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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta sexta-feira

Confira os destaques do mercado na sessão desta sexta-feira (15)

Jair Bolsonaro
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A sessão desta sexta-feira (15) é de ânimo para as bolsas mundiais, o que pode gerar impulso para a Bolsa brasileira depois da leve queda na véspera.

Nesta sessão, alguns eventos serão monitorados de perto pelos mercados, como o leilão de 12 aeroportos que, embora não inclua os maiores do país, poderá ser um teste para a confiança do investidor. Além disso, após instalação da CCJ, a reforma da Previdência encontra apoio crítico de governadores nordestinos.

Já no exterior, os dados da indústria e Universidade de Michigan nos EUA serão acompanhados de perto pelo mercado. Confira os destaques na sessão desta sexta:

  1. 1. Bolsas mundiais

As bolsas europeias e o S&P futuro avançam enquanto os receios de desaceleração global parecem se amenizar, enquanto as ações e moedas de países emergentes se valorizam.

Enquanto isso, os mercados asiáticos fecharam em alta à medida que o sentimento na região melhorou após notícias de que houve avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Investidores também acompanharam a decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) e a aprovação parlamentar no Reino Unido do adiamento do Brexit.

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Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, conversou por telefone com o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o Representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e os dois lados fizeram progresso significativo nas discussões comerciais.

Mnuchin, porém, disse também que uma reunião de cúpula para selar um acordo comercial entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, não acontecerá no fim deste mês, como foi cogitado anteriormente. Os mercados asiáticos também tiveram ganhos após o governo de Pequim dizer que pode cortar impostos de valor agregado, reforçando as expectativas de uma eventual recuperação da 2ª maior economia do mundo.

No mercado de commodities, o petróleo sustenta a marca dos US$ 58 e caminha para alta semanal; cobre e níquel têm leve ganho em Londres e minério de ferro em Dalian fecha no maior nível em três semanas. 

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 08h (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,44%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,47%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,63%

*DAX (Alemanha) +0,48%

*FTSE (Reino Unido) +0,40%

*CAC-40 (França) +0,59%

*FTSE MIB (Itália) +0,54%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,56% (fechado)

*Xangai (China) +1,04% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,77% (fechado)

*Petróleo WTI +0,02%, a US$ 58,62 o barril

*Petróleo brent -0,36%, a US$ 66,99 o barril

*Bitcoin US$ 3.931,61 +0,46%
R$ 15.001 +0,01% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +1,46%, a 627 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Agenda de indicadores

A sexta-feira marca mais um dia de agenda movimenta nos EUA, que divulgam às 9h30 o índice Empire State de março; às 10h15 saem a produção industrial de fevereiro com estimativa de alta de 0,4%, além do Sentimento Universidade de Michigan de março (preliminares), com estimativa de 95,7.

Antes disso, às 9h, o IBGE divulga dado de volume do setor de serviços de janeiro, com estimativa de alta de 1,7%, após o instituto apresentar os dados decepcionantes da produção industrial e positivos de vendas do varejo durante a semana. 

Vale ressaltar que  aAnac leiloa concessões para operação de 12 aeroportos que devem gerar R$ 3,5 bilhões em investimentos nos próximos 30 anos. O leilão está marcado para começar às 10h na B3. Conforme ressalta o Estadão, a primeira licitação do presidente Bolsonaro vai definir a administração de quase 10% do mercado doméstico.

3. Conexão Brasília na IMTV

O Conexão Brasília desta semana recebe Suelma Rosa, vice-presidente do conselho deliberativo do Irelgov (Instituto de Relações Governamentais).

Na pauta, os obstáculos para o governo Jair Bolsonaro construir uma base sólida de apoio no Congresso Nacional para aprovar a reforma da Previdência, os recentes atritos entre diferentes grupos que compõem a coalizão governista e o papel esperado das redes sociais e da opinião pública digital na política ao longo dos próximos anos.

O programa é ao vivo, com transmissão pela IMTV e pela página do InfoMoney no Facebook a partir das 14h15.

4. Noticiário político

No radar político, atenção para a live feita por Bolsonaro na noite de ontem pelo Facebook. Ao comentar a viagem que fará aos Estados Unidos no próximo domingo, o presidente Jair Bolsonaro disse que quer se aproximar do país, mas ressaltou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil. 

O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que a visita aos EUA vai marcar a "retomada de uma parceria natural". "Infelizmente, nos últimos tempos essa parceria foi negligenciada. Parecia que qualquer parceria era boa até entrar os EUA", avaliou Araújo. O ministro disse que a parceria "pode voltar a ser essencial". "Evidentemente sem a exclusão de outras parcerias nossas", ponderou. Araújo também citou brevemente a Venezuela. O ministro afirmou que a situação do país vizinho também será assunto de reuniões com o governo norte-americano.

Nesta segunda transmissão ao vivo pelo Facebook desde que se tornou presidente, Bolsonaro ignorou a reforma da Previdência. A proposta não foi sequer mencionada nos cerca de 17 minutos da live. 

Falando em Previdência, conforme aponta o Estadão, os estados do Nordeste defendem a necessidade de reforma, mas criticam pontos da proposta como capitalização e BPC de R$ 400. 

As atenções se voltaram ainda para o STF, onde a Operação Lava Jato sofreu uma derrota após a Corte decidir que crimes como corrupção e lavagem de dinheiro serão julgados pela Justiça Eleitoral e não pela Federal, quando tiverem conexão com casos eleitorais, por exemplo o caixa dois de campanha.

5. Noticiário corporativo

A temporada de balanços agita o radar corporativo desta sexta-feira. A Marisa registrou lucro de R$ 159,5 milhões no quarto trimestre de 2018, com as vendas no e-commerce registrando crescimento de 77,5%. 

A Estácio, por sua vez, lucrou R$ 16,3 milhões no período. BR Malls, Valid, Mills, Ecorodovias e Tupy também divulgaram os números do quarto trimestre. 

A IRB ainda anunciou que vai pagar dividendos adicionais brutos de R$ 578,9 milhões enquanto que, na Multiplus, o Conselho aprovou OPA para cancelamento do registro.

Por fim, o Valor Econômico informa que os bancos estatais terão chairman do mercado. Paulo Guedes, diz o jornal, escolheu Luiz Fernando Figueiredo, ex-BC e sócio da Mauá, para presidência do conselho do BB, Hélio Magalhães, ex-Citi, o da Caixa e Gustavo Franco, ex-BC e sócio da Rio Bravo, o do BNDES.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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