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Ações da Petrobras caem seguindo petróleo; B3 sobe com recomendação do Credit e Suzano tem terceira alta seguida

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (16)

suzano
(divulgação)

SÃO PAULO - A sessão foi de estabilidade para o Ibovespa, com os investidores principalmente de olho nos dados dos EUA com a agenda em Brasília mais vazia por conta da proximidade do recesso parlamentar. 

Entre os destaques de ações, a Oi (OIBR3;OIBR4) fechou em queda após abrir em alta expressiva com a apresentação do plano estratégico da companhia. Já a Vale (VALE3) teve leves ganhos em um novo dia de forte alta do minério de ferro. A B3 (B3SA3), por sua vez, subiu mais de 3% com recomendação do Credit Suisse. As ações da Petrobras também fecharam em queda com uma suposta amenização dos conflitos entre EUA e Irã. 

Confira os destaques do mercado nesta sessão:

Oi (OIBR3;OIBR4)

Em recuperação judicial, a operadora de telefonia Oi apresenta a investidores os detalhes do novo plano estratégico. 

A operadora de telefonia Oi divulgou suas novas projeções e estimativas dentro do seu novo plano estratégico. Segundo a empresa, a receita líquida de serviços deverá apresentar uma taxa composta anual de crescimento (CAGR) de 2% ao ano, entre 2019 e 2024.

Para o lucro antes de juros, impostos, amortização, depreciação (Ebitda) de rotina, a projeção é de que some um intervalo entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5 bilhões. O CAGR entre 2019 e 2021 deverá ficar entre 15% e 20%.

“A melhora no Ebitda potencialmente virá dos investimentos em fibra, estratégia móvel, crescimento no atacado e redução de custos”, informou a empresa, na apresentação que fará aos investidores.

A empresa destaca que planeja desinvestir ativos não-core e liberar caixa por meio de eventos não operacionais, com potencial de impacto de R$ 12,5 bilhões a R$ 14,5 bilhões.

A Oi informou ainda que busca obter mais de R$ 1 bilhão em redução de custos, “acima e além de esforços existentes, implementados até 2021”.

A tele destacou ainda que o seu foco em fibra e infraestrutura, “alavancando a maior e não-replicável rede de alta capacidade”. A empresa destaca contar com um ponto de partida privilegiado e capacidade superior para prover fibra e viabilizar o 5G no país.

Ontem, a Oi informou que em maio a geração de caixa operacional líquida das empresas em recuperação judicial ficou negativa em R$ 417 milhões. Já os investimentos somaram R$ 672 milhões. O saldo final do caixa financeiro teve redução de R$ 308 milhões, para R$ 4,306 bilhões.

B3 (B3SA3)

As ações da B3 subiram forte após terem o preço-alvo elevado de R$ 35 para R$ 48 pelo Credit Suisse, com a recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) mantida, em meio a uma "perspectiva muito mais promissora”. O novo preço-alvo reflete projeções de lucros maiores e menor
custo de capital.

“Acreditamos que a aprovação da reforma da Previdência deve ser um fator importante para um nível mais alto e sustentado” do volume médio diário negociado (ADTV) nos mercados de ações e derivativos. Os melhores volumes devem levar a perspectivas de ganhos “muito mais fortes”, afirmam os analistas. O B3 é negociado a 22 vezes P/L ajustado 2020, um desconto de 11% para as bolsas globais, segundo o Credit Suisse.

Suzano (SUZB3)

A ação da Suzano teve um novo dia de ganhos, o terceiro seguido, em meio à nova sessão de queda da celulose na China, com baixa de 1,1%, para US$ 516 a tonelada. Contudo, vale destacar, no ano, as ações da Suzano caem 10,72%, enquanto o Ibovespa registra alta superior a 18%. 

"Embora os estoques permaneçam elevados e o ambiente desafiador, cortes de produção de fibra longa foram anunciadas por empresas europeias, e potenciais novos anúncios podem ajudar no reequilíbrio do mercado, ou na sua estabilização. Mantemos nossa recomendação de Compra para Suzano, com preço-alvo de R$40 por ação, e neutro para Klabin, com preço-alvo de R$ 19 por ação", destaca a XP Research. 

Vale (VALE3)

O minério de ferro cravou nova máxima em 5 anos com retomada lenta da oferta e produção na China. A commodity negociada em Qingdao teve alta de 0,7%, a US$ 122,20 a tonelada. 

No radar da companhia, ela e o Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais assinaram ontem um acordo para o encerramento da fase de conhecimento da Ação Civil Pública, em razão das consequências do desastre de Brumadinho, em 25 de janeiro. A Vale irá depositar em juízo dia 06 de agosto o valor de R$ 400 milhões a título de dano moral coletivo.

O acordo ainda determinou a liberação do valor de R$ 1,6 bilhão inicialmente bloqueado da Vale. A partir de agora, os familiares dos trabalhadores vítimas do rompimento da barragem poderão se habilitar para receber reparação, iniciando a execução do acordo individual, observando-se premissas individuais.

Segundo a empresa, pais, cônjuges ou companheiros e filhos de trabalhadores falecidos receberão, individualmente, R$ 500 mil por dano moral. Irmãos receberão R$ 150 mil. Haverá o pagamento de um seguro adicional por acidente de trabalho no valor de R$ 200 mil aos pais, cônjuges ou companheiros e filhos, individualmente.

O acordo prevê ainda o pagamento de dano material ao núcleo de dependentes, cujo valor mínimo é de R$ 800 mil. Será concedido plano de saúde vitalício para cônjuges ou companheiros e para filhos até 25 anos de idade.

A negociação estabelece também um auxílio creche no valor de R$ 920 mensais para filhos de trabalhadores falecidos com até 3 anos de idade, e auxílio educação no valor de R$ 998 mensais para filhos entre 3 e 25 anos de idade.

O acordo também prevê estabilidade aos trabalhadores próprios e terceirizados, lotados na mina no dia do rompimento, e aos sobreviventes que estavam trabalhando no momento do rompimento pelo prazo de três anos.

Petrobras (PETR3;PETR4)

As ações da Petrobras caíram seguindo o preço do petróleo, em meio a uma suposta amenização das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Além disso, o dólar mais forte contribuiu para o movimento. O petróleo WTI para entrega em agosto negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 3,29%, a US$ 57,62 por barril. Já o petróleo Brent para setembro na Intercontinental Exchange (ICE) caiu 3,20%, a US$ 64,35 o barril.

Nesta terça, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, teriam dito que as negociações com o Irã em relação ao programa nuclear estavam avançando. “Muito progresso foi feito”, teria afirmado o chefe da Casa Branca, em reunião na sede do Executivo, em Washington. “Não estamos buscando uma mudança no regime iraniano. Queremos eles fora do Iêmen”, teria completado o republicano.

No radar da companhia, a Petrobras informou o resultado da oferta de recompra “Waterfall” de títulos globais efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance. O volume de principal validamente entregue pelos investidores dos títulos, excluídos juros capitalizados e não pagos, foi de US$ 1,790 bilhão. Os detentores de títulos que forem validamente entregues e aceitos para recompra receberão o pagamento total no dia 17 de julho.

Segundo a empresa, considerando o limite de recompra de US$ 2,361 bilhões (US$ 3 bilhões menos o valor total aceito na oferta “Any and All”, liquidada em 11 de julho de 2019), excluindo juros capitalizados e não pagos, foi aceita a totalidade do volume entregue pelos investidores.

“O pagamento aos investidores que tiveram os seus títulos entregues e aceitos para recompra até a data de expiração antecipada, ocorrerá dia 17 de julho, no valor equivalente de US$ 1,938 bilhão, acrescidos dos juros capitalizados e não pagos”, acrescentou a companhia.

A estatal informou ontem à noite o início da fase não vinculante referente à primeira etapa da venda de ativos em refino e logística associada no país, que inclui as refinarias Abreu e Lima (RNEST) em Pernambuco, Landulpho Alves (RLAM) na Bahia, Presidente Getúlio Vargas (REPAR) no Paraná, e Alberto Pasqualini (REFAP) no Rio Grande do Sul.

“Os desinvestimentos em refino estão alinhados à otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os nossos acionistas”, destacou a empresa.

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O governo federal ainda encaminhou ao Congresso Nacional o texto de um projeto de lei que abre ao orçamento de investimento crédito suplementar no valor de R$ 1,822 bilhão em favor da Petrobras. A mensagem sobre o envio do projeto ao Congresso está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, dia 16. O texto do projeto de lei, no entanto, não é publicado no DOU e não há indicação da destinação específica dos recursos.

Magazine Luiza (MGLU3)

A rede varejista Magazine Luiza convocou assembleia geral extraordinária para deliberar sobre a proposta de desdobramento das ações de emissão da companhia na proporção de uma para oito ações ordinárias. A assembleia será no 31 de julho, às 11h00, na sede da empresa, em Franca (SP).

 

MRV (MRVE3)

A MRV Engenharia divulgou sua prévia operacional do segundo trimestre, reportando uma alta de 5,8% nos lançamentos, que somaram R$ 1,8 bilhão. Este foi o maior patamar para o segundo trimestre na história da companhia. No primeiro semestre, os lançamentos totalizaram R$ 2,901 bilhões, crescimento de 15,4% ante o mesmo intervalo do ano passado.

As vendas líquidas somaram R$ 1,3 bilhão no trimestre, uma expansão de 2,7%, e chegaram a R$ 2,628 bilhões no semestre, avanço de 4,3%. A MRV explicou que, devido ao fato de grande parte dos lançamentos ter sido feita no fim do trimestre, um maior crescimento no volume de vendas líquidas deve ser observado nos próximos meses.

Os distratos caíram 50,2% no trimestre, para R$ 121 milhões de abril a junho, sua melhor marca em seis anos. Após a queima de caixa no começo do ano, a MRV voltou a gerar caixa, chegando a R$ 62 milhões no segundo trimestre.

Os números da MRV foram classificados como “ligeiramente positivos”, por conta dos lançamentos mais fortes do que o esperado e pré-vendas em linha, na avaliação do Itaú BBA. A velocidade de vendas, porém, desacelerou para 15% devido à concentração de lançamentos no final do trimestre.

Cyrela (CYRE3)

A incorporadora Cyrela informou o lançamento de 21 empreendimentos no segundo trimestre, totalizando um volume de R$ 2,086 bilhões, alta de 112,5% sobre igual período do ano passado, de R$ 981 milhões). No semestre, os lançamentos atingiram R$ 2,632 bilhões, alta de 85,9%.

As vendas líquidas contratadas neste trimestre somaram R$ 1,903 bilhão, valor 79,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, de R$ 1,061 bilhão. No semestre, as vendas atingiram um volume de R$ 2,948 bilhões, 76,1% superior ao mesmo período do ano anterior.

Das vendas líquidas realizadas no trimestre, R$ 242 milhões se refere à venda de estoque pronto (13%), R$ 486 milhões à venda de estoque em construção (25%) e R$ 1.176 milhões à venda de lançamentos (62%). Dessa forma, a Cyrela atingiu uma velocidade de vendas (VSO) de lançamentos de 56,4% no trimestre.

Segundo o Itaú BBA, a Cyrela apresentou um resultado positivo no segundo trimestre, com uma sólida velocidade de vendas nos estoques. “Um forte trimestre operacional, com lançamentos e vendas crescendo tanto na base trimestral quanto na anual. A velocidade de vendas foi o destaque, com 67% para lançamentos e 18% para estoque de unidades prontas”, destacou. 

Eztec (EZTC3)

A incorporadora Eztec realizou o lançamento de R$ 313 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) no segundo trimestre, levando o agregado do ano a R$ 707 milhões – equivalente a 70% do piso do guidance de lançamentos de 2019. Neste período, a Eztec lançou três novos empreendimentos.

No segundo trimestre, as vendas líquidas somaram R$ 372 milhões – resultado de R$ 395 milhões em vendas brutas e de R$ 23 milhões de distratos. “Essa foi a maior performance líquida de vendas desde o primeiro trimestre de 2011”, informa a empresa. Ainda, implica em um crescimento de 23% em relação às vendas líquidas do trimestre anterior.

A Eztec registrou um desempenho positivo no segundo trimestre, avalia o Itaú BBA. O destaque ficou por conta das vendas contratadas, que atingiram a maior marca desde 2011 (excluindo a venda de torres de escritórios comerciais), aumentando a velocidade de vendas em 21%.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas teve seu rating elevado de B para B+ pela S&P, com perspectiva estável, segundo a Bloomberg. Para a agência de classificação de risco, a siderúrgica foi capaz de refinanciar parte significativa de sua dívida, melhorando sua flexibilidade financeira e liquidez.

Os elevados preços do minério de ferro e as condições de mercado levemente favoráveis para o aço devem ajudar a empresa a reduzir sua alavancagem.

“A perspectiva estável reflete a visão de que a empresa irá se desalavancar gradualmente nos próximos anos, graças à maior geração de caixa operacional livre, apesar dos investimentos mais altos, mantendo níveis adequados de liquidez.”

Notre Dame (GNDI3)

O Bradesco BBI elevou o preço-alvo das ações da empresa de serviços de saúde Notre Dame, de R$ 35 para R$ 48, mantendo a recomendação de “outperform”. Segundo a instituição financeira, a empresa alia potencial de crescimento orgânica, baseado em postura comercial agressiva, assim como possível entrada no índice MSCI e fusões e aquisições.

 

(Agência Estado)

 

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