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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta sexta-feira

Confira no que ficar de olho na sessão desta sexta 

Estados Unidos
(Shutterstock)

O Ibovespa encerrou a sessão da véspera com a alta de 1,6%, puxado por Petrobras e  bancos, com a melhora do humor dos investidores sendo ampliada com o andamento da tramitação da reforma da Previdência com a instalação da comissão especial que vai discutir a PEC.

Sobre a economia com a reforma, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem pela manhã que o ministro da Economia, Paulo Guedes, aceita fazer uma economia de R$ 800 bilhões nos próximos dez anos, porém à tarde recuou na fala afirmando não existir um valor mínimo e que Guedes fala em economia de R$ 1,1 trilhão.

A Petrobras deve seguir no radar dos investidores, após falas referentes à privatização da companhia de Bolsonaro. Ontem à noite, a empresa anunciou que assinou contratos de venda de ativos, no valor total de US$ 10,3 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões), entre os quais da TAG, que já havia sido divulgada. Adicionalmente, foram aprovadas ontem mudanças no estatuto social que permitirá à estatal vender suas subsidiárias sem a necessidade do aval da assembleia de acionista.

No exterior, destaque para a divulgação do PIB dos Estados Unidos, o que será observado com atenção pelo mercado após uma sequência de dados apontando um vigor maior da economia americana frente seus pares, o que ajudou a fortalecer o dólar. Entre as commodities, os preços do petróleo operam em baixa após as recentes altas. O minério de ferro também recua, com a expectativa do aumento da oferta do produto.

1. Bolsas Internacionais
Os mercados asiáticos fecharam predominantemente em baixa refletindo a baixa do Dow Jones Industrial Average em meio à divulgação da safra de resultados corporativos. Pesam ainda as expectativas na China de que o país poderá reduzir suas medidas de estímulo à economia. Por outro lado, o presidente da China, Xi Jinping, poderá viajar aos EUA para se encontrar com Donald Trump, no que pode ser um avanço no final das desavenças comerciais entre os países. O gigante asiático, aponta a loomberg, sinalizou a aprovação das demandas comerciais dos EUA e que não desvalorizará a moeda.

Na Europa, as ações operam em leve baixa, mesmo com o desempenho acima do previsto no resultado do balanço do Deutsche Bank, que ontem encerrou as negociações de fusão Commerzbank sem que houvesse acordo. Os investidores aguardam por novidades no universo corporativo, com uma série de divulgações de resultados.

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À espera da divulgação do PIB, os rendimentos da dívida do governo dos EUA caíram na sexta-feira, com os investidores aguardando a evolução econômica da maior economia do mundo. Os índices futuros dos EUA operam sem sinais distintos.

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 07:03 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,09%
*Nasdaq Futuro (EUA) +0,12%
*Dow Jones Futuro (EUA) -0,13%
*DAX (Alemanha) -0,01%
*FTSE (Reino Unido) -0,35%
*CAC-40 (França) -0,02%
*FTSE MIB (Itália) -0,51%
*Hang Seng (Hong Kong) +0,19% (fechado)
*Xangai (China) -1,20% (Fechado)
*Nikkei (Japão) -0,22% (fechado)
*Petróleo WTI -1,84%, a US$ 64,01 o barril
*Petróleo Brent -1,95%, a US$ 72,90 o barril
*Bitcoin US$ 5.291,21, -3,12%
R$ 21.490, -2,32% (nas últimas 24 horas)
*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian subiam %, a iuanes (nas últimas 24 horas)

2. Agenda Econômica

No Brasil, às 8h, a FGV vai divulgar o Índice Nacional de Custos da Construção, a Sondagem da Construção e do Comércio. Às 10h30, o Banco Central informará a variação do estoque de crédito, o estoque de crédito do sistema financeiro e as taxas de inadimplência da pessoa física. Após o fechamento do mercado sairá o balanço da Hypera Pharma.

No exterior, o principal dado vai ser do Produto Interno Bruto dos EUA, às 9h30. No mesmo horário, sairá ainda o Índice de Preços do PCE. Às 11h00, sairá o índice de sentimento do consumidor de abril, com as condições atuais e as expectativas. Às 22h30, abrindo o calendário de indicadores do oriente, a China divulga o lucro industrial de março. Nos Estados Unidos, a Chevron e a ExxonMobil divulgam seus resultados antes da abertura dos mercados.

3. Noticiário Político e Econômico

Após quase dois meses tramitação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), a Câmara instalou ontem a Comissão Especial que vai debater a reforma da Previdência. A presidência ficará a cargo de Marcelo Ramos (PR-AM) e a relatoria com Samuel Moreira (PSDB-SP). A nova instância é onde o mérito da proposta será analisado e onde pode sofrer alterações, a chamada desidratação. Em entrevista à Folha, Ramos afirmou que não atuará como articulador da proposta e que não cabe a ele a tarefa de ter a maioria.

Ao refazer os cálculos da reforma da Previdência, o governo estima uma economia superior à apresentada inicialmente nos próximos dez anos. A projeção passou de R$ 1,072 trilhão para R$ 1,236 trilhão. A diferença, diz o governo, se deve ao fato da previsão anterior considerar como base para o início do cálculo o ano de 2019, enquanto a nova estima os impactos a partir de 2020. Para o governo, com a retirada de alguns itens que podem ser desidratados no andamento da proposta na Câmara, a economia cairia para cerca de R$ 900 bilhões.

Sobre a economia com a reforma, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem pela manhã que o ministro da Economia, Paulo Guedes, aceita fazer uma economia de R$ 800 bilhões nos próximos dez anos, porém à tarde recuou na fala afirmando não existir um valor mínimo e que Guedes fala em economia de R$ 1,1 trilhão. Para Bolsonaro, a “bola agora está com o Congresso” e que o governo fará o mapeamento das posições dos parlamentares.

Ontem, em café com jornalistas, Bolsonaro comentou ainda sobre as rusgas com o vice-presidente, Hamilton Mourão, reconhecendo que o seu filho, Carlos, tem “ânimos exaltados” e disse “nem sempre” concorda com o que ele posta nas redes sociais. No entanto, o presidente afirmou que sua relação com Mourão tem alguns senões. “Vice é sempre uma sombra e, às vezes, não se guia pelo sol. Mas, por enquanto, está tudo bem”, afirmou, acrescentando que, “esse casamento é, no mínimo, até 2022”.

Sobre a distribuição de cargos por parte do Planalto para angariar votos de parlamentares para a reforma da Previdência, o Painel da Folha diz que as opções oferecidas estão sendo insuficientes. Isso porque fatia expressiva dos postos tem vínculo com o Nordeste, não atendendo aos interesses de parlamentares das regiões Sul e Sudeste. Dirigentes, relata a coluna, dizem que as negociações estão sendo mal conduzidas, sem sinal de conclusão.

Ainda no noticiário econômico, a Folha destaca a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que empresas que adquirirem insumos da Zona Franca de Manaus podem abater créditos de IPI mesmo sem ter de pagar tributos nessas compras. Segundo o STF, sem essa condição a indústria de Manaus poderia ser preterida pela de outros estados. A expectativa da ampliação da renúncia fiscal estimada é da ordem de R$ 16 bilhões por ano, elevando em mais de 60% em relação ao montante atual, em torno de R$ 25 bilhões.

Em entrevista ao Valor, o ex-ministro da Fazenda e presidente do BNDES, Joaquim Levy, afirmou que o desempenho do banco no primeiro trimestre reflete o momento de expectativa da economia, com as “empresas ainda aguardando para tomar decisões”. Segundo a publicação, o número de consultas ao banco caiu 41% em relação ao ano passado, gerando o menor nível no trimestre desde 1995, quando a série começou a ser medida. Para Levy, porém, o desempenho deve mudar à medida em que ocorrerem eventos como a reforma da Previdência.

O Valor destaca ainda que o governo Jair Bolsonaro e parlamentares articulam mudanças de última hora na nova Lei de Licitações, aprovada em comissão especial no final do ano passado e que tramita em regime de urgência na Câmara. A principal alteração é a retirada da margem de preferência para fornecedores nacionais. A lei atual estabelece preferência a empresas locais, mesmo que os seus preços sejam até 20% superior aos dos concorrentes estrangeiros.

4. IMTV

O InfoMoney recebe, nesta sexta-feira, o deputado federal Vinícius Poit (Novo-SP) para uma entrevista ao vivo.

O parlamentar, em seu primeiro mandato, é membro titular da comissão especial que discutirá no mérito a proposta de reforma da Previdência encaminhada há mais de dois meses pelo governo.

Na pauta da entrevista, destaque para as expectativas sobre a tramitação da PEC no colegiado, os riscos de desfiguração do texto e os desafios para se chegar à maioria necessária para sua aprovação.

O deputado também comentará a nova configuração do parlamento, a articulação política por parte da equipe do presidente Jair Bolsonaro e o novo cenário que a dinâmica das redes sociais impõe ao mundo político.

O bate-papo está marcado para 11h (horário de Brasília) e conta com transmissão ao vivo pela IMTV e pelo canal do InfoMoney no YouTube

5. Noticiário corporativo

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou não querer que “eventos do passado”, em relação à intervenção do governo no preço do combustível, “se repitam”, mas que “desconsiderar o risco de uma nova greve dos caminhoneiros é temerário”. Segundo ele, a Petrobras não pode subsidiar o diesel porque cria um problema sério para o Brasil, mas reconheceu que os caminhoneiros ganharam poder de barganha. “O governo nunca fez menção de intervir na companhia”, afirmou. Segundo ele, em nenhum momento pensou em deixar o cargo na companhia.

Ontem à noite, a Petrobras anunciou que assinou três contratos de compra e venda para alienação de ativos no valor total de US$ 10,3 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões). Em 2019, o valor total de alienação de ativos é de US$ 11,3 bilhões. Entre as transações está a alienação de 90% da TAG, por aproximadamente US$ 8,6 bilhões. A segunda operação é a cessão de 50% dos direitos de exploração e produção do campo de Tartaruga Verde e do Módulo III do campo de Espadarte para a Petronas, por US$ 1,293,5 bilhão. A terceira é a cessão da participação total da Petrobras em 34 campos de produção terrestres para a empresa Potiguar E&P S.A., subsidiária da PetroRecôncavo, por US$ 384,2 milhões.

Ainda sobre a Petrobras, o Valor destaca que os acionistas da empresa aprovaram ontem mudanças no estatuto social que permitirá à estatal vender suas subsidiárias sem a necessidade do aval da assembleia de acionistas, somente com ato do conselho de administração, dando agilidade ao processo. Ontem, a estatal informou ainda que decidiu provisionar cerca de R$ 1,3 bilhão em decorrência do atual estágio do litígio envolvendo a Sete Brasil.

O Valor destaca que a Aliança Geradora de Energia, controlada pela Vale está processando a própria controladora e outras empresas pelos danos à Hidrelétrica Risoleta Neves, conhecida como usina de Candonga. Os danos foram causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Minas Gerais, há mais de três anos. São alvos da ação além da Vale, a BHP, a Samarco e a Fundação Renova. A ação pede o pagamento de indenização referente aos danos emergentes e lucros cessantes do período entre 5/11/2015 e 25/05/2035.

Ainda no noticiário corporativo, seguem as conversas para que a Natura compre as operações da Avon, segundo o jornal Valor Econômico. Segundo a publicação, a negociação pode ser concluída em breve, com o interesse da Natura focado nas operações da Avon no Brasil. O jornal afirma que a venda da empresa de capital fechado, que representa os negócios da Avon nos EUA e Canadá, à sul-coreana LG não afetam as conversas.

O Valor informa ainda que a rede Magazine Luiza está negociando com exclusividade a compra da Netshoes. Segundo a publicação, a exclusividade começou há duas semana e segue até o final deste mês, entretanto uma ampliação do prazo não está descartada. O preço de venda estaria girando ao redor de US$ 3 por ação, enquanto a cotação atual da empresa é de pouco mais de US$ 2.

Abrindo a safra de balanços de varejistas de moda, a Lojas Renner teve lucro líquido de R$ 161,6 milhões no primeiro trimestre, alta 45% na comparação anual. O Ebitda ajustado somou R$ 316,3 milhões, cifra 26,8% superior, com alta de 1,4 ponto porcentual na margem Ebitda, para 19,2%. A receita líquida de mercadorias totalizou R$ 1,650 bilhão (+ 18%) e as vendas mesmas lojas avançaram 12,7% no período. Segundo a empresa, o aumento margem líquida no primeiro trimestre deveu-se basicamente ao melhor resultado operacional, com a expansão do Ebitda total ajustado.

Já a Cia Hering registrou um lucro líquido de R$ 46,685 milhões, alta de 36,1%. O Ebitda atingiu R$ 57,034 milhões (+25,9%), com margem de 15,3%, alta de 2,1 pontos porcentuais. Segundo a empresa, o crescimento foi impulsionado pelo melhor resultado operacional além da menor alíquota efetiva de imposto de renda em função da deliberação de juros sobre capital próprio. A receita líquida atingiu R$ 373,937 milhões, expansão de 8,8% e as vendas mesmas lojas cresceram 11,5%.

(Agência Estado e Bloomberg)

 

 

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