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Ibovespa Futuro segue animação internacional e sobe em pregão pré-feriado

O clima de carnaval e a cautela típica de pré-feriado prolongado estão no radar

alta investimentos gráfico
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O tom positivo das bolsas internacionais por conta de indicadores chineses contamina o humor por aqui, no primeiro pregão de março, após as declarações de Jair Bolsonaro sobre atenuar a proposta da Previdência derrubar os ânimos dos investidores na véspera e levar o Ibovespa junto.

Neste contexto, às 9h21 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro tinha alta de 0,49%, a 96.420 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em abril tinha alta de 0,21%, a R$ 3,766, e o dólar comercial tinha alta de 0,13%, para R$ 3,760, na venda.

No mercado de juros, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2021 subia de 7,15% para 7,16%, e o DI para janeiro de 2023 avançava de 8,25% para 8,29%.

Na China, os dados mais recentes da IHS Markit e Caixin Media mostram tentativa de recuperação no setor manufatureiro. O chamado índice de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial chinês subiu de 48,3 em janeiro para 49,9 em fevereiro, superando projeção de analistas de alta para 49. De qualquer forma, a leitura abaixo de 50 marcou o terceiro mês de contração na manufatura.

Além disso, o provedor de índices MSCI anunciou que irá mais do que quadruplicar a contribuição de ações de empresas da China em seu influente índice de mercados emergentes em três etapas este ano, tornando papéis negociados nas Bolsas de Xangai e Shenzhen muito mais relevantes para investidores globais.

"Esperamos uma aceleração do crescimento Chinês ao longo dos próximos meses", afirma o time da XP Research em relatório enviado a clientes. 

A tentativa de acordo entre China e Estados Unidos para colocar fim à guerra tarifária e a articulação política para obter apoio para aprovação da reforma da Previdência também ganham atenção dos investidores, que veem o governo já começar a fazer concessões para conseguir os votos no Congresso. 

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Contudo, vale destacar que o clima de carnaval e a cautela típica de pré-feriado prolongado ainda podem pressionar o índice futuro ao longo do dia, já que a bolsa brasileira só reabrirá na quarta-feira, enquanto os mercados internacionais seguirão a todo vapor. 

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura

Bolsas mundiais

As bolsas dos Estados Unidos apontam para uma abertura em alta após uma sequência de indicadores econômicos da China acima do esperado. As tarifas do governo de Donald Trump sobre produtos chineses ainda não entraram em vigor - o prazo era hoje -, mas o mercado segue à espera de um acordo formal para colocar fim à guerra tarifária.

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Os principais índices das bolsas asiáticas registraram fortes altas e impulsionam também os mercados europeus. Cabe o destaque para a decisão do provedor de índices MSCI de mais do que quadruplicar a contribuição de ações de empresas da China em seu influente índice de mercados emergentes em três etapas este ano, tornando papéis negociados nas Bolsas de Xangai e Shenzhen muito mais relevantes para investidores globais.

Já os últimos dados da IHS Markit e Caixin Media mostram tentativa de recuperação no setor manufatureiro da China. O chamado índice de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial chinês subiu de 48,3 em janeiro para 49,9 em fevereiro, superando projeção de analistas de alta para 49. De qualquer forma, a leitura abaixo de 50 marcou o terceiro mês de contração na manufatura.

No mercado de commodities, os preços do petróleo buscam a quarta alta consecutiva diante da Arábia Saudita desafiando a pressão de Donald Trump, que pediu por preços mais baixos. O minério de ferro salta 3,7% no mercado futuro de Dalian, na China.

Reforma da Previdência 

A líder do governo no Congresso, deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), disse ontem (28) que, a cada alteração feita por parlamentares na proposta de reforma da Previdência, o País "corre o risco de perder na economia". Na avaliação da deputada, apesar de "o melhor texto" ser "este que foi apresentado pela equipe econômica", o governo está disposto a dialogar com os parlamentares das duas Casas.

"Cabe agora a nós, liderança no Congresso, na Câmara, e à nossa base, fazer um trabalho de convencimento para que nossos parlamentares entendam que qualquer mexida extra é prejudicial no texto da Previdência. Ponto", afirmou. Por outro lado, Joice ponderou que o presidente Jair Bolsonaro é "muito sensível" e entende que o Congresso tem autonomia para mexer na proposta. 

De acordo com a deputada, a articulação política e a negociação com parlamentares da base da oposição serão feitas por ela, pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e pela liderança do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), e no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Falando em articulação política, o Palácio do Planalto decidiu abrir o cofre para obter apoio suficiente para aprovar a reforma da Previdência. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a estratégia do governo foi feita sob medida para agradar a deputados e senadores de primeiro mandato com repasses individuais que podem ficar perto de R$ 5 milhões.

O valor ainda não está fechado, mas a Casa Civil negocia a concessão de uma espécie de bônus para os novatos, já que eles só terão direito às emendas parlamentares a partir de 2020.

Agenda econômica 

Os Estados Unidos divulgam o PMI Industrial ISM de fevereiro (11h45), os dados dos gastos e despesas pessoais de dezembro (10h30), índices de preços PCE de janeiro e o PMI Industrial Markit (11h45) de fevereiro.

No Brasil, destaque para os dados da balança comercial de fevereiro, às 15h. A estimativa mediana da Bloomberg aponta para resultado positivo em US$ 3 bilhões. Por volta de 11h30, a Fenabrave (Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores) divulga os números de vendas de veículos no país. 

Clique aqui e confira a agenda completa de indicadores e resultados.

Noticiário político

Após onda de ataques nas redes sociais e de pressão do próprio presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, revogou a nomeação da especialista em segurança pública Ilona Szabó de Carvalho como membro suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. 

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O episódio causou desconforto a Moro, nomeado ministro com o compromisso de carta branca do presidente, informa o jornal Folha de S. Paulo. Nas redes sociais, militantes passaram a atacar Moro ao apontar que as posições de Szabó são divergentes em relação ao governo em temas como armamento e política de drogas. Também criticaram o fato de que ela se posicionou contra a candidatura de Bolsonaro durante as eleições. 

Noticiário corporativo

>> A MRV Engenharia, maior operadora do Minha Casa Minha Vida (MCMV) e maior construtora residencial do País, apresentou seu balanço ontem. A companhia obteve lucro líquido de R$ 191 milhões no quarto trimestre de 2018, crescimento de 5,8% ante o mesmo período de 2017. No acumulado de 2018, o lucro líquido totalizou R$ 690 milhões, expansão de 5,6% em relação a 2017.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 273 milhões no quarto trimestre, crescimento de 1,2%. A margem Ebitda caiu 1,7 ponto porcentual, para 17,9%. No ano, o Ebitda totalizou R$ 988 milhões, alta de 10,8%, enquanto a margem Ebitda caiu 0,5 ponto porcentual, para 18,2%. A receita operacional líquida foi de R$ 1,521 bilhão no quarto trimestre, aumento de 11,5%, e chegou a R$ 5,326 bilhões, expansão de 14,1%. 

>> A Cia Hering viu seu lucro líquido subir 11% no quarto trimestre de 2018, chegando a R$ 95,4 milhões, contra R$ 86 milhões um ano antes. No acumulado do ano, a companhia teve uma queda de 9,2% no lucro, passando de R$ 263,7 milhões em 2017 para R$ 239,5 milhões no ano passado. Enquanto isso, a receita líquida teve leve recuo, chegando a R$ 447,95 milhões no fim do ano passado, caindo 1,5% no anualizado, para R$ 1,54 bilhão.

>> A Copasa fechou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 178 milhões, uma alta de 18% sobre os R$ 150 milhões de um ano antes. Enquanto isso, no acumulado de 2018, a companhia atingiu R$ 578,7 milhões de lucro, contra R$ 560,4 milhões no ano anterior.

>> A Petrobras anunciou alta de 1,98% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para sexta-feira, 1, para R$ 1,6865. Além disso, a estatal manteve sem alteração o preço do diesel, em R$ 2,1224, conforme tabela disponível no site da empresa.

>>  Está disponível o edital da oferta de aquisição de ações (OPA) para cancelamento de registro e saída do segmento Novo Mercado da Multiplus, lançada pela controladora Latam. O documento se segue à concessão de registro pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) da oferta, inicialmente anunciada em setembro, e informa que o leilão ocorrerá em 1º de abril, ao preço de R$ 27,22 por ação. Conforme o edital, o preço é de R$ 26,84, após ajustes por pagamento de dividendos (de R$ 0,36 por ação) e juros sobre capital (R$ 0,02 por ação). 

(Com Agência Estado)

 

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