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Itaú BBA eleva projeção para o Ibovespa em 2019 e mantém Brasil como top pick na América Latina

Projeção dos estrategistas do banco passou para 118 mil pontos, apontando três fatores para a visão mais positiva

Brasil
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Reiterando a sua visão construtiva com as ações brasileiras, o Itaú BBA revisou novamente para cima as expectativas para o Ibovespa para 2019, desta vez passando de 110 mil pontos para 118 mil pontos, o que configura um potencial de valorização de 16,5% em relação ao fechamento da última segunda-feira (1).

Vale ressaltar que, no final de maio, os estrategistas do banco haviam cortado a projeção para o Ibovespa de 117 mil para 110 mil pontos, destacando a decepção com os resultados corporativos do primeiro trimestre. 

Contudo, em relatório desta terça-feira (2), o Itaú BBA destacou visão positiva por três fatores: i) a perspectiva de taxa de juros mais baixa por mais tempo; ii) a expectativa de uma aceleração na economia a partir de 2020 e iii) uma potencial maior alocação para o mercado de ações no País, ainda mais levando em conta o cenário de juros menores no Brasil, o que torna o investimento em ações mais atrativo.

A expectativa do banco é de que a Selic, taxa de juro básica da economia, deva registrar um corte de 25 pontos-base na próxima reunião, para 6,25%, e encerrar o ano a 5%. 

Assim, a equipe do Itaú BBA, encabeçada pelo estrategista Pablo Ordóñez, manteve a recomendação overweight (exposição acima da média) para o Brasil dentro da América Latina, com o País sendo a top pick na região. 

Com relação aos demais países, a recomendação para a Argentina, - cujo índice MSCI do país saltou 27% em junho por conta do noticiário eleitoral em meio a uma leve recuperação do atual presidente Mauricio Macri nas pesquisas -, é equalweight (em linha com a média do mercado).

Enquanto isso, o México possui recomendação underweight (abaixo da média do mercado) por conta da desaceleração econômica e incerteza sobre a direção política. 

O Chile, por sua vez, teve a exposição reduzida de overweight para equalweight em meio às perspectivas mais negativas para a economia e de olho no impacto das tensões comerciais para o investimento e exportações. Para a Colômbia, a recomendação é overweight, assim como para o Peru. 

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