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Ações de Petrobras, Vale e siderúrgicas sobem em meio à expectativa sobre G-20; veja mais destaques

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (28)

minério de ferro - commodities
(Morag MacKinnon/Reuters)

SÃO PAULO - A sessão é de ganhos para o Ibovespa, com os investidores na expectativa pelo encontro entre os presidente dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, no G-20. 

China e Estados Unidos têm mantido posições firmes em relação aos seus respectivos pleitos até a véspera do encontro. Enquanto o Ministério do Comércio da China pede que Washington cancele suas medidas de pressão e sanção contra a Huawei e outras empresas chinesas, Trump reitera a ameaça de impor tarifas a todas as importações chinesas, caso as conversas deste final de semana falhem. À espera de um desfecho sobre o impasse entre as duas maiores economias do mundo, açpões de empresas ligadas a commodities, sobem, como Petrobras (PETR3;PETR4), Vale (VALE3) e siderúrgicas como CSN (CSNA3). A Vale também é impulsionada pelo minério de ferro que fechou no maior nível desde 2014, na casa dos US$ 116 a tonelada; investidores avaliam interrupções na oferta global e políticas ambientais na China.

 

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou o início da etapa de divulgação das oportunidades (teasers) referentes à venda de ativos em refino e logística associada no país. Os desinvestimentos representam, aproximadamente, 50% da capacidade de refino nacional, totalizando 1,1 milhão de barris por dia de petróleo processado. Ontem, o presidente da Petrobras afirmou ainda que a companhia poderá concluir a venda de ao menos uma refinaria este ano, de um total de oito colocadas à venda.

Segundo a empresa, a venda integral será dos seguintes ativos: Refinaria Abreu e Lima (RNEST), Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Refinaria Landulpho Alves (RLAM), Refinaria Gabriel Passos (REGAP), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), Refinaria Isaac Sabbá (REMAN) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), bem como os ativos logísticos integrados a essas refinarias.

“A venda dessas oito refinarias será conduzida de acordo com a Sistemática de Desinvestimentos da Petrobras, por meio de processos competitivos independentes, que ocorrerão em duas fases”, afirmou a empresa. A primeira fase inclui as refinarias RNEST em Pernambuco, RLAM na Bahia, REPAR no Paraná, e REFAP no Rio Grande do Sul, assim como seus ativos logísticos correspondentes. A segunda, que compreende as refinarias REGAP, REMAN, SIX e LUBNOR e ativos logísticos correspondentes, serão divulgados ainda este ano.

Ainda sobre a Petrobras, em reunião com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) acertaram que entregarão à Corte até o dia 15 de julho propostas de aplicação da multa paga pela Petrobras, em acordo com a Justiça norte-americana, que direcionou R$ 2,5 bilhões ao Brasil. Um acordo sobre o destino desse dinheiro deve ser fechado em agosto, de acordo com Moraes.

Além disso, a companhia está em conversas com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre sua saída do segmento de transporte e distribuição de gás.

Cia Hering (HGTX3)

O jornal Valor Econômico destaca que a Cia Hering venceu disputa no STJ sobre créditos de ICMS. Segundo a publicação, ministros deram razão à Cia Hering mantendo um entendimento adotado pela 1º seção em 2017. No julgamento, a companhia alegou apenas que subvenções não configuram receita tributária, sem discutir se seriam para custeio ou investimentos. A empresa registrou esses valores como custeio e pedia para aproveitar créditos em Goiás, gerados com a saída de produção de roupas.

CSN (CSNA3)

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou que precificou a reabertura (retap) da oferta de títulos representativos de dívida realizada no ano passado, denominados Notes, no mercado externo, emitidos por sua subsidiária, CSN Resources, no valor US$ 175 milhões, com vencimento em 2023 e juros de 7,625% ao ano.

As Notes foram ofertadas a um preço de emissão de 105,615% do valor do principal mais juros acumulados, representando uma remuneração, até o vencimento, de 5,875% ao ano. O valor total de principal das Notes, considerando a emissão de US$ 350 milhões em 13 de fevereiro de 2018 e de US$ 400 milhões em 17 de abril de 2019, é de US$ 925 milhões.

A liquidação das Notes está prevista para o dia 2 de julho de 2019. “A Companhia tem a intenção de utilizar os recursos líquidos captados por meio das Notes para pagamento de certas dívidas”, informou.

B3 (B3SA3)

A B3 fará um programa de recompra de ações de até 38.500.000 de ações ordinárias. O prazo máximo para aquisição, contados a partir de 28 de junho, será o dia 29 de fevereiro de 2020, cabendo à Administração definir as datas em que a recompra será efetivamente executada.

Segundo a B3, o objetivo é gerar valor para os acionistas, por meio de uma administração da estrutura de capital que combine recompra de ações e distribuição de proventos. “A Companhia não estima impactos da negociação sobre a composição acionária ou sobre sua estrutura administrativa”, afirmou.

CPFL Energia (CPFE3)

A CPFL Energia informou que a sua oferta pública primária teve acrescida de um lote suplementar, em percentual equivalente a 15% do total das ações inicialmente ofertadas. Neste contexto, o resultado final da Oferta consistirá na distribuição total de 134.339.694 ações ordinárias (considerando o lote suplementar), ofertadas a um preço por Ação de R$ 27,50, totalizando um volume de R$ 3,694 bilhões.

Linx (LINX3)

A Linx fez a aquisição da Millennium Network, por R$ 65,0 milhões à vista e, adicionalmente, sujeito ao atingimento de metas financeiras e operacionais, para os anos entre 2019 a 2022, pagará o valor de até R$ 44,6 milhões.
A operação ocorreu entre a Linx Sistemas e Consultoria, subsidiária integral da Companhia, e os detentores da totalidade da Millennium – que opera com solução de ERP para e-commerce no modelo SaaS. O faturamento bruto da Millennium esperado para 2019 é de R$31 milhões.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

O Conselho de Administração do Banco Bradesco aprovou proposta para pagar juros sobre o capital próprio intermediários, relativos ao primeiro semestre de 2019, no valor total de R$ 1,455 bilhão, correspondentes a R$ 0,172536471 por ação ordinária e R$ 0,189790118 por ação preferencial.

Serão beneficiados os acionistas que estiverem inscritos hoje, com as ações passando a ser negociadas “ex-direito” aos juros intermediários a partir de 1º de julho de 2019.

O valor líquido será de R$ 0,146656 por ação ordinária e R$ 0,1613216 por ação preferencial. O pagamento será efetuado em 15 de julho.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras aprovou um protocolo de incorporação e instrumento de justificação visando a reestruturação societária entre as subsidiárias Eletrosul e Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE). A intenção é a obtenção de sinergia operacional, tributária, econômico-financeira e societária.

A empresa resultante da citada reestruturação será chamada de Companhia de Geração e Transmissão de Energia Elétrica do Sul do Brasil (Eletrobras CGT Eletrosul), com sede em Florianópolis (SC). A aprovação depende da anuência dos órgãos reguladores e da Sest – Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais.

Vale (VALE3)

A Vale informou que o executivo Marcello Spinelli estará exclusivamente dedicado à diretoria de Ferrosos, ficando a cargo de Juarez Saliba a diretoria de Carvão. “Juarez, que manterá suas funções da Diretoria de Estratégia, Exploração, Novos Negócios e Tecnologia, possui ampla e sólida experiência na indústria da mineração e grande conhecimento a respeito das atividades da Vale, onde já havia atuado por 17 anos”, informa a mineradora.

Segundo a empresa, com a mudança proposta pelo diretor-presidente Eduardo Bartolomeo e aprovada pelo Conselho de Administração da companhia, Spinelli terá sua atenção focada na Diretoria Executiva de Ferrosos, “reforçando o compromisso da Vale com seus pilares estratégicos de segurança e excelência operacional, do novo pacto com a sociedade e da maximização do ‘flight to quality’ no minério de ferro”.

Cemig (CMIG4)

A Cemig informou que, em 08 de maio, transitou em julgado, no Tribunal Regional Federal da Primeira Região, o processo judicial da ação movida pela Cemig, Cemig D e Cemig GT, com decisão favorável às autoras, reconhecendo o direito destas empresas de excluírem o ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS, com efeito retroativo a setembro de 2003.

“Com relação aos efeitos retroativos, desde a divulgação da sentença, as empresas estão em processo de análise jurídica e tributária dos impactos, que envolve, dentre outros, a mensuração dos créditos tributários, a forma de compensação/recuperação de créditos e questões regulatórias”, destacou a empresa.

Segundo o fato relevante, esses efeitos serão registrados nas Informações Trimestrais findas em 30 de junho de 2019, cuja divulgação está prevista para agosto de 2019. No contexto da decisão judicial, o ICMS deixa de compor a base de cálculo do PIS e COFINS nos faturamentos dos clientes da Cemig D, representando uma redução média de aproximadamente 1% no valor das faturas.

Banco Inter (BIDI4) e Wiz (WIZS3)

O Banco Inter e a Wiz Soluções e Corretagem de Seguros fecharam o contrato de compra e venda de quotas de emissão de sua controlada Inter Digital Corretora e Inter Seguros.

A Wiz, em contrapartida à aquisição de 40% das quotas de emissão da Inter Seguros, pagará ao Banco valor correspondente a R$ 114 milhões. Deste total, R$ 45 milhões serão fixos e pagos na presente data e R$ 69 milhões variáveis, divididos em quatro parcelas anuais, as quais estão sujeitas a ajustes de acordo com a performance financeira da Inter Seguros, aferida pelo seu Ebitda.

Hypera (HYPE3)

A Hypera vai pagar juros sobre capital próprio de R$ 0,25562 por ação ordinária, com retenção de imposto de renda na fonte, equivalente ao montante total bruto de R$ 161,279 milhões. O pagamento será realizado até 31 de janeiro de 2020, com base na posição acionária de 02 de julho de 2019. No dia seguinte, as ações passam a ser negociadas “ex-JCP”.

Hapvida (HAPV3)

A Hapvida realizará o pagamento de juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 104,396 milhões, correspondente ao valor bruto unitário de R$ 0,1553 por ação ordinária. Os JCP serão pagos no dia 30 de abril de 2020. Terão direito ao JCP todos os acionistas detentores de ações ordinárias de emissão da Companhia ao final do pregão na bata base de 2 de julho de 2019. No dia seguinte, serão negociadas “ex-JCP”.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas vai distribuir sob a forma de juros sobre o capital próprio o montante líquido complementar de R$ 11,455 milhões, que corresponde a um valor bruto de R$ 13,198 milhões. Os valores representam R$ 0,01029 a cada ação ordinária e de R$ 0,01132 a cada ação preferencial.

Os juros sobre capital próprio serão pagos no dia 15 de julho de 2019 e se referem ao complemento do montante aprovado na Assembleia Geral Ordinária de 2019, referente ao resultado do exercício social de 2018.

O pagamento dos juros sobre o capital próprio tomará como base a posição acionária no final do dia 03 de julho de 2019, sendo que, a partir do dia 04 de julho de 2019 (inclusive), as ações de emissão da Companhia passarão ser negociadas ex-juros sobre o capital próprio.

Qualicorp (QUAL3)

A Qualicorp anunciou que o seu conselho de administração aprovou a captação de R$ 1,3 bilhão, em três operações de dívida.

Segundo o extrato de ata, divulgada ontem, a Qualicorp fará sua segunda emissão de debêntures, com valor de total de R$ 700 milhões, com recursos destinados ao reforço de caixa. Os títulos terão três anos de prazo.

A empresa também fará uma emissão de debêntures na Corretora de R$ 310 milhões, com valores a serem usados para o alongamento do passivo financeiro da Qualicorp Corretora e/ou capital de giro. O prazo é de três anos.

Além disso, fará a emissão de debêntures Benefícios, de R$ 290 milhões, para Qualicorp Benefícios poder alongar o passivo financeiro da Qualicorp Benefícios e/ou capital de giro. O prazo é de quatro anos.

(Agência Estado e Bloomberg)

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