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Morgan Stanley vê dólar a R$ 3,65: veja as ações mais beneficiadas e mais prejudicadas

Morgan acredita que o dólar possa cair mais nas próximas semanas se a economia da Previdência for de R$ 700 bilhões ou mais

dólar mercado ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Em pouco mais de 45 dias, o dólar caiu da casa dos R$ 4,10 para atuais R$ 3,75, voltando para patamares não vistos desde fevereiro. Apesar de uma ótima notícia para o turista que está indo para fora do País, na bolsa as ações têm reações diferentes a este câmbio mais baixo.

Em geral, companhias exportadoras ou com operações (e receita) em dólar, costumam ser prejudicadas pela queda do dólar, já que a arrecadação delas acaba sendo reduzida. Por outro lado, empresas voltadas para o mercado doméstico e com parcelas de suas dívidas e custos em moeda estrangeira acabam se beneficiando.

Em relatório divulgado no último domingo (14), o Morgan Stanley aponta que setores como Tecnologia, Telecom, Varejo e Transporte são os que mais se beneficiam com esta queda do dólar.

Entre as ações, o analista Guilherme Paiva, destaca as companhias aéreas Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4), além do Pão de Açúcar (PCAR4) e da TIM (TIMP3).

Confira as ações beneficiadas pela queda do dólar:

Azul Gol
Pão de Açúcar TIM
Light Telefônica Brasil
Cia. Hering Hypera
Cemig B2W
Lojas Americanas Magazine Luiza
Iochpe Maxion Lojas Renner

Do outro lado, as companhias de Papel e Celulose, Mineração, Agricultura e Siderurgia estão entre as mais prejudicadas quando o dólar recua, como tem ocorrido.

Estão entre as companhias mais afetadas, segundo o Morgan, a Embraer (EMBR3), Suzano (SUZB3), Vale (VALE3), Braskem (BRKM5) e Gerdau (GGBR4).

Confira as ações prejudicadas pela queda do dólar:

Embraer Suzano
Vale Braskem
Gerdau JBS
Petrobras São Martinho
SLC Usiminas
BR Distribuidora CSN
Enauta Weg


Os analistas do Morgan dizem estar otimistas com o real após a aprovação do texto-base da reforma da Previdência na Câmara. "Acreditamos que a chance de um corte na taxa de juros em julho tenha aumentado, com os mercados já precificando em quase 40 pontos-base para esta reunião", afirmam.

No relatório, eles avaliam que o real ainda oferece um prêmios de menor risco após o avanço da reforma levar a queda nas posições vendidas na moeda brasileira. Com isso, o Morgan acredita que o dólar possa cair para R$ 3,65 nas próximas semanas se a economia da Previdência for de R$ 700 bilhões ou mais.

Por conta disso, o risco de a moeda americana não seguir o movimento de queda ante o real está relacionado à possível desidratação da reforma. Enquanto isso, no cenário externo, um Federal Reserve mais "hawkish" também poderia prejudicar um movimento de valorização do real.

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