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De estagiário a executivo em NY: a profissão que mudou a vida de um dos principais sócios do Grupo XP

Raony Rossetti trabalhou como broker - operador de mesa institucional - da XP Investimentos, onde teve uma carreira meteórica; hoje ele é Chief Information Officer da XP Investments    

Raony Rossetti
(Divulgação)

SÃO PAULO – Histórias de superação e de sucesso no mercado financeiro costumam servir de inspiração para quem almeja uma carreira bem-sucedida nesta área. E uma das trajetórias mais vitoriosas da atualidade é a de Raony Rossetti, Chief Information Officer da XP Investments. 

Ele estudou engenharia mecânica e durante a universidade teve a oportunidade de fazer um intercâmbio na Alemanha. “Sou muito grato aos meus pais, pessoas maravilhosas que fizeram todo esforço financeiro necessário para que eu pudesse estudar”.

Rossetti foi morar na cidade de Bremen, norte da Alemanha, quando tinha 20 anos e lá conseguiu estágio na multinacional Bosch. Mas a vida dele começou a mudar mesmo quando tomou contato com o mercado financeiro.

“Eu morava com um cara que investia na Bolsa alemã e, acompanhando as operações dele, fiquei fascinado por aquilo tudo”, diz.

Durante as férias no Brasil, ele decidiu buscar emprego em bancos e corretoras. Chegou a conseguir uma vaga em um dos principais bancos estrangeiros no Brasil, mas depois de ter uma conversa com o head da mesa institucional da XP Investimentos, optou por ingressar na empresa.

 

“Eu percebi que teria muito mais liberdade para aprender, crescer e ser desafiado. Entrei em uma época em que só havia quatro funcionários em São Paulo”, lembra.

Ele começou como estagiário em outubro de 2008, quando tinha 21 anos.  Apenas um ano depois de assinar o contrato de estágio, ele foi efetivado como broker  - nome dado aos operadores da mesa institucional - de derivativos de ações.

Não demorou muito para que assumisse, no final de 2010, a área recém criada de Produtos Estruturados da XP, quando tinha apenas 23 anos.  Alguns meses depois, em julho de 2011, Rossetti foi convidado a se tornar sócio da empresa.

Já pensou em virar broker? Conheça o caminho mais rápido de aprender

“Me lembro bem deste dia e de toda felicidade que senti. A primeira coisa que fiz foi ligar para os meus pais. Eu sabia que tinha sido convidado para ser sócio de uma empresa que tinha o propósito de mudar o mercado de investimentos no Brasil”, diz.

Mas a evolução não parou por aí. Em 2014, ele se tornou head de Renda Variável área de varejo da XP Investimentos e no começo de 2017, antes de completar 30 anos, assumiu as mesmas funções nas outras corretoras do Grupo: a Clear e a Rico Investimentos.

11 anos depois daquela entrevista de emprego, ele agora é um dos principais sócios da companhia. “Naquela época, tudo que que nós da mesa de operações tínhamos era uma imensa vontade de crescer. E no final nós crescemos. E muito”, afirma.

No final de 2018 foi convidado para mudar para Nova Iorque com objetivo de ajudar a potencializar as áreas institucionais, através de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.

A carreira de broker

Broker é o operador da mesa institucional das corretoras, que ajuda grandes clientes como fundos de investimentos em diferentes tipos de transações. Elas se dividem entre os principais ativos negociados no mercado: derivativos, ações, renda fixa, moedas, commodities, NDFs (contratos de moedas) e taxas de juros. 

Não é exagero falar que o mercado financeiro corre nas veias de um bom broker. O operador da mesa precisa estar o tempo todo ligado em tudo que acontece no Brasil e no mundo. Afinal, os preços dos ativos são impactados por notícias, resultados corporativos, indicadores econômicos, e vários outros fatores que podem ajudar o broker a fechar excelentes operações.

Mesmo que a bolsa brasileira tenha hora para abrir e para fechar, os principais mercados globais também estão sempre no foco dos operadores– um grande movimento na Ásia, Europa ou EUA costuma ter influência nos preços por aqui. “Antes de dormir eu já estava de olho nas bolsas da Ásia. Quando acordava, pegava os gráficos e avaliava como tinha sido o pregão por lá”, diz Rossetti.

Ele considera que um dos segredos para seu êxito foi a vontade de aprender e o dinamismo que sempre buscou para sua carreira.  “Para ter sucesso, o broker precisa desenvolver uma visão multidisciplinar: ler e interpretar notícias, dados sobre política, macroeconomia, finanças comportamentais, trading e estratégia”, explica. Além disso, ele ressalta que trabalho em equipe, mente aberta e espírito empreendedor sempre fizeram toda a diferença na XP.

E foi exatamente isso que ele fez durante os anos que esteve à frente de dois telefones e seis telas de computador repletas de gráficos, notícias em tempo real e plataformas de operação. “Depois de analisar e interpretar todos estes pontos, entregávamos oportunidades para os clientes antes mesmo deles pedirem”, lembra.

Salário de broker pode chegar a R$ 50 mil por mês; veja como se tornar um

A boa notícia é que a trajetória do executivo da XP não é uma exceção. Há muitos brokers que entram como estagiário nas muitas corretoras do país e depois de um ano já são contratados como broker jr. Dali para broker pleno podem se passar menos de dois anos. O próximo passo é virar sênior, e, se tiver perfil, poderá então almejar o cargo de head da mesa de operações.

E dá para ganhar muito dinheiro com a profissão. Para se ter ideia, segundo uma pesquisa da empresa de recrutamento Robert Ralf, o salário médio de um broker varia de R$ 12 mil a R$ 50 mil por mês, dependendo da sua experiência.

Além disso, eles ainda recebem um bônus entre 5 e 10 salários por ano. Isso significa que em um ano favorável para os negócios, um broker muito competente pode ganhar mais de R$ 1 milhão entre remuneração fixa e variável em um único ano.

“Se você tiver as habilidades e se dedicar, essa é uma carreira extremamente promissora. Eu falo com a convicção de quem começou como estagiário e cresceu muito na profissão”, conclui Rossetti.

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