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Ibovespa dispara 2,8% e supera os 98 mil pontos com exterior e reforma da Previdência; dólar cai

Índice passou o dia no positivo e ganhou forças junto com Wall Street enquanto investidores aguardam andamento da reforma no Congresso

Gráfico ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O mercado doméstico iniciou a semana com otimismo de olho na reforma da Previdência, que volta aos holofotes com o retorno dos trabalhos no Congresso, e também puxado pelo bom humor em Wall Street. Por aqui, os investidores aguardam as indicações dos integrantes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que será a primeira a debater a Previdência, que segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deve ser instalada na quarta-feira (13).

Neste contexto, o Ibovespa fechou com forte alta de 2,79%, aos 98.025 pontos, na máxima do dia. O índice já vinha de ganhos desde a manhã, mas acelerou sua alta com a abertura das bolsas dos Estados Unidos, conseguindo seu melhor pregão desde o dia 2 de janeiro, quando disparou 3,56%. O volume financeiro ficou em R$ 14,597 bilhões.

Enquanto isso, o contrato de dólar futuro com vencimento em abril teve queda de 0,71%, a R$ 3,845, ao passo que o dólar comercial caiu 0,73%, cotado a R$ 3,8418 na venda. A moeda norte-americana registrou seu segundo pregão de queda também pelas expectativas otimistas com a reforma previdenciária. 

No mercado de juros, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2021 recuou 8 pontos-base, para 7,06%, enquanto o DI para janeiro de 2023 tinha queda de 12 pontos-base, a 8,15%.

Enquanto espera por fatos concretos da reforma, o mercado monitora mais uma polêmica envolvendo o presidente Jair Bolsonaro, após um site de apoiadores publicar um texto que atribui à uma repórter do jornal O Estado de S. Paulo a declaração "a intenção é arruinar Flávio Bolsonaro e o governo", ao tratar da cobertura jornalística das movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador e filho do presidente.

O jornal reitera que as informações reveladas sobre o caso Queiroz se baseiam em fatos e documentos oficiais. O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga se o ex-motorista de Flávio Bolsonaro recebeu indevidamente depósitos de funcionários da Assembleia Legislativa do Rio.

Vale destacar que a partir de hoje, o Ibovespa voltou a funcionar das 10h até às 17h, com after market até 18h. A mudança ocorre por conta do início do horário de verão nos Estados Unidos. O horário de verão no exterior reduz também o "atraso" entre a bolsa brasileira e a norte-americana. Com isso, Wall Street passa a funcionar das 10h30 (horário de Brasília) até 17h.

Destaques de ações
As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CSNA3 SID NACIONALON 14,56 +5,81 +64,71 240,99M
 PETR3 PETROBRAS ON N2 30,64 +5,66 +20,63 414,68M
 ELET6 ELETROBRAS PNB 37,87 +5,52 +34,43 129,86M
 CSAN3 COSAN ON 43,88 +4,33 +31,14 60,53M
 SBSP3 SABESP ON 40,90 +4,31 +29,84 94,63M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BRDT3 PETROBRAS BRON 24,20 -2,81 -5,84 208,93M
 GOLL4 GOL PN N2 26,35 -2,59 +4,98 154,98M
 EQTL3 EQUATORIAL ON 81,40 -1,33 +9,17 144,32M
 KLBN11 KLABIN S/A UNT N2 17,89 -0,67 +12,78 42,59M
 SMLS3 SMILES ON 47,01 -0,61 +7,77 45,50M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 27,75 +4,05 1,83B 1,40B 70.271 
 VALE3 VALE ON 49,88 +2,11 997,11M 1,11B 37.590 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN ED 36,92 +3,27 730,89M 760,81M 42.900 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ 44,85 +4,06 727,73M 726,27M 34.563 
 BBAS3 BRASIL ON 53,80 +3,07 608,98M 611,02M 27.014 
 PETR3 PETROBRAS ON N2 30,64 +5,66 414,68M 273,32M 16.663 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 17,11 +3,13 378,89M 426,25M 24.621 
 B3SA3 B3 ON 32,90 +4,08 317,92M 371,12M 22.538 
 CCRO3 CCR SA ON 12,88 +0,70 270,47M 126,22M 25.129 
 CSNA3 SID NACIONALON 14,56 +5,81 240,99M 209,68M 19.864 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Bolsas mundiais
Os índices em Wall Street registraram alta, com destaque para o Nasdaq, que avançou 2,02%, enquanto o Dow Jones subiu 0,79%, conseguindo superar a queda das ações da Boeing. As ações da companhia aérea chegaram a cair mais de 11% após um acidente aéreo com o Boeing 737, da Ethiopian Airlines, matar os 149 passageiros e os oito tripulantes. 

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Enquanto isso, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou neste domingo em entrevista ao programa "60 Minutes" da CBS, que o banco central norte-americano não está com pressa em elevar o nível das taxas de juros na medida que há sinais crescentes de desaceleração na economia global.

As bolsas europeias fecharam em alta à espera de rodada decisiva de votações do Brexit. Nos próximos dias, os parlamentares definirão novamente se aceitam o acordo feito entre a primeira-ministra Theresa May e a União Europeia. Caso eles rejeitem, acontecerão rodadas sobre a possibilidade de uma saída sem acordo e uma extensão do prazo do Brexit, marcado para 29 de março (entenda os detalhes clicando aqui).

Enquanto isso, as bolsas asiáticas encerraram em alta após o banco central chinês prometer mais estímulos à economia com a redução de custos de empréstimos após dados apontarem a queda de financiamentos em fevereiro por fatores sazonais.

Os preços do petróleo subiram com a queda na atividade de perfuração nos Estados Unidos e os cortes na produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). O ministro do petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, disse ontem que seria cedo demais para mudar a política de produção reduzida da Opep na próxima reunião do grupo, marcada para abril.

Reforma da Previdência

A reforma da Previdência deve voltar ao centro das atenções com a grande expectativa de instalação das comissões na Câmara dos Deputados, em especial a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que será a primeira a debater a proposta.

Ainda não foram definidos os integrantes destas comissões e o projeto da reforma só começará a andar quando houver esta decisão. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse na última sexta-feira que pretende instalar a CCJ na quarta-feira (13).

Maia reforçou que os partidos esperam o envio do projeto de lei que altera o regime previdenciário dos militares para que tramite de forma conjunta com a PEC. Segundo ele, o encaminhamento da proposta dos militares pelo governo é fundamental para dar garantia a alguns partidos e para que haja mais conforto na tramitação das duas matérias.

O líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO), reiterou que a tramitação da PEC só vai caminhar de fato após o governo federal enviar o projeto dos militares. “Eu penso que o Rodrigo pode até instalar, mas os líderes não vão fazer as indicações para a composição da CCJ enquanto o governo não mandar a proposta dos militares”, disse.

Após passar pelo debate na Câmara, a Previdência passará por uma comissão especial, para depois seguir uma votação em dois turnos no plenário da Casa. Só após este trâmite que a proposta poderá chegará ao Senado.

Enquanto isso, o governo publicou no Diário Oficial da União de hoje (11) a instituição de uma força-tarefa, reunindo 20 profissionais, no âmbito da AGU (Advocacia-Geral da União), para acompanhar as demandas judiciais relacionadas às discussões e aos debates da reforma da Previdência. O grupo terá o nome de "Força-Tarefa de Defesa da Nova Previdência Social - PEC 6/2019" e sua atuação será preventiva. 

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A força-tarefa vai atuar na sistematização e disponibilização de subsídios, estudos, pareceres e notas técnicas. Os profissionais vão trabalhar também na organização das teses para subsidiar as manifestações e defesas em juízo, assim como no monitoramento do ingresso de ações judiciais, acompanhado da respectiva atuação em juízo, independentemente de citação, intimação ou notificação.

De acordo com a portaria, o grupo vai atuar na coordenação e supervisão dos respectivos órgãos de execução no acompanhamento das ações judiciais e consolidação dos dados de judicialização.

Noticiário político

O site Terça Livre, que reúne ativistas conservadores e simpatizantes de Jair Bolsonaro, publicou na tarde de domingo, 10, um texto que atribui à uma repórter do jornal O Estado de S. Paulo a declaração "a intenção é arruinar Flávio Bolsonaro e o governo", ao tratar da cobertura jornalística das movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador e filho do presidente.

O próprio presidente insuflou seus seguidores contra a imprensa ao publicar o seguinte texto no Twitter: "Constança Rezende, do 'O Estado de SP' diz querer arruinar a vida de Flávio Bolsonaro e buscar o Impeachment do Presidente Jair Bolsonaro. Ela é filha de Chico Otavio, profissional do 'O Globo'. Querem derrubar o Governo, com chantagens, desinformações e vazamentos".

A conversa, em inglês, tem frases truncadas e com pausas. Apenas trechos selecionados foram divulgados. Em determinado momento, a repórter avalia que "o caso pode comprometer" e "está arruinando Bolsonaro", mas não relaciona seu trabalho a nenhuma intenção nesse sentido.

O jornal publicou que as informações reveladas sobre o caso Queiroz se baseiam em fatos e documentos oficiais. O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga se o ex-motorista de Flávio Bolsonaro recebeu indevidamente depósitos de funcionários da Assembleia Legislativa do Rio.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

 

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