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Petrobras quer mais petróleo após cessão onerosa; 3G terá fatia maior no Burger King e mais notícias

Confira os principais destaques corporativos desta quarta-feira

Plataforma de petróleo
(Divulgação)

SÃO PAULO - Os preços do barril do petróleo sobem nesta quarta-feira (13), impulsionados pelos contínuos cortes de oferta da Opec e pelas sanções dos EUA contra o Irã e a Venezuela. A notícia pode impactar os papéis de Petrobras (PETR3;PETR4).

No radar InfoMoney desta manhã, Petrobras fecha captação de US$ 3 bilhões em bônus no mercado de dívida, balanços do 4º trimestre de Minerva, Tenda e Sonae Sierra, CFO da Multiplus renuncia e mais notícias.

Confira esses e mais destaques corporativos de hoje:

Petrobras (PETR4)

A Petrobras informou que fechou a captação de US$ 3 bilhões em bônus no mercado internacional de dívida. Segundo a companhia, foram investidos US$ 750 milhões na reabertura do bônus com vencimento em 2029. O yield ficou em 5,95% a.a., abaixo da taxa estimada, de 6,05%. Também foram vendidos US$ 2,25 bilhões em papéis de 30 anos, com yield de 6,90% a.a.

De acordo com a estatal, o objetivo é utilizar os recursos líquidos da venda dos títulos para financiar a aquisição dos títulos ofertados nas ofertas de recompra, como os títulos com cupom de 4,375% e vencimento em 2023.

Além disso, a Petrobras quer chegar no fim do ano com mais petróleo do que dinheiro no bolso depois de resolver o imbróglio da cessão onerosa, segundo o presidente Roberto Castello Branco destacou em entrevista à Bloomberg. 

“Toda companhia de petróleo precisa ter mais recursos, reservas potenciais’’, disse Castello Branco em Houston, onde participa da conferência Cera Week. “Tanto é ruim viver com escassez de caixa como é ruim viver com excesso de caixa. Os dois são problemáticos - e eu não quero isso.’’

É uma mudança de postura em relação aos quatro ex-presidentes da Petrobras que já tentaram conseguir chegar a um entendimento com o governo para destravar bilhões de dólares enterrados numa reserva de petróleo com até 20 bilhões de barris estimados. Por anos, a área chamada de cessão onerosa era vista pelo mercado como uma salvação para as agruras financeiras da Petrobras, que chegou a ser a mais endividada do setor de petróleo no mundo.

Minerva (BEEF3)

A maior exportadora de carne bovina da América do Sul, a Minerva Foods, fechou o 4º trimestre de 2018 no vermelho, com um prejuízo líquido de R$ 92,1 milhões, mas com perdas 70,6% menores que no mesmo período do ano anterior.

No período, o Ebitda ajustado somou R$ 462,8 milhões (+27,4%), com margem ajustada de 10%. Já a receita líquida totalizou R$ 4,6 bilhões (+16,3%). Para 2019, a empresa estima uma receita líquida consolidada entre R$ 16,5 bilhões e R$ 17,5 bilhões, com base na premissa de taxa de câmbio de US$/R$ = 3,80.

"A empresa continua focada na desalavancagem. A dívida líquida / EBITDA diminuiu de 4,6x para 3,9x, seguindo o aumento de capital do ano passado e geração de caixa. O próximo passo para desalavancagem é o IPO da Athenas Food, que pode ser concluído no primeiro semestre de 2019", escreve a equipe de research da XP Investimentos.

Também no radar de Minerva, o conselho de administração da companhia aprovou a eleição de Edison Ticle de Andrade Melo e Souza Filho para o cargo de diretor de Relações com Investidores, substituindo Eduardo Pirani Puzziello.

Tenda (TEND3)

A construtora Tenda apresentou um lucro líquido de R$ 48 milhões entre outubro e dezembro de 2018. O resultado corresponde a um crescimento de 87,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a receita líquida somou R$ 454,6 milhões no quarto trimestre, uma alta de 27,3% no mesmo comparativo. No acumulado do ano, o indicador ficou em R$ 1,68 bilhão, 23,8% a mais do que em 2017.

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), por sua vez, foi de R$ 69,5 milhões entre outubro e dezembro, 18,9% a mais do que no quarto trimestre do ano anterior. No acumulado de 2018, foi de R$ 278,8 milhões, o que corresponde a um crescimento de 64,5%.

Sonae Sierra (SSBR3)

A incorporadora e administradora de shopping centers Sonae Sierra apresentou no 4º trimestre de 2018 um lucro líquido de R$ 96,7 milhões, aumento de 114% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o desempenho deve-se ao melhor resultado operacional, menores despesas financeiras e à maior valorização das propriedades para investimento.

O Ebitda, por sua vez, somou R$ 59,1 milhões no trimestre, um crescimento de 8,3% em relação ao mesmo período em 2017. No período, a receita líquida ficou em 85 milhões (+10,2%) e as vendas nas mesmas lojas (SSS) encerraram o último trimestre do ano com alta de 5%.

Multiplus (MPLU3)

Ronald Domingues, renunciou ao cargo de diretor financeiro e de relações com investidores da Multiplus na última terça-feira. Domingues deve sair no dia 2 de abril e em seu lugar assumirá interinamente Roberto José Maris de Medeiros.

Klabin (KLBN11)

A Klabin anunciou a 11ª emissão de debêntures da companhia no valor de R$ 1 bilhão. A emissão será realizada em até duas séries, sendo as debêntures da 1ª série as "debêntures DI" e  as debêntures da 2ª série as "Debêntures IPCA". 

De acordo com a companhia, os recursos obtidos serão destinados às atividades de agronegócio da companhia, em especial por meio do emprego dos recursos em investimentos, custos e despesas relacionadas ao florestamento, reflorestamento, aquisição de defensivos agrícolas, adubos, madeira, serviços de manejo de florestas e de logística integrada de transporte de madeira.

Burger King (BKBR3)

Com a saída dos três maiores acionistas do Burger King Brasil (Vinci Partners, Sommerville Investments e Montjuic) que, juntos têm cerca 40% das ações, o maior investidor da companhia passará a ser a Burger King Corporation, indiretamente controlada pela brasileira 3G Capital (atualmente com 10% de participação).

Segundo comunicado divulgado ontem, esses acionistas irão realizar uma oferta secundária de ações que deve levantar cerca de R$ 794 milhões, considerando o preço das ações ao fechamento da última segunda-feira. Os papéis BKBR3 fecharam a última terça-feira (12) em baixa de 5,08%, a R$ 22,59. 

Light (LIGT3)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem um reajuste tarifário com efeito médio de +11,12%. De acordo com comunicado ao mercado, as novas tarifas entram em vigor a partir de 15 de março. Com relação às diferentes classes de consumo e níveis de tensão, os consumidores residenciais perceberão um aumento de 11,45%.

Setor elétrico

Também no radar, a Aneel abriu uma consulta pública referente à mudança de metodologia das taxas de remuneração de capital (WACC) do setor elétrico. De acordo com a proposta, concessionárias de geração e transmissão tiveram seu WACC revisto para 7,32% em 2018 e 7,11% em 2019, ante os atuais 7,16% para geração e 6,64% para transmissão. A taxa de 8.09% para distribuidoras está mantida até janeiro 2020.

Na opinião da XP Investimentos, a revisão das taxas pode afetar positivamente a Cteep (TRPL4). "Quanto a empresas que atuam em distribuição como Equatorial e Cemig, continuaremos a monitorar as discussões sobre possíveis mudanças no WACC, haja visto que possíveis reduções poderiam impactar negativamente nossas estimativas", escrevem os analistas.

Grendene (GRND3)

Em fato relevante, a Grendene informou que venceu uma ação judicial no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual reclamava inconstitucionalidade da inclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo de PIS/Cofins. "A companhia informa que adotará todas as providências cabíveis visando a apuração e homologação dos valores respectivos perante a Receita Federal", escreve a Grendene.

CSN (CSNA3)

O Ministério Público de Minas Gerais solicitou à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) um plano de remoção voluntária dos moradores dos bairros Cristo Rei e Residencial Gualter Monteiro, que ficam próximos à barragem da Mina Casa de Pedra.

No documento, o MPMG recomenda que a empresa pague aluguel de R$ 1.500 para os moradores que queiram deixar ambos os bairros, assim como todas as despesas da mudança. Caso não haja imóveis para locação, esses moradores devem se hospedar em hotéis, com despesas pagas pela CSN.

Unidas (LCAM3)

O conselho de administração da empresa aprovou a emissão de 1 milhão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no montante total de R$ 1 bilhão. Segundo comunicado ao mercado, o processo se dará em três séries, sendo que os papéis de primeira série terão prazo de vigência de 60 meses, contados a partir da data de emissão. Já os papéis de segunda e terceira série terão vigência de 96 e 120 meses, respectivamente.

Sanepar (SAPR11)

A companhia de saneamento paranaense informou o mercado que o conselho de administração aprovou o encaminhamento da solicitação de reajuste tarifário para a Agepar, a reguladora paranaense para o setor. Em outro comunicado, também foi comunicada a autorização para emissão de R$ 350 milhões em debêntures não conversíveis em ações. Os recursos serão destinados ao complemento do plano de investimentos e capital de giro.

BR Properties (BRPR3)

A empresa informou o mercado sobre a compra do imóvel comercial “Torre Corporativa B1 – Aroeira”, localizado em São Paulo (SP), por R$ 596 milhões, sendo R$ 29,9 milhões a título de sinal. "A aquisição desta propriedade vai ao encontro da estratégia da companhia de consolidar seu portfólio em ativos 'Triple A', localizados nas regiões centrais da cidade de São Paulo, identificando oportunidades onde, através de sua gestão ativa das locações e da propriedade, a Companhia captura o potencial de seus ativos, gerando valor ao seu acionista", diz o comunicado.

Na opinião do Itaú BBA, a aquisição parece bem posicionada para capitalizar a recuperação nos preços de aluguel devido à expectativa de queda da taxa de vacância na região da Chucri Zaidan nos próximos anos. "Esperamos uma reação positiva do mercado à notícia, uma vez que acreditamos que a taxa de capitalização realizada poderia passar de 9% tranquilamente, dadas as perspectivas de recuperação dos aluguéis na região", escreve o analista Enrico Trotta, que assina o relatório.

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(Com Bloomberg e Agência Estado)

 

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