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Levy fora do BNDES, Moro na CCJ, "super quarta" e feriado: o que você precisa acompanhar esta semana

Tudo que o investidor precisa saber para operar nesta semana

Sergio Moro e Jair Bolsonaro
(Marcos Corrêa/PR)

SÃO PAULO - Após o mau humor pesar no mercado na última sexta-feira (14) e apagar os ganhos da semana, o Ibovespa promete muitas emoções para os próximos dias, mesmo com um feriado na quinta-feira (20). Em destaque, a "super quarta" terá importantes eventos no Brasil e no exterior para todo investidor acompanhar.

No domingo de manhã, Joaquim Levy pediu demissão da presidência do BNDES, na esteira das críticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro um dia antes a respeito de sua condução e da indicação de Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do banco. 

Entre os cotados para assumir o cargo estão Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, e Salim Mattar, secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia. 

Segundo apuração do Estadão Broadcast, também estão no páreo Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do banco, e Solange Vieira, funcionária de carreira do BNDES.

No campo político, a tensão cresceu após o ministro da Economia, Paulo Guedes, falar que as mudanças do relatório da comissão especial podem "abortar a Nova Previdência". Segundo ele, os parlamentares cederam aos apelos dos servidores e mostraram que não têm compromisso com as futuras gerações.

As falas pesaram não só no humor do mercado, mas também na relação com o Congresso. O presidente da comissão especial, Marcelo Ramos, rebateu e afirmou que a declaração de Guedes atrapalha em momento crucial para a reforma.

Nos próximos dias devem acontecer também debates na comissão sobre o texto da reforma, o que também deve agitar os mercados. Além disso, o ministro da Justiça, Sergio Moro, irá à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta (19).

"Super quarta"
Enquanto a semana deve ter uma agenda mais "parada", a quarta-feira (19) concentrou todos os grandes eventos dos próximos dias. Enquanto o ministro Moro fala na CCJ, o Comitê de Política Monetária (Copom) toma sua decisão sobre a taxa básica de juros.

Nos últimos dias, o mercado não só aumentou as apostas em corte da Selic como passou a ver maiores chances de a redução ser antecipada. Isso por conta dos recentes dados fracos de atividade e inflação e do avanço da Previdência. Na sexta, segundo a Bloomberg, a curva de juros apontava mais de 20% de chances de um corte esta semana e 90% de probabilidade
para julho.

Já durante a tarde, o Federal Reserve também anuncia sua decisão de política monetária, com uma probabilidade de 25%, de acordo com dados da Bloomberg, de um corte na taxa de juros.

Além da decisão em si, atenção ainda para a fala do presidente do BC americano, Jerome Powell, que será crucial para guiar as expectativas do mercado.

Agenda de indicadores
Na agenda, destaque nos EUA para os números do PMI Markit. Além disso, atenção para as decisões sobre juros dos bancos centrais da Inglaterra e do Japão. Na zona do Euro, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi tem discursos agendados entre os dias 17 e 19.

No Brasil, após IBC-Br frustrante divulgado na sexta, os investidores acompanham os números da segunda prévia do IGP-M e novas parciais do IPC-Fipe e IPC-S.

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