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Ibovespa Futuro sobe com expectativa de votação da Previdência hoje; dólar cai

Mercado espera por aprovação da reforma, enquanto índices refletem a alta dos ADRs no feriado

ações alta bolsa índices gráfico
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quarta-feira (10) seguindo o desempenho dos ADRs (na prática, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos) no feriado e expectativa por votação na Câmara dos Deputados da reforma.

Ontem foram encerrados os debates sobre o texto da Previdência com um requerimento que pôs fim às discussões por 353 votos favoráveis e 118 contrários. Há expectativa de que a votação da redação final da Previdência ocorra hoje. 

Às 9h05 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para agosto subia 0,72% a 106.020 pontos, enquanto o dólar futuro com vencimento no mesmo mês caía 0,37% a R$ 3,7955.  

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 caía seis pontos-base a 5,57%, ao passo que o DI para janeiro de 2023 tem queda de sete pontos-base a 6,34%. Vale destacar que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou junho com alta de 0,01%, ante um recuo de 0,13% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número ficou levemente acima das projeções de economistas consultados pela Bloomberg, que esperavam leve deflação de 0,03%. 

No exterior, o dia também será bastante movimentado com participação do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no Congresso norte-americano, a partir das 9h30, quando o mercado deverá aguardar por pistas quanto à condução da política de juros da autoridade monetária dos EUA. Já às 15h00, deverá ser publicada a ata da última reunião do Fed, referente ao encontro de junho.

Reformas

A mudança nas regras das aposentadorias vai a plenário hoje com ao menos 298 votos garantidos, aponta o Placar da Previdência do Estadão, que consultou 504 deputados. Desse total, 117 são contrários, 24 estão indecisos e 65 não responderam.

O texto a ser votado trouxe uma nova fórmula para o cálculo dos benefícios às mulheres, o que pode diminuir a economia prevista em até R$ 30 bilhões em dez anos. Outras alterações que podem ocorrer dizem respeito à retirada da reforma os professores e de policiais federais, rodoviários federais e do legislativo. Já um destaque, apresentado pelo partido Novo busca incluir Estados e municípios na reforma.

Às vésperas da votação da reforma da Previdência, o governo intensificou ainda a liberação de emendas, que somaram R$ 2,6 bilhões nos seis primeiros dias úteis de julho. Em todo o mês passado, foi empenhado R$ 1,5 bilhão. Não é possível verificar ainda o quanto já foi liberado, mas os parlamentares esperam que o governo acelere ainda mais o empenho de emendas nos próximos dias para garantir a votação da reforma da Previdência.

Segundo o Estadão, líderes partidários demonstravam insatisfação e deputados insistem que o Planalto precisa honrar acordo feito há um mês, liberando R$ 20 milhões em emendas para cada um deles, após a aprovação do texto.

Ainda no Congresso, destaque para a reunião hoje, às 9h00, de instalação da comissão especial que vai analisar a PEC 45/19, da reforma tributária. A reunião foi convocada ontem pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para começar a debater a proposta que prevê a substituição de cinco tributos por apenas um, sobre bens e serviços.

A proposta de reforma tributária, porém, se tornou um alvo de disputa de protagonismo entre a Câmara e o Senado. Ontem, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou a decisão dos líderes dos partidos de também apresentar PEC, que terá como base a PEC 293/2004, do ex-deputado Luiz Carlos Hauly, que foi relator da proposta, participou do encontro com os líderes.

Alcolumbre almoçou ontem com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O encontro não estava previsto na agenda do ministro. Na saída do ministério, o presidente do Senado foi questionado sobre uma possível proposta de reforma tributária a partir do Senado.

"O Senado é uma Casa legislativa e a Câmara é outra", disse Alcolumbre. "O Senado tem autonomia para debater qualquer matéria importante para o Brasil. A reforma tributária é da Federação, e o Senado não se furtará desse debate", comentou o presidente do Senado.

Notícias corporativas

A Petrobras reduziu o preço médio da gasolina em 4,4% e do óleo diesel em 3,8%, apesar da alta do petróleo no mercado internacional. Desde ontem, o litro da gasolina está em média custando R$ 1,6817 nas refinarias e o diesel valendo R$ 2,0649. Segundo a associação de importadores (Abicom), desde o último ajuste do preço da gasolina, em 11 de junho, a gasolina já subiu 7% no exterior, o que eleva a defasagem do preço interno em relação ao preço internacional para 189,75% no porto de Suape e de 153,14% no Porto de Santos. Em relação ao diesel, a defasagem média está em torno dos 78%.

A Vale informou sobre decisão da 6ª Vara de Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, proferida em 09 de julho de 2019, em processos propostos pelo Estado de Minas Gerais e pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, que declarou a responsabilidade da Vale pela reparação dos danos decorrentes do rompimento da barragem de rejeitos do Córrego do Feijão, em extensão e forma a serem posteriormente apurados no âmbito dos referidos processos.

A decisão contra a Vale manteve o bloqueio do valor de R$ 11 bilhões. Entretanto, autorizou a substituição do valor de R$ 5 bilhões por outras garantias financeiras, como fiança bancária, seguro garantia e/ou investimentos à disposição do juízo, em adição à substituição do valor de R$ 500 milhões previamente aprovada. “Ademais, foram indeferidos os pedidos de suspensão das atividades e intervenção judicial na Vale, visto que existem garantias suficientes para ressarcir os danos”, acrescentou a mineradora.

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