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Vale e CSN disparam com minério de ferro e BRF sobe 1,5% com gripe suína no Japão; confira destaques

Confira os principais destaques corporativos desta segunda-feira (1) 

mina de minério de ferro da BHP na Austrália - commodities
(Reuters)

SÃO PAULO - O Ibovespa fechou em alta no pregão desta segunda-feira (1), com alta de 0,67%, ficando cima de 96 mil pontos. Entre os destaques, as ações de JBS (JBSS3), BRF (BRFS3) e Marfrig (MRFG3) subiram com notícias de crise suína no Japão que podem impulsionar as vendas dos produtos brasileiros.

Já a Vale (VALE3) e CSN (CSNA3) dispararam com alta de preço do minério de ferro, enquanto a Petrobras (PETR3; PETR4) fechou em queda, destoando da disparada de 2% do petróleo em meio aos dados positivos da China e expectativa pelas negociações comerciais entre os chineses e os americanos.

Confira esses e mais destaques corporativos de hoje:

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras vai alterar sua estrutura interna. No novo desenho, o conselho de administração e o presidente, Roberto Castello Branco, vão concentrar poder, principalmente, no que diz respeito à venda do controle de empresas do grupo.

Em outras palavras, Castello Branco vai assumir o programa de venda de ativos e acompanhar de perto as negociações, como as de refinarias. Quando fechar uma privatização, vai encaminhá-la para apreciação do conselho. O órgão, sozinho, vai poder aprovar a assinatura do contrato. A conclusão do negócio não dependerá mais do aval da União - controladora da estatal - nem dos minoritários, como acontece hoje.

Ainda no radar, a Petrobras disse que não está segura de quando e em quais condições a discussão da cessão onerosa com o governo federal será concluída. “Não sabemos quando esta negociação será concluída, nem podemos assegurar que os termos deste novo acordo seriam favoráveis para nós, o que poderia impactar negativamente nossos resultados operacionais e financeiros”, afirma a estatal.

Outra notícia no radar da companhia é a possibilidade da Petrobras poder participar de uma futura concorrência para exploração de petróleo e gás em Israel. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o assunto foi tratado na reunião bilateral entre os ministros de Minas e Energias do Brasil.

BRF (BRFS3)

As autoridades japonesas informaram na última sexta-feira (29) que casos de gripe suína foram confirmados nas cidades de Seto e Tahara. Com isso, o governo irá abater 2.400 porcos das fazendas afetadas. 

De acordo com os analistas do Bradesco BBI, apesar da produção de porco no Japão representar apenas 1% da produção global, a disseminação da doença para outros países asiáticos (como Vietnã e Japão) podem resultar em um gap global maior do que o esperado de produção da proteína.

"Continuamos vendo os problemas de gripe suína como um risco de upside em nossa cobertura de proteína e esperamos que BRF possa se beneficiar de uma verticalização de suas operações", escrevem os analistas.

Ainda no radar de BRF, a companhia teve recomendação elevada de 'manutenção' para 'compra' pelo Santander. O preço-alvo, por sua vez, foi elevado de R$ 23 a R$ 28,50, o que implica em um potencial de alta de 26% em relação ao último fechamento.

Entre os fatores que contribuíram para a revisão estão: ganhos de preços mais fracos, melhores perspectivas para os preços das proteínas no segundo semestre de 2019, levantamento das tarifas chinesas de importação, aumento dos casos de peste suína africana na China e ajustamentos de preços da BRF.

Minerva (BEEF3)

De acordo com a Bloomberg, a Minerva teve a sua recomendação rebaixada para 'neutra' pelo Citi.

Vale (VALE3)

A Vale informou que fará o pagamento de R$ 381,9 milhões, equivalente a R$ 0,982825601 por debênture participativa, referente ao valor do prêmio total apurado para o período entre julho e dezembro de 2018. De acordo com a companhia, a liquidação financeira ocorrerá na próxima terça-feira (2).

CSN (CSNA3)

A CSN concluiu a operação de fornecimento de longo prazo de minério de ferro com a Glencore, após o cumprimento de todas as condições precedentes do contrato. Em comunicado, a companhia informou que também ocorreu a liquidação financeira.

Ainda segundo a CSN, também houve a conclusão do alongamento da dívida com a Caterpillar Financial Services Corporation por três anos, com valor do principal agregado de US$ 148 milhões (a dívida venceria em 30 de março de 2020).

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Celesc (CLSC4)

A Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) apresentou prejuízo consolidado de R$ 17,3 milhões no quarto trimestre de 2018, ante lucro de R$ 4,9 milhões no mesmo período do ano anterior. No ano, entretanto, registrou lucro de R$ 165 milhões, número 148,2% superior a 2017.

O lucro líquido ajustado atingiu R$ 39,2 milhões nos últimos três meses de 2018, alta de 94,7% ante igual período de 2017.  O Ebitda ajustado a efeitos não recorrentes totalizou R$ 125,3 milhões no trimestre (-5,2%). Já a receita operacional líquida (excluindo Receita de Construção) caiu 15,4% no quarto trimestre de 2018, para R$ 1,546 bilhão.

Equatorial Energia (EQTL3)

A Equatorial Energia fechou o quarto trimestre de 2018 com lucro líquido ajustado de R$ 290 milhões, alta de 1% ante o quarto trimestre de 2017. O Ebitda ajustado atingiu R$ 655 milhões, alta de 25,9% na mesma comparação, enquanto a receita operacional líquida atingiu R$ 3,808 bilhões.

Ainda no radar da Equatorial, o conselho de administração da companhia aprovou a distribuição de R$ 191,484 milhões em dividendos aos acionistas. O valor corresponde a 25% do lucro líquido ajustado.

Na opinião do Credit Suisse, os resultados vieram fortes, ajustado por recuperação fiscal, acordos judiciais, revisão de provisões e ganho na margem de construção dos ativos de transmissão.

A XP Investimentos também vê os números como positivo e reitera compra para as ações da companhia. "Daqui em diante, acreditamos que os principais pontos de foco do investidor serão a execução dos 8 projetos de transmissão da Equatorial em termos de tempo e orçamento e as transformações operacionais das recém adquiridas distribuidoras Ceal e Cepisa", escrevem.

PDG (PDGR3)

A PDG Realty encerrou 2018 com dívida líquida de R$ 2,639 bilhões (+7,3%). O patrimônio líquido ficou negativo em R$ 3,999 bilhões no fim do ano passado e os ativos totais diminuíram 16,6% de um ano para o outro, de R$ 2,969 bilhões para R$ 2,476 bilhões. Por fim as disponibilidades de caixa diminuíram em 35,2% entre os períodos, de R$ 213 milhões para R$ 138 milhões.

No quarto trimestre, a construtora registrou prejuízo líquido de R$ 130 milhões e a receita operacional líquida ficou negativa em R$ 107 milhões.

Alupar (ALUP11

A Alupar registrou no quarto trimestre de 2018 um lucro líquido de R$ 134,1 milhões (+44,4%) e uma receita líquida de R$ 632,9 milhões (+59,7%). Já o Ebitda atingiu R$ 401,9 milhões (+39,6%), com margem Ebitda ajustada de 76,3%.

Na opinião da equipe de análise do Credit Suisse, os números regulatórios operacionais vieram um pouco fracos. "A parte de geração veio abaixo do esperado e os custos da holding vieram acima, mas foram parcialmente compensados com uma alíquota de imposto menor e melhor resultado financeiro", escrevem.

Multiplus (MPLU3)

A Tam realiza nesta segunda-feira (1) às 15h, a oferta primária de ações (OPA) para o cancelamento do registro da Multiplus na B3. A Tam pretende comprar até a totalidade das ações em circulação da Multiplus, que chegam a 44 milhões de ordinárias, ou 27,14% do capital total da empresa.

Prévia Ibovespa 

A primeira prévia do Ibovespa incluiu IRB Brasil (IRBR3) e Azul (AZUL4), enquanto Log Commercial (LOGG3) deixou o índice. 

Com Agência Estado

 

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