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CSN e Vale sobem mais de 3% com alta do minério, Sabesp avança com resultados e mais destaques

Saiba o que ficar de olho no mercado corporativo desta sexta

Minério de Ferro - Bloomberg

SÃO PAULO - O Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira (29) com alta de 1,09%refletindo o alívio da tensão política e sinalizações de que a reforma da Previdência possa voltar a andar.

Entre os destaques do pregão, Vale (VALE3) e CSN (CSNA3) fecham em alta com o aumento do preço do minério, com o negociado em Dalian subindo 1,77%, a 631,50 iuanes, mesmo após a Vale reduzir suas vendas de minério de ferro.

Também entre as altas, Sabesp (SBSP3) fecha com alta superior a 2% após divulgação de resultados, BRF (BRFS3) reage positivamente ao acordo comercial na Arábia Saudita.

No lado das perdas, BR Distribuidora (BRDT3) acumula a maior perda do pregão após ter recomendação rebaixada pelo banco suíço UBS.

Confira os principais destaques do mercado corporativo desta sexta-feira (29):

Vale (VALE3)

A Vale sinalizou ao mercado quais serão os impactos de Brumadinho e informou que, em um cenário base, reduzirá suas vendas de minério de ferro em 75 milhões de toneladas em 2019. A previsão original da mineradora era de vender 382 mt da commodity neste ano.

Segundo a companhia, a projeção apresentada envolve fatores de mercado que escapam ao controle da Vale e, por isso, podem sofrer novas alterações.

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras informou que deu início à etapa de divulgação da oportunidade (Teaser) referente à venda da Liquigás, subsidiária integral da estatal que atua no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Segundo comunicado, o teaser corresponde a um novo processo competitivo com a inclusão de critérios que visam garantir a competitividade e isonomia do processo. "A presente divulgação está em consonância com a Sistemática para Desinvestimentos da Petrobras", escreveu a companhia.

Ainda no radar de Petrobras, a XP Investimentos atualizou suas estimativas para os papéis da companhia incorporando os resultados de 2018 e atualizando as hipóteses de preço do petróleo de 2019 para US$ 65/barril. A equipe de análise reiterou a recomendação de compra e ajustou o preço-alvo de PETR4 e PETR3 para R$ 33 e R$ 32, respectivamente.

Smiles (SMLS3)

A Smiles informou que Leonel Dias de Andrade Neto renunciou ao cargo de presidente da companhia na noite da última quinta-feira (28). Em seu lugar, o conselho indicou André Fehlauer atual diretor geral das operações Smiles Argentina. Ele deixará seu cargo atual em 30 de junho, quando passará a apoiar a diretoria executiva da companhia no Brasil.

Fehlauer participará de um processo de transição para assumir seu novo cargo de presidente a partir de 2020.

Na opinião do Morgan Stanley, apesar do sólido histórico de Fehlauer, o mercado deve ver a notícia como negativa, por conta das entregas feitas por Leonel Neto desde o IPO. Apesar disso, a atenção dos investidores pode permanecer na possibilidade de incorporação pela Gol.

BRF (BRFS3)

A BRF anunciou que Pedro Parente deixará o cargo de CEO global da companhia que vem acumulando desde 18 de junho de 2018. Parente, porém, seguirá na presidência do conselho. Em seu lugar, entra o executivo Lorival Nogueira Luz Jr, atual vice-presidente executivo global, que toma posse em 17 de junho.

Também no radar da companhia, o vice-presidente de operações internacionais da BRF disse ao Valor Econômico que a companhia deve assinar uma parceria na Arábia Saudita para produzir localmente, e que o processo está em estágios finais e deve assinar o acordo nos próximos 6 a 12 meses. A expectativa é ganhar participação e proximidade com os consumidores do país.

"Acreditamos que a estratégia faz sentido, visto que pode permitir à companhia aumentar sua produção na região e reduzir o risco relacionado a medidas protecionistas", escrevem os analistas do Bradesco BBI.

Embraer (EMBR3)

A Embraer anunciou que o Consórcio Águas Azuis foi selecionado pela Marinha do Brasil para a construção de quatro navios de defesa no Programa CCT (Corvetas Classe Tamandaré) como concorrente preferencial. Quatro corvetas têm previsão de entrega entre 2024 e 2028.

Azul (AZUL4)

O presidente da Azul, John Rodgerson, disse ao Valor Econômico que o plano da Avianca Brasil de criar uma nova empresa para ser leiloada é o melhor possível a ser feito no momento. Rodgerson também reafirmou o interesse da Azul em comprar ativos da concorrente.

A Avianca realizar nesta sexta-feira a primeira assembleia de credores para apresentar e votar o plano de recuperação judicial. Ao jornal, Rodgerson afirmou que se os credores não aprovarem a proposta, a Azul não vai mais colocar dinheiro na Avianca Brasil. "Será difícil alguém querer investir na Avianca se o plano de recuperação judicial não for aprovado", disse.

Lojas Marisa (AMAR3)

A Marisa informou que a Superintendência da Receita Federal deferiu a habilitação do crédito fiscal no valor de R$ 801 milhões referentes à inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS. O montante é superior ao divulgado anteriormente devido à conclusão do levantamento realizado a partir da base documental disponível.

JBS (JBSS3)

No 4° trimestre de 2018 a companhia reverteu o prejuízo líquido de R$ 451,7 milhões em lucro líquido de R$ 563,2 milhões.  Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo bom desempenho nas operações de carne bovina nos EUA e pela valorização do dólar perante o real.

A receita líquida totalizou R$ 47,3 bilhões e o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 3,4 bilhões, com margem de 7,2%.

No ano, a companhia registrou uma receita líquida de R$ 181,7 bilhões, lucro líquido de R$ 1,6 bilhão e Ebitda ajustado de R$ 14,8 bilhões, com margem de 8,2%. Segundo o presidente da companhia, a JBS está "muito bem posicionada para um aumento de demanda".

Taurus Armas (FJTA3)

A Taurus (ex-Forjas Taurus) apresentou no 4º trimestre de 2018 uma receita operacional líquida de R$ 221,8 milhões, alta de 40,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A teve um prejuízo líquido (operações continuadas) de R$ 14,4 milhões no trimestre, com Ebitda ajustado de R$ 18,7 milhões e margem de 8,4%.

Sabesp (SBSP3)

A Sabesp registrou um lucro líquido de R$ 1,51 bilhão no 4º trimestre de 2018, montante que superou a maior estimativa projetada pelo mercado de R$ 912,7 milhões, segundo dados compilados pela Bloomberg.

No período, a companhia teve uma receita líquida operacional de R$ 4,90 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado veio em R$ 2,32 bilhões, com margem de 47,4%. O volume ficou positivo em 0,8%, enquanto o Capex somou R$ 3,51 bilhões. No ano, a companhia registrou um lucro líquido de R$ 2,84 bilhões.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora, anteriormente classificada como 'compra' pelo UBS, foi rebaixada a 'neutra'. O preço-alvo também foi rebaixado, de R$ 29 para R$ 25, o que implica em um potencial de alta de 3,6% em relação ao último fechamento.

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa registrou uma receita líquida de R$ 192,9 milhões no 4° trimestre de 2018, uma queda de 44% na comparação anual. O Ebitda ajustado recorrente totalizou R$ 29,2 milhões (-34%), com margem de 15,2%.

No período, o volume de lançamentos aumentou em 32%, somando R$ 118,9 milhões, enquanto as vendas brutas totalizaram R$ 153,4 milhões (-29,3%). Já o VGV (valor geral de vendas) entregue veio em R$ 263,2 milhões, aumento de 539,4%.

"Quando consideramos a falta de visibilidade no caminho para voltar a ser rentável e com o papel negociando a 2,0x P/TBV, o valuation nos parece esticado. Continuamos com Underperform", escrevem os analistas do Credit Suisse.

Bradespar (BRAP4)

A Bradespar teve um lucro líquido de R$ 1,97 bilhão no 4º trimestre. A receita operacional veio em R$ 2,08 bilhões e os ativos totais somaram R$ 15,34 bilhões. No ano, a companhia apresentou um lucro líquido de R$ 1,19 bilhões.

Copel (CPLE6)

A Copel registrou entre outubro e dezembro de 2018 um lucro líquido de R$ 390,8 milhões. O Ebitda ficou em R$ 756,6 milhões, com margem de 20,6%. No período, o capex somou R$ 669,2 milhões.

Even (EVEN3)

A Even apurou uma receita líquida de R$ 394,3 milhões entre outubro e dezembro de 2018. No período, a companhia teve um prejuízo líquido de R$ 92,3 milhões e um Ebitda negativo em R$ 56,5 milhões, com margem negativa de 14,3%.

Na opinião do Itaú BBA, os resultados vieram mais fracos do que o esperado. "Embora nossas estimativas tenham antecipado resultados mais fracos para o trimestre, o resultado ruim da empresa no Rio de Janeiro levou a um EPS (ganho por ação) ainda menor do que projetamos (26% abaixo). As margens mais baixas no Rio de Janeiro, devido a um maior cancelamento de vendas, contribuíram para um EPS abaixo da nossa estimativa e ofuscaram o top line que viu melhora", escrevem os analistas

Taesa (TAEE11)

A Taesa reportou no 4° trimestre de 2018 um lucro líquido de R$ 327,1 milhões, valor que superou a maior média entre as estimativas compiladas pela Bloomberg. A receita líquida operacional totalizou R$ 564,1 milhões, enquanto o Ebitda somou R$ 260,2 milhões, com margem de 78%. No ano, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 1,07 bilhão.

CPFL Energia (CPFE3)

A CPFL Energia registrou entre outubro e dezembro de 2018 um lucro líquido de R$ 670 milhões, um aumento de 498% em relação ao mesmo período do ano anterior. No trimestre, a receita operacional líquida totalizou R$ 6,68 bilhões (-10,4%), enquanto o Ebitda somou R$ 1,3 bilhão.

Saraiva (SLED4)

A Saraiva, que está em recuperação judicial, teve um prejuízo líquido de R$ 198,8 milhões no 4º trimestre de 2018, alta de 89,7 vezes em relação à perda registrada no mesmo período do ano anterior. O Ebitda também veio negativo, em R$ 113,6 milhões. No acumulado do ano, a Saraiva teve um prejuízo líquido de R$ 301,7 milhões e queda de 16,2% na receita, para R$ 1,4 bilhão.

Light (LIGT3)

A Light teve um lucro líquido de R$ 92 milhões no 4º trimestre, ficando abaixo da expectativa do mercado. No período, a receita líquida totalizou R$ 2,70 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 430 milhões, com margem de 15,9%. No ano, a companhia teve um lucro líquido de R$ 166 milhões.

Por conta dos resultados ruins no 4º trimestre, a Brasil Plural rebaixou a recomendação para os papéis da companhia para "underweight" e preço-alvo de R$ 17,40. "Desde o início da cobertura da empresa há alguns meses, nossa tese de investimento da Light se tornou a menos inspiradora de nossa cobertura, com sua reviravolta agora com muitos 'se'", escrevem os analistas.

IMC (MEAL3)

A International Meal Company apurou um prejuízo líquido de R$ 1,52 milhões entre outubro e dezembro de 2018. A receita líquida totalizou R$ 376,2 milhões, enquanto o Ebitda R$ 9,6 milhões, com margem de 2,6%.

Restoque (LLIS3)

A Restoque teve um lucro líquido de R$ 45 milhões no último trimestre de 2018. A companhia somou um Ebitda de R$ 106,5 milhões, com margem de 35,9%. As vendas comparáveis recuaram 2,1% e a receita líquida operacional somou R$ 296,7 milhões.

Kroton (KROT3)

A Kroton teve um lucro líquido ajustado de R$ 403,4 milhões no 4º trimestre. A receita totalizou R$ 1,41 bilhão, enquanto o fluxo de caixa operacional ficou em R$ 263,4 milhão. No período, o Ebitda ajustado somou R$ 509 milhões, com margem de 36,1%.

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