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Ibovespa opera acima dos 99 mil pontos de olho em Previdência e exterior; dólar cai

Confira os destaques do mercado na sessão desta segunda-feira (18) 

Mesa operações XP
(Flavio Santana/Biofoto)

SÃO PAULO - O Ibovespa segue em busca dos 100 mil pontos e renova máxima histórica. Contudo, o índice registra às 11h44 (horário de Brasília) uma alta ainda tímida, de 0,39%, a 99.523 pontos. 

Enquanto isso o dólar, que chegou a registrar queda mais expressiva nesta sessão, passou a oscilar entre leves ganhos e perdas com novos dados de atividade econômica se ofuscando o maior ânimo externo. O contrato futuro de dólar registra alta de 0,03%, a R$ 3,8165, enquanto o dólar comercial tem queda mais expressiva, de 0,31%, a R$ 3,8086 na venda. 

Se na sexta-feira, o mercado se animou com o leilão de aeroportos, nesta sessão a expectativa pelas reuniões de política monetária pelo mundo chamam a atenção, assim como as novidades sobre a reforma da Previdência, sendo mais uma vez o destaque dos jornais para os militares. 

A semana começa com alta para as bolsas mundiais, com o mercado à espera da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee). A expectativa é a de que o Fed mantenha seus juros básicos no encontro de terça e quarta-feira (19 e 20) e reduza suas projeções para futuros aumentos das taxas, assim como para o crescimento econômico dos EUA, além de planejar a redução do seu balanço patrimonial, que é formado por quase US$ 3,8 trilhões em títulos.

No Brasil, os investidores ficão de olho, além do Fomc, no Copom (Comitê de Política Monetária). A expectativa é de Selic estável no Copom em 6,5% ao ano, mas o mercado fica atento às mensagens do 1º comunicado assinado pelo novo presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto. 

No mercado de juros futuros, os dados frustrantes do IBC-Br, revisões nas projeções de crescimento pelo Focus levaram à baixa dos principais contratos no início da sessão. O IBC-Br em janeiro teve queda de 0,41% na comparação mensal, ante estimativa de queda de 0,2%. Com isso, os contratos futuros com vencimento em janeiro de 2021 ficavam estáveis, a 6,96%, enquanto os com vencimento em janeiro de 2023 tinham baixa de 3 pontos, a 8,03%. 

Além disso, atenção para a agenda de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes nos EUA. Isso em meio às notícias de que Guedes aprovou a reforma dos militares; contudo, Bolsonaro não teria recebido a versão do projeto de lei sobre o assunto. 

Vale destacar que esta segunda marca o vencimento de opções sobre ações, o que deve aumentar a volatilidade dos mercados. 

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Altas e baixas da Bolsa

As ações do setor de frigoríficos seguem em alta ainda repercutindo o "efeito China", em meio ao surto de peste suína no país, com potencial de alavancar a exportação de empresas brasileiras de carne para o gigante asiático. As ações da Ambev também sobem forte em meio à notícia de que houve a maior venda de cerveja em quatro anos, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja. 

Já as ações da Vale caem com o bloqueio pela Justiça de mais R$ 1 bilhão, visando garantir eventual ressarcimento de prejuízos decorrentes da evacuação ocorrida na comunidade de São Sebastião das Águas Claras-Macacos (MG), além da parada da Operação da Mina de Timbopeba, em Ouro Preto (MG)


As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 MRFG3 MARFRIG ON 6,26 +4,33 +14,65 7,90M
 ABEV3 AMBEV S/A ON 17,23 +2,80 +12,03 77,89M
 USIM5 USIMINAS PNA 10,40 +2,46 +13,69 30,49M
 LOGG3 LOG COM PROPON 17,88 +2,17 -0,78 583,52K
 GGBR4 GERDAU PN ED 15,43 +2,12 +4,81 39,48M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 SMLS3 SMILES ON 48,81 -1,49 +11,89 8,44M
 VALE3 VALE ON 49,94 -1,21 -2,08 382,34M
 UGPA3 ULTRAPAR ON 54,46 -1,02 +3,73 14,84M
 ECOR3 ECORODOVIAS ON 9,96 -0,99 +6,18 9,30M
 TAEE11 TAESA UNT N2 25,99 -0,88 +10,13 4,84M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)



Bolsonaro e Guedes nos EUA

Em Washington (EUA), o presidente Jair Bolsonaro tem reuniões hoje  com o ex-secretário do Tesouro norte-americano Henry "Hank" Paulson, participa de cerimônia de assinatura de atos e janta com executivos do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos. No final da tarde, participa da cerimônia de assinatura de atos. As atenções estão voltadas para o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre o Brasil e os Estados Unidos. 

Já o ministro da Economia, Paulo Guedes, reúne-se com secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, com o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer e participa de mesa redonda com empresário e de painel sobre futuro da economia brasileira.

Amanhã (19) está previsto o encontro de Bolsonaro com o presidente Donald Trump. Haverá uma declaração à imprensa no Rose Garden. Em seguida, ele irá ao cemitério de Arlington.

Bolsonaro deve chegar a Brasília na quarta-feira (20). Em seguida, no dia 21, irá para o Chile onde participa da Cúpula do Prosur, grupo que se destina a implementar medidas de interesse dos países da América do Sul.

Reforma da Previdência

Os integrantes da equipe econômica do governo se reuniram neste sábado com membros das Forças Armadas para afinar o projeto que altera a previdências dos militares. A intenção do governo é que a proposta seja apresentada na quarta ao Congresso.

Segundo o Secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, a equipe econômica ainda analisa algumas ponderações feitas pelos militares. "Eles alertam, o que é legítimo, que é preciso se pensar daqui para a frente na reestruturação das carreiras militares como nos últimos anos se fez com as carreiras civis", afirmou. Ele cita disparidades salariais e benefícios que não constam nas carreiras militares.

Contudo, Bolsonaro informou neste domingo que não recebeu ainda a versão do projeto de lei que trata da previdência dos militares. Em sua conta no Facebook, ele disse ainda que, "possíveis benefícios, ou sacrifícios, serão divididos entre todos, sem distinção de postos ou graduações".  

Vale ressaltar que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou neste sábado, após almoço com presidentes dos três Poderes, que quer começar a votar a reforma da Previdência no plenário até o final de maio.

 

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

 

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