Fleet, aprovou a emissão de debêntures no montante de até R$ 300 milhões.

General Shopping

A General Shopping, por meio de sua controlada Send Empreendimentos e Participações, adquiriu da VBI GSBR, uma fatia de 38,6962% do imóvel no qual está edificado o empreendimento Parque Shopping Barueri, pelo valor total de R$ 125 milhões.

GPA e Via Varejo

O Valor Econômico destaca que o GPA e a Via Varejo terão de negociar já nas próximas semanas um acordo envolvendo o fornecimento de eletroeletrônicos vendidos na rede Extra. Os pedidos, que eram feitos de forma conjunta, para abastecer as lojas da Casas Bahia e do Ponto Frio, precisarão ser revistos, já que a escala de compras será reduzida. As negociações envolvem itens como celulares e linha marrom, como televisores.

Banco do Brasil

O comitê de investimentos do FI-FGTS aprovou a venda das ações do Banco do Brasil detidas pelo fundo, removendo a barreira que faltava para a Caixa levar adiante a oferta destes papéis no mercado. Assim, segundo o Valor Econômico, a oferta da ordem de R$ 3,7 bilhões poderia ser realizada ainda este mês.

(Agência Estado)

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