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Cade deve barrar possível compra de ativos da Avianca por Gol e Latam; Braskem tem R$ 100 mi bloqueados e mais notícias

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta sexta-feira (5)

Avianca 2 - turbina - avião
(Reprodução)

SÃO PAULO - O noticiário corporativo é bastante movimentado nesta sexta-feira (5), com o mercado de olho no noticiário sobre a disputa das aéreas por ativos da Avianca, o bloqueio de R$ 100 milhões da Braskem, além de recomendações. Confira os destaques desta sexta no mercado:

Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4)

O presidente da Azul, John Rodgerson, disse em entrevista ao Estadão que a entrada da Gol e da Latam na disputa pela compra da Avianca Brasil, que está em recuperação judicial, tem como objetivo impedir a companhia de crescer no aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Segundo Rodgerson, “vão quebrar a empresa para evitar que a gente faça a ponte aérea”. A Azul havia oferecido US$ 105 milhões por aviões e autorizações de slots da Avianca.

A entrada da Gol e da Latam na disputa pela Avianca, porém, não foi bem recebida pelo Cade, pontuou a coluna Painel S.A. da Folha. A publicação ressalta que qualquer operação que transfira slots da Avianca em Congonhas e Santos Dumont à Gol e Latam geraria uma concentração de mercado, tornando a operação praticamente impossível de ser aprovada pelo órgão, afirmaram profissionais do órgão.

Enquanto aguarda os desdobramentos da negociação sobre a Avianca, a Gol divulgou ontem à noite que a demanda doméstica cresceu 3,2% em março sobre igual período do ano passado, enquanto a oferta no período avançou 1,8%. Já a taxa de ocupação doméstica subiu 1,1 ponto porcentual, para 79,8%. No mercado internacional, a demanda subiu 20,5%, enquanto a oferta avançou 24,3%.

Embraer (EMBR3)

A Embraer informou que seu acionista Brandes Investment Partners, consultora de investimentos credenciado em nível federal nos Estados Unidos que representa diversos investidores institucionais, elevou sua participação na companhia, passando a deter em 1º de abril 111.153.083 ações.

O montante representa 15,01% do total das ações emitidas pela fabricante de aviões brasileira. Em 31 de janeiro, a participação da Brandes na companhia era de 14,40%. 

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras informou ontem que contratou o Santander para contribuir, por meio de novas captações de recursos para quitação ou gestão de dívidas, à uma captação de debêntures. Segundo a Coluna do Broadcast, o banco será o coordenador único da operação que poderá movimentar cerca de R$ 4 bilhões.

Além disso, a companhia informou que uma investigação independente não detectou qualquer suspeição sobre a conduta do presidente da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, ou qualquer envolvimento dele com esquema de corrupção na empresa. 

Na investigação contratada pela Eletrobras e realizada entre início de 2015 e fim de 2018, Guimarães, "assim como todos os diretores das empresas Eletrobras à época", passou por todos os procedimentos investigativos. Os atos ilícitos referentes à Eletronuclear, relacionados à Usina Angra 3, identificados na investigação já foram alvo de medidas cabíveis. 

A Eletrobras disse que segue acompanhando as ações da Operação Lava Jato no Rio "para avaliar se deve adotar alguma medida adicional". A empresa informou ter divulgado comunicado "em razão das últimas notícias veiculadas na mídia sobre o suposto poder de influência do ex-presidente Michel Temer" na Eletronuclear. 

Braskem (BRKM5)

Segundo jornal Valor Econômico, a justiça de Alagoas acatou parcialmente o pedido de bloqueio dos bens da Braskem, no montante de R$ 100 milhões, por conta da mineração de sal-gema da petroquímica, que estaria afundando o solo de três bairros em Maceió. A empresa tem cinco dias para recorrer.

Petrobras (PETR3;PETR4)

O governo federal prevê acertar na próxima semana os últimos detalhes para o acordo com a Petrobras sobre a chamada cessão onerosa, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

A reunião também deverá acertar o modelo para o megaleilão dos excedentes do contrato da cessão onerosa, região que contém importantes campos do pré-sal da Bacia de Santos cedidos à Petrobras em 2010. A licitação está prevista para 28 de outubro.

“Temos CNPE em 9 de abril e estamos concluindo negociações e modelos. Ainda não fechamos e estamos trabalhando nisso”, disse Albuquerque. Segundo ele, tanto a renegociação com a Petrobras quanto a modelagem do leilão ainda estão em fase de conclusão.

Hapvida (HAPV3)

A Hapvida fechou contrato de compra da Infoway Tecnologia e Gestão em Saúde, com atuação no Norte e Nordeste, por um valor que poderá atingir até R$ 20 milhões. A Infoway atua no desenvolvimento de tecnologias inovadoras na área de saúde.

Cyrela (CYRE3)

O conselho de administração da Cyrela aprovou a emissão de debêntures no montante de R$ 100 milhões.

IRB (IRBR3)

Por fim, o Morgan Stanley iniciou a cobertura dos papéis da resseguradora IRB com recomendação de “Overweight” e um preço alvo de R$ 104, o que configura um potencial de alta de 13%. Segundo o documento, o crescimento da indústria brasileira de resseguros deve acelerar significativamente nos próximos três a cinco anos, com a recuperação econômica, proporcionando à companhia um aumento da lucratividade.

CSN (CSNA3)

A subsidiária CSN Resources iniciou oferta para recomprar em dinheiro até a totalidade das Notes senior unsecured guaranteed 2019, de cupom 6,875%, e parte das Notes senior unsecured guaranteed 2020, de cupom 6,500%, segundo comunicado. A recompra é limitada a valor agregado de US$ 750 milhões para os dois papéis. O montante em circulação das Notes 2019 é de US$ 547,1 milhões, e de US$ 1,1 bilhão para as 2020. A oferta está sujeita à nova condição de financiamento da dívida. A oferta válida é até 23h59 (horário de Nova York).

Vale (VALE3)

A Vale acordou ontem em audiência na 6ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias, em Belo Horizonte, que os pagamentos emergenciais não serão descontados das indenizações individuais. Esses valores serão compensados dos danos coletivos a serem apurados ao final do processo.

Em comunicado, a companhia informa que cerca de 3 mil pessoas já receberam os pagamentos emergenciais e em torno de 12 mil agendamentos foram realizados pelo canal 0800 nos sete postos de registro abertos. "Ficou acordado, ainda, que o Ministério Público de Minas Gerais e a Defensoria Pública de Minas Gerais poderão dar início ao processo de escolha pelas comunidades das assessorias técnicas", diz a nota.

Ainda na audiência, de acordo com a Vale, as partes avançaram nas tratativas para que os moradores de Brumadinho e municípios atingidos ao longo do Rio Paraopeba, que tenham tido contato com os rejeitos, possam fazer exames laboratoriais pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), bem como implementação de ações de vigilância pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no combate ao mosquito Aedes Aegypti. 

(Agência Estado e Bloomberg)

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