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Barragem da Vale pode romper a qualquer momento e mais destaques de empresas

Confira os destaques corporativos desta segunda-feira (20)

vale minério de ferro
(divulgação)

No Radar Infomoney desta segunda-feira (20), destaque à Vale que monitora a possibilidade de um rompimento de barragem e aumento da multa para o teto de R$ 300 milhões, além de Petrobras que teve sentença indeferida nos EUA. Confira esses e outros destaques corporativos.

Vale

Enquanto no mercado internacional a cotação do minério de ferro vai se valorizando, desde o acidente de Brumadinho, internamente, as atenções com a Vale (VALE3) se voltam ao risco de um novo rompimento, a qualquer momento até o próximo sábado, dia 25, de uma mina em Barão de Cocais (MG). Segundo a empresa, como parte de ações preventivas de engenharia, a empresa começou a terraplenagem para construção da contenção em concreto localizada a 6 km à jusante da barragem Sul Superior, em Barão de Cocais.

A Vale ressalta que continua monitorando a barragem e o talude norte da cava de Gongo Soco 24 horas por dia e mantendo contato permanente com a autoridades competentes no sentido de prevenir e informar a toda a população sobre o andamento dos trabalhos e da situação da barragem Sul Superior e da cava de Gongo Soco. No sábado, cerca de 1.600 moradores da Zona de Segurança Secundária (ZSS) da cidade participaram de um novo simulado de emergência de barragens.

Em atendimento a um pedido feito pelo Ministério Público (MP), a juíza Fernanda Machado, da Vara de Barão de Cocais (MG), decidiu elevar o teto de uma multa aplicada à mineradora Vale para R$ 300 milhões. Segundo o MP, a mineradora não apresentou o estudo dos impactos relacionados ao eventual rompimento das estruturas da Mina de Congo Soco.

Na decisão, a juíza determinou ainda que a Vale apresente, em 72 horas, um estudo atualizado de ruptura (dam break), considerando a zona de impacto como um todo (mancha de inundação que deve estar descrita no estudo hipotético de situação), levando em conta todos os cenários possíveis e os efeitos cumulativos e sinérgicos do conjunto de todas as estruturas que integram o complexo.

Petrobras

A Petrobras (PETR3; PETR4) informou que a Corte Federal do Texas (EUA) julgou improcedente uma ação proposta pela companhia com o objetivo de anular sentença proferida na arbitragem movida pela Vantage Deepwater Company e Vantage Deepwater Drilling. "A arbitragem originou-se de um contrato de serviços de perfuração obtido mediante corrupção, conforme revelado pela Operação Lava Jato", afirmou a companhia em fato relevante.

Segundo a empresa, em 03 de julho de 2018, o Tribunal Arbitral formado por três árbitros decidiu por maioria, com um voto divergente, que a Petrobras e suas subsidiárias deveriam pagar à Vantage a quantia de US$ 622,02 milhões, acrescida de juros compostos de 15,2% a.a., a título de ressarcimento pela rescisão antecipada do contrato e faturas relativas à perfuração de um poço no Golfo do México.

A Petrobras e subsidiárias reconheceram recentemente uma provisão relativa a este litígio de aproximadamente US$ 720 milhões. A decisão da Corte do Texas está sujeita a recurso e a Petrobras diz que "seguirá adotando todas as medidas destinadas a resguardar os seus interesses".

Aéreas

O Estadão destacou que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, enxerga, com o interesse do grupo espanhol Air Europa em operar voos domésticos no Brasil, uma possiblidade de na redução dos preços das passagens. A declaração foi dada a despeito da possibilidade de derrubada da Medida Provisória que abre o mercado nacional a empresas estrangeiras.

Enquanto isso, a Folha pontua que os tripulantes da Avianca veem uma manobra por parte da companhia para se beneficiar da greve de seus funcionários, cancelando a greve, que foi suspensa ontem, após ter começado na última sexta-feira. Segundo a publicação, a direção da aérea estaria usando a paralisação para cancelar voos deficitários e se beneficiar com a medida.

Banco do Brasil

O Valor Econômico informa que a oferta de ações da Neoenergia, que deverá possibilitar a venda de fatias dos sócios Banco do Brasil (BBAS3), Previ e Iberdrola, deve sair em duas semanas. Segundo a publicação, o valor patrimonial da empresa ficou em cerca de R$ 18,4 bilhões, após questionamentos do banco estatal.

(Agência Estado e Agência Brasil)

 

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