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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

Confira os destaques do mercado na sessão desta quinta-feira (14)

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes
(Alan Santos/PR)

SÃO PAULO - O Ibovespa teve uma sessão de fortes ganhos na véspera e está cada vez mais próximo dos 100 mil pontos, precisando de uma alta de mais de 1% para atingir esse patamar. 

Neste pregão, o índice pode ser impulsionado pela instalação da Comissão na Câmara onde começará a tramitar a reforma da Previdência, enquanto o Senado aprovou a adesão automática ao cadastro positivo. No exterior, os mercados têm movimentos mistos, entre os dados da China de indústria piores do que o esperado e à espera de novos números da economia americana. Confira no que ficar de olho nesta quinta-feira (14):

1. Bolsas mundiais

As bolsas europeias operam perto da estabilidade, assim como os índices futuros americanos, à espera de uma nova bateria de dados nos EUA e mais uma vez de olho no impasse sobre o Brexit. 

Ontem, o Parlamento britânico rejeitou uma proposta para que o Reino Unido deixasse a UE sem um acordo. Mais tarde, os legisladores vão decidir sobre a possibilidade de adiar a data final para a implementação do Brexit, marcada para o próximo dia 29.

Já as bolsas asiáticas tiveram um dia misto em meio aos dados abaixo do esperado na China. A produção industrial no país teve expansão anual de 5,3% no primeiro bimestre, menor do que a alta de 5,5% prevista por analistas. Por outro lado, as vendas no varejo chinês tiveram ganho anual de 8,2% no primeiro bimestre, como se previa, e os investimentos em ativos fixos avançaram 6,1% na mesma comparação, superando a expectativa de alta de 6%.

No mercado de commodities, o petróleo tem leve baixa, mas o WTI segue acima dos US$ 58 o barril refletindo o dado inesperado de queda dos estoques americanos na véspera. 

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Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 08h (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,14%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,14%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,08%

*DAX (Alemanha) -0,02%

*FTSE (Reino Unido) +0,48%

*CAC-40 (França) +0,36%

*FTSE MIB (Itália) +0,44%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,15% (fechado)

*Xangai (China) -1,20% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,02% (fechado)

*Petróleo WTI -0,21%, a US$ 58,14 o barril

*Petróleo brent -0,07%, a US$ 67,50 o barril

*Bitcoin US$ 3.918,90 +0,47%
R$ 14.965 +0,64% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +2,70%, a 626,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Agenda de indicadores

No Brasil, as atenções se voltam para as vendas no varejo de janeiro a serem apresentadas pelo IBGE às 9h (horário de Brasília). A expectativa é de alta de 0,1% em janeiro na comparação mensal, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois da queda de 2,2% na medição anterior. Vale ressaltar que, na véspera, a produção industrial de janeiro teve queda maior que o previsto, o que levou o mercado a retomar apostas residuais em cortes da Selic.

Já às 9h30 serão divulgados os dados de vendas de novas moradias, seguro- desemprego e preços de importações nos EUA. 

3. Reforma da Previdência

Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados foi instalada e elegeu seu novo presidente: o deputado Felipe Francischini (PSL-PR). A deputada Bia Kicis (PSL-DF) foi eleita 1ª vice-presidente. A CCJ será a comissão pela qual passará a Reforma da Previdência em sua primeira etapa. A PEC será analisada do ponto de vista constitucional.

Francischini disse, em seu primeiro discurso, que elaborará um cronograma para a tramitação da reforma da Previdência em conjunto com líderes até a próxima quarta-feira (20).

Conforme destaca o Valor, a reforma já tem maioria para ser aprovada pela CCJ.
Dos 66 integrantes, 33 disseram ser favoráveis ao projeto e mais 3 do PP, que estão em missão oficial, também apoiarão a admissibilidade do projeto, segundo líderes do partido. São precisos 34 votos - metade mais 1 - para a aprovação.

Vale ressaltar que ontem o Ministério da Defesa encaminhou à pasta da Economia, nesta quarta a Reforma da Previdência dos militares, com modificações em cinco leis. Segundo o Estadão, a proposta inclui a reestruturação de toda a carreira das Forças Armadas, incluindo aumento de salário para a categoria, ponto em que há divergências entre a equipe econômica e o núcleo militar.

Como parte dos esforços para a aprovação das mudanças na Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acertou com as lideranças do Congresso adiar a apresentação da proposta de emenda constitucional que retira as "amarras" do Orçamento e ficou conhecida como PEC do pacto federativo. 

4. Cadastro positivo, leilões e STF

Ainda no noticiário do Congresso, o plenário do Senado Federal aprovou ontem, por 66 votos a 5, o projeto de lei que cria o novo cadastro positivo de crédito. O projeto, um dos de maior interesse do Banco Central, torna compulsória a entrada no cadastro positivo de todas as pessoas físicas e jurídicas, com a criação de um banco de dados sobre informações dos pagamentos em dia e de empréstimos quitados. Com isso, passa a andar uma agenda econômica que pode contar ainda com novas concessões após leilão dos aeroportos desta sexta-feira. 

Em entrevista ao blog de Andréia Sadi, ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse que após o leilão de aeroportos, o governo anunciará uma nova rodada de concessões. Na opinião do ministro, o investidor vem com confiança nas reformas propostas pelo presidente Jair Bolsonaro e na retomada do crescimento econômico
Expectativa, afirmou Tarcísio Freitas, é realizar o leilão dos aeroportos Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP) entre o fim de 2021 e o início de 2022.

Atenção ainda para o STF, que adiou para hoje a conclusão do julgamento sobre a competência da Justiça Eleitoral para conduzir inquéritos de políticos investigados na Operação Lava Jato. Até o momento, o placar do julgamento está em 2 votos a 1 a favor do envio das acusações para a Justiça Eleitoral quando envolverem simultaneamente caixa 2 de campanha e outros crimes comuns, como corrupção e lavagem de dinheiro. Faltam os votos de oito ministros. 

A Corte começou a definir hoje se a competência para julgar crimes comuns conexos a crimes eleitorais é da Justiça Eleitoral ou Federal. Nas investigações da Lava Jato, a maioria dos políticos respondem pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e caixa 2 de campanha.

5. Noticiário corporativo

O noticiário corporativo é movimentado. Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, o Banco do Brasil precificou a emissão de US$ 750 milhões em bonds de 5 anos a 4,75%. 

Já a Embraer divulgou os resultados do quarto trimestre de 2018, com um prejuízo líquido ajustado de US$ 6,6 milhões. A companhia ainda reafirmou as estimativas para 2019, divulgadas ao mercado em 16 de janeiro. A Braskem, por sua vez, anunciou prejuízo líquido de R$ 179 milhões no quarto trimestre de 2018, após lucro de R$ 313 milhões um ano antes, em meio à queda na produção de suas unidades no México e nos Estados Unidos. A SLC teve lucro líquido no ano de R$ 406,5 milhões. 

A Gafisa adiou a data de divulgação balanço de 14 para 28 de março. A mudança se deu pela nomeação dos novos membros do conselho e da nova composição do comitê de auditoria, com mudança de dois terços de seus membros, para que possam melhor avaliar as demonstrações financeiras, disse a Gafisa em fato relevante.

Por fim, a Petrobras foi elevada a ’compra’ pelo HSBC, com preço-alvo de R$ 32.

(Com Agência Estado, Agência Brasil, Agência Câmara e Bloomberg)

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