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Queda no lucro da Petrobras, possíveis aquisições da BR Distribuidora e mais notícias para ficar de olho

Confira as principais notícias de empresas desta quarta-feira.

Petrobras

No Radar InfoMoney desta quarta-feira (08) destaque para queda de 42% no lucro da Petrobras, avanço nas negociações para a venda da Braskem e uma série de resultados corporativos. Após o fechamento do mercado, estão previstas as publicações dos balanços de CSN, Braskem, GPA, Arezzo, Hapvida, EDP Brasil, Engie, Eneva, Alliansce, MRV, Sulamerica, JSL, Banco Inter, Enauta, Totvs, Valid, Wiz e SLC.

Petrobras

A Petrobras (PETR3; PETR4) divulgou ontem à noite que registrou um lucro líquido de R$ 4,031 bilhões de janeiro a março, desempenho 42% inferior ao reportado no mesmo período do ano passado, de R$ 6,961 bilhões. O resultado também ficou abaixo das expectativas da mediana dos analistas consultados pela Bloomberg, que era de R$ 5,309 bilhões. O Ebitda ajustado cresceu 7%, a R$ 27,487 bilhões, em linha com as expectativas. As ADRs da petroleira recuaram 0,75% no after hours, nos EUA, após a divulgação do balanço.

Como previsto, a produção de petróleo da empresa recuou 4%, por conta da concentração de paradas para manutenção de plataformas. Segundo a empresa, a expectativa é de que ocorra um crescimento da produção, a partir do segundo trimestre, à medida que os novos sistemas avancem no processo de ramp-up. A receita com vendas somou R$ 79,999 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 7%.

BR Distribuidora

A BR Distribuidora (BRDT3) avalia a possibilidade de adquirir as refinarias que serão colocadas à venda por sua controladora, a Petrobras. Ontem, durante teleconferência, o presidente da distribuidora, Rafael Grisolia, afirmou que a empresa está atenta aos desdobramento do programa de desinvestimento da estatal.

TIM

A TIM (TIMP3) divulgou um lucro líquido normalizado de R$ 251 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando uma alta de 2,5% sobre o mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o avanço do lucro veio de uma combinação de elevação no faturamento de todas as suas linhas de atuação, aliado a cortes nas despesas. A tele contou ainda com menores gastos na linha de despesas financeiras, por conta de uma menor participação do pagamento de empréstimos e juros. O Ebitda normalizado somou R$ 1,497 bilhão, uma expansão de 5,3%. Já a receita líquida avançou 1,7%, para R$ 4,191 bilhões. A empresa realiza teleconferência com analistas às 10h00 para comentar os resultados.

Braskem

O Valor Econômico destaca que, após os principais acertos para a venda da Braskem (BRKM5), a Odebrecht e LyondellBassel se debruçam agora para fechar os detalhes finais da operação, o que inclui a entrega do formulário F-20 na bolsa de Nova York – condição dada pelo comprador. Além disso, há preocupação com o laudo sobre as causas do afundamento do solo em bairros de Maceió (AL), onde a Braskem opera. A ação movida pela Justiça alagoana obrigou a empresa a suspender a distribuição de dividendos, contribuindo para que o acordo ainda não te há sido fechado, reforça a publicação.

Banco Daycoval

O banco Daycoval (DAYC4) registrou um lucro líquido de R$ 215,6 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 30,4% sobre o resultado do mesmo período do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido médio foi de 25,7%, ante 21,8% no primeiro trimestre do ano passado. 

Banco Pan

O Banco Pan (BPAN4) registrou um lucro líquido de R$ 96,1 milhões no primeiro trimestre de 2019 contra R$ 56,5 milhões no mesmo período do ano passado. 

Comgás

A Comgás (CGAS5) lucrou R$ 200 milhões no primeiro trimestre de 2019, resultando em um avanço de 11,7% sobre o resultado apresentado no mesmo período do ano passado. O Ebitda foi para R$ 447,1 milhões, mostrando crescimento de 19,4%, e a receita líquida atingiu R$ 2,1 bilhões, 44% a mais do que o faturamento no primeiro trimestre de 2018.

CPFL

A empresa de energia elétrica CPFL (CPFE3) teve um lucro líquido de R$ 570 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 36% sobre o mesmo período do ano anterior. Já o Ebitda foi de R$ 1,531 bilhão, o que corresponde a um aumento de 12,1% sobre o primeiro trimestre de 2018. A receita operacional líquida foi de R$ 7,127 bilhões, um crescimento de 11,8% na comparação anual. 

CSU Cardsystem

A CSU Cardsystem (CARD3) teve um lucro líquido de R$ 4,5 milhões no primeiro trimestre de 2019, queda de 44,3% sobre o mesmo período do ano passado. O dado também foi bem abaixo da mediana das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg, que apontava para R$ 41,5 milhões de lucro. O Ebitda da companhia foi de R$ 23,2 milhões, o que representa um crescimento de 10,3% na base anual, ante R$ 97,3 milhões de expectativa no consenso Bloomberg. A receita líquida foi de R$ 104,5 milhões, em queda de 3,7% na mesma base de comparação. 

Duratex

A fabricante de produtos de madeira e instalações sanitárias Duratex (DTEX3) registrou um lucro líquido recorrente de R$ 19,26 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 37,5% em relação ao resultado do mesmo período do ano anterior e bem abaixo dos R$ 40,33 milhões esperados pelo consenso Bloomberg. O Ebitda foi de R$ 179,3 milhões, o que corresponde a uma queda de 1,5% na base anual. Analistas esperavam R$ 187,67 milhões de Ebitda. A receita líquida foi de R$ 1,072 bilhão, aumentando 6,6% sobre o faturamento do primeiro trimestre de 2018.

Hermes Pardini

A Hermes Parini (PARD3) reportou um lucro, sem os efeitos do IFRS 16, de R$ 30,2 milhões no primeiro trimestre, representando alta de 1,9%. Com o impacto da norma, o resultado teria sido de 29,069 milhões, em linha com um ano atrás. O Ebitda ajustado somou R$ 65,837 milhões, com alta de 10,1%, enquanto a receita líquida avançou 14,9%, para R$ 335,6 milhões.

Iguatemi

A empresa de shopping centers Iguatemi (IGTA3) registrou um lucro líquido de R$ 55,5 milhões no primeiro trimestre de 2019, desempenho 4,6% abaixo do mesmo período do ano anterior. O Ebitda da companhia ficou em R$ 129,4 milhões, o que corresponde a um aumento de 2,9% sobre o primeiro trimestre de 2018. Por fim, a receita líquida atingiu R$ 173 milhões, um crescimento de 2,7% com relação ao primeiro trimestre do ano passado.  

Adicionalmente, a Iguatemi anunciou ainda que fechou parceria com o iFood para a entrega de alimentos a partir de seus shopping centers. Esse movimento já foi anunciado por outras concorrentes, como Multiplan e BR Malls, que já anunciaram a parceria com Delivery Center.

JHSF

A companhia do setor de shopping centers JHSF (JHSF3) teve um lucro líquido de R$ 16,9 milhões, contra um prejuízo de R$ 16,1 milhões no primeiro trimestre do ano passado. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 27,5 milhões, um crescimento de 41,7% sobre o indicador no primeiro trimestre de 2018. A receita líquida ficou em R$ 125 milhões e superou em 50,5% os R$ 83,1 milhões do mesmo período do ano passado. 

Ourofino

A fabricante de produtos para saúde animal, Ourofino (OFSA3) teve um prejuízo líquido ajustado no primeiro trimestre de 2019 de R$ 6,456 milhões, ante lucro de R$ 3,624 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda, por sua vez, ficou zerado, caindo 100% em relação ao primeiro trimestre de 2018, quando havia sido de R$ 12,4 milhões. A Receita Líquida caiu 1% na comparação anual, para R$ 91 milhões. 

Sanepar

A Companhia de Saneamento do Paraná (SAPR4) registrou um lucro líquido de R$ 217,5 milhões no primeiro trimestre, 16,4% superior ao do mesmo período do ano passado. Já o Ebitda foi de R$ 452,6 milhões, em crescimento de 10,6% na base anual. A receita líquida foi de R$ 1,098 bilhão. 

Terra Santa

A Terra Santa Agro (TESA3) apresentou prejuízo de R$ 5,324 milhões no primeiro trimestre, revertendo lucro de R$ 39,160 milhões do mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda subiu 6,4%, para R$ 32,672 milhões, enquanto a receita avançou 11,8%, para R$ 401,9 milhões.

 

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