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Ibovespa Futuro e dólar têm leve alta de olho na Previdência na Câmara e dados dos EUA

Incertezas geradas pela decisão do Parlamento britânico de mais uma vez rejeitar os termos de um acordo para o Brexit também movimentam o mercado

Ações gráfico
(Shutterstock)

SÃO PAULO - De olho nos dados dos EUA e tramitação da Reforma da Previdência na Câmara, o Ibovespa Futuro tem uma sessão de leve alta, enquanto o dólar futuro oscila entre leves ganhos e perdas na manhã desta quarta-feira (13). Às 9h40 (horário de Brasília), o contrato do índice futuro com vencimento em abril registrava leves ganhos de 0,02%, a 98.430 pontos. Enquanto isso, o dólar futuro com vencimento no mesmo mês, após abrir em leve queda, passou a operar com alta de 0,33%, a R$ 3,828. O dólar comercial, por sua vez, tinha alta mais modesta, de 0,24%, a R$ 3,8258 na venda. 

Os investidores no mercado brasileiro seguem bastante atentos aos próximos passos da Previdência, em meio à expectativa pela instalação de Comissão na Câmara que marcará o início do prazo para a reforma. A comissão deve ser instalada às 19h. 

O mercado não conta com dificuldades para a aprovação da reforma na CCJ, mas a comissão será importante para dar a largada no processo e evitar o pessimismo com o prazo para aprovação da reforma.

Vale ressaltar que, na véspera, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a reforma da Previdência deverá ser votada pela Comissão até o dias 27 ou 28 de março. Se for aprovada, ela passa a ser analisada em uma comissão especial. 

Enquanto isso, o governo segue articulando para que as mudanças no sistema previdenciário passem no Congresso. A Folha destaca que foi criada uma força-tarefa para barrar ações judiciais contra reforma, enquanto o Valor Econômico destaca que o ministro da Economia, Paulo Guedes, iniciou os contatos para "vender" a reforma para a oposição. 

Já Roberto Campos Neto recebe o cargo de presidente do Banco Central em cerimônia às 15h, com pronunciamentos dele e do antecessor Ilan Goldfajn; ministro Paulo Guedes participa da cerimônia. 

Enquanto isso, o mercado de juros segue em baixa após dado bem abaixo do esperado da produção industrial ilustrar um cenário de ritmo de atividade fraca, além de esperar pelo pronunciamento de Campos Neto. A produção industrial caiu 0,8%, ante expectativa de recuo de 0,1%, segundo dados do IBGE. Com isso, os papéis com vencimento em janeiro de 2021 recuam 7 pontos-base, a 6,93%, enquanto os títulos com vencimento em janeiro de 2023 caem 6 pontos-base, a 8%.

Bolsas mundiais

No exterior, a sessão é de estabilidade para os mercados europeus e índices americanos, com leve viés positivo, com os investidores aguardando por novos indicadores dos EUA após o dado de inflação ao consumidor dar sinais de fraqueza no país na véspera. O primeiro deles foi o dado de preços ao produtor, que subiu 0,1% em fevereiro ante estimativa de alta de 0,2%. 

Já as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa, em meio a incertezas geradas pela decisão do Parlamento britânico de mais uma vez rejeitar os termos de um acordo para que o Reino Unido se retire da União Europeia. 

Ontem, o novo acordo de Brexit apresentado pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, foi rejeitado no Parlamento britânico, criando dúvidas sobre se e como o país eventualmente sairá da UE.

Nesta quarta, os parlamentares britânicos irão votar a possibilidade de um Brexit sem acordo. Se esta opção também for rejeitada, eles decidirão amanhã sobre o adiamento da data final – o próximo dia 29 – para a implementação do divórcio do Reino Unido com a UE. Mesmo com tantas incertezas, a libra registra ganhos de 0,60% em relação ao dólar. 

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No mercado de commodities, o petróleo caminha para terceira alta seguida com sinais de baixa dos estoques americanos se somando aos cortes de produção. Já os metais alternam ganhos e perdas em Londres e minério de ferro cai. 

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 08h (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,15%

*Dow Jones Futuro (EUA) 0%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,16%

*DAX (Alemanha) +0,07%

*FTSE (Reino Unido) -0,08%

*CAC-40 (França) +0,22%

*FTSE MIB (Itália) +0,40%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,39% (fechado)

*Xangai (China) -1,09% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,99% (fechado)

*Petróleo WTI +1,04%, a US$ 57,46 o barril

*Petróleo brent +0,64%, a US$ 67,10 o barril

*Bitcoin US$ 3.893 -0,59%
R$ 14.091 -0,79% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,41%, a 603,50 iuanes (nas últimas 24 horas) 

Noticiário corporativo

>> Segundo o jornal Valor Econômico, a Petrobras fechou a captação de US$ 3 bilhões em bônus no mercado internacional de dívida. A informação foi confirmada por uma fonte sob a condição de anonimato.

>> A construtora Tenda apresentou um lucro líquido de R$ 48 milhões entre outubro e dezembro de 2018. O resultado corresponde a um crescimento de 87,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

>> A incorporadora e administradora de shopping centers Sonae Sierra apresentou no 4º trimestre de 2018 um lucro líquido de R$ 96,7 milhões, aumento de 114% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

>>  Ronald Domingues, renunciou ao cargo de diretor financeiro e de relações com investidores da Multiplus na última terça-feira. Domingues deve sair no dia 2 de abril e em seu lugar assumirá interinamente Roberto José Maris de Medeiros.

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(Com Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)

 

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