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Sanepar sobe 5% com sinalização de governador sobre tarifa; Vale sobe na sessão, mas cai 18% na semana

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (1) 

Sanepar
(Divulgação/Sanepar)

SÃO PAULO - O mês de fevereiro começou na bolsa com uma sessão morna para os mercados, com o Ibovespa perto da estabilidade na sessão desta sexta-feira (1) de olho na eleição do Congresso. O índice chegou a encostar nos 98 mil pontos após a divulgação do relatório de emprego com criação de vagas acima do esperado, mas logo voltou ao patamar dos 97.400 pontos. 

Na semana, o índice também ficou praticamente estável. Mas, vale ressaltar que o período foi de fortes emoções para o benchmark da bolsa, principalmente na segunda-feira, quando caiu 2,29% na esteira da derrocada de 24,52% das ações VALE3 e uma perda de impressionantes R$ 72 bilhões de valor de mercado com o mercado repercutindo a tragédia do rompimento da barragem em Brumadinho. As ações da Vale (VALE3) chegaram a se recuperar com a alta do minério de ferro nas últimas sessões, mas ainda assim fecharam em queda de cerca de 18% na semana, assim como a Bradespar (BRAP4). 

Já nesta sessão, destaque para as ações de Marfrig e Energias do Brasil, que reagiram às recomendações do Itaú BBA. As units da Sanepar, por sua vez, sobem forte após a sinalização do novo governo do Paraná de que encurtará o diferimento tarifário na companhia. Confira estes e mais destaques:

Sanepar (SAPR11)

A Sanepar viu seus papéis subirem até 7,15% em meio às sinalizações do novo governo do Paraná, mas amenizaram os ganhos ao longo do pregão. Segundo informações do Brazil Journal, em reunião com investidores na manhã de hoje, o governador paranaense, Ratinho Jr, sinalizou que encurtará o diferimento tarifário dado dois anos atrás à estatal paranaense que desagradou muito o mercado na época. 

Em 2017, a Agepar autorizou um aumento de 25% nas tarifas da companhia, mas a grande questão ficou com o prazo para esse reajuste, de oito anos, reduzindo o valor ao longo do tempo. A sinalização de Ratinho Jr. é de que pretende realizar o reajuste ainda este ano ou no máximo até o ano que vem. 

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras acompanhou o movimento do petróleo, que avançou cerca de 3%, mostrando recuperação em meio aos dados de emprego nos EUA acima do esperado pelo mercado. 

No noticiário da estatal, a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Combustíveis) informou que a estatal recebeu R$ 684,1 milhões em subvenção ao diesel.

Por fim, os petroleiros da Replan, maior refinaria da Petrobras, informaram em nota que atrasaram em duas horas o início do trabalho na unidade, em protesto contra a possível venda da refinaria ou parte dela. De acordo com o Sindipetro Unificado-SP, o processo de desinvestimento da estatal na área de refino deverá trazer demissões, redução de direitos e precarização das condições de trabalho para facilitar a venda. A Replan tem capacidade para processar 434 mil barris de petróleo por dia e sua produção corresponde a aproximadamente 21% de todo o refino de petróleo no Brasil.

Por fim, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, a Petrobras vendeu debêntures com taxa abaixo do Tesouro e a emissão de R$ 3,6 bilhões teve demanda 3 vezes maior do que a oferta. 

De acordo com fontes ouvidas pelo InfoMoney, as debêntures que saíram com taxa abaixo do Tesouro são incentivadas e, para o cliente pessoa física, o benefício ainda é grande, pois elas contam com alíquota 0% de imposto de renda, tanto sobre o rendimento quanto sobre o ganho de capital. Já no Tesouro Direto a alíquota de imposto é entre 15% a 22,50%, dependendo do tempo que o cliente permanece no investimento

Vale (VALE3) e Bradespar (BRAP4)

Após ser a maior queda do mês de janeiro, "tecnicamente empatada" com a Embraer, as ações da Vale registraram ganhos nesta sexta. Nas últimas sessões, a mineradora tem operado entre os desdobramentos da tragédia com o rompimento da barragem de Brumadinho na sexta-feira passada e o aumento das cotações do minério de ferro com os temores de restrição da oferta da commodity. Em Dalian, o contrato futuro do minério tem alta de 6,24%, a 621,50 yuans. Já o minério à vista negociado em Dalian teve alta de 1,9%, a US$ 87 a tonelada. 

No radar da companhia, segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, já há um nome forte cotado para eventual substituição do presidente da Vale. Um dos nomes fortes internamente é o de Eduardo Bartolomeo, atualmente diretor executivo da empresa em Nova York. 

Ontem, o CEO da Vale, Fábio Schvartsman, comprometeu-se a acelerar os acordos extrajudiciais para as famílias de mortos e desaparecidos em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte. A iniciativa ocorre seis dias depois do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão.

Na reunião, o presidente da Vale confirmou que a sirene que iria soar foi "engolfada" pela lama no momento do rompimento da barragem e negou receio com as prisões de funcionários e terceirizados da mineradora no início da semana. “Não tenho nenhum motivo para temer prisão de executivos”, disse Schvartsman.

Por fim, a Folha de S. Paulo informou que um plano de ações emergenciais, feito em 18 de abril de 2018, mostrou que um eventual rompimento da barragem de
Brumadinho destruiria as áreas industriais da mina de Córrego do Feijão, incluindo o restaurante e a sede da unidade, onde estava parte dos mortos e desaparecidos no desastre de 25 de janeiro. O documento previa que a extensão da lama chegaria a 65 km da barragem. 
 

O plano emergencial foi construído com base em estudo de ruptura hipotética e a barragem passava por inspeções quinzenais; as últimas foram em 8 e 22 de janeiro, que não detectaram nenhuma alteração no estado de conservação da estrutura. A simulação foi conduzida em 16 de junho e treinamento interno com funcionários foi feito em 23 de outubro. À Bloomberg, a Vale disse que irá se manifestar sobre a
reportagem ao longo do dia.

BR Distribuidora (BRDT3)

A Petrobras Distribuidora informou que já recebeu R$ 1,788 bilhão da dívida da Eletrobras. R$ 129,8 milhões são referentes à nona parcela, depositada na última quarta-feira (30). 

Embraer (EMBR3)

A Embraer e a norte-americana SkyWest assinaram um contrato para um pedido firme de nove jatos E175 cujas entregas devem começar em 2019. A encomenda tem valor de US$ 422 milhões e já está incluída na carteira de pedidos firmes (backlog) do quarto trimestre de 2018 da Embraer. A SkyWest Airlines operará todos os nove E175, configurados com 76 assentos.

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Desde 2013, a SkyWest encomendou um total de 158 jatos E175, incluindo essas nove unidades. Com este novo contrato, a Embraer vendeu mais de 565 jatos E175 para companhias aéreas na América do Norte desde janeiro de 2013, sendo a responsável por mais de 80% de todos os pedidos neste segmento de jatos de 70 a 76 assentos, de acordo com a companhia.

"Somente o programa E-Jets da Embraer já registrou mais de 1.800 pedidos firmes e 1.500 entregas. Atualmente, os E-Jets fazem parte da frota de 70 clientes em 50 países. A versátil família de aeronaves de 70 a 150 assentos é operada por companhias aéreas de baixo custo assim como linhas aéreas principais e regionais", diz a Embraer.

EzTec (EZTC3)

A EZTec lançou o Vértiz Club Home em São Paulo, com VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 98,6 milhões. O empreendimento contará com 2 torres residenciais de médio padrão, com total de 168 unidades, segundo
comunicado ao mercado. 

Ainda sobre construtoras, em relatório, o Itaú BBA destacou as perspectivas para a temporada de balanços do quarto trimestre. A expectativa é de que as construtoras voltadas para média/alta renda serão os destaques positivos do período, após a sólida demonstração na frente operacional. Cyrela, EZTEC e Direcional provavelmente apresentarão resultados positivos, avaliam eles. Já as empresas de shopping Centers devem apresentar uma melhora moderada na frente operacional, suportada por fortes vendas dos lojistas em Novembro.

CSN (CSNA3)

A CSN planeja encerrar a disposição de rejeitos na barragem Casa de Pedra, em Congonhas (MG), até o fim do ano. A desativação da barragem de mineração, apontada como uma das maiores do mundo localizada em área urbana, será feita gradualmente, após a entrada em vigor da segunda fase do projeto de processamento industrial, que permite a recuperação de parte do minério de ferro presente nos rejeitos.

Já o Credit Suisse ressalta a conferência com o CFO da CSN Marcelo Ribeiro e o RI Leonardo Shinohara.

"A empresa foi bem clara com relação aos procedimentos de segurança nas minas e destacou que em 6 meses espera não ter mais nenhuma producão em locais com barragens", afirmam os analistas. Atualmente 65% da produção da CSN já não está concentrada em locais com risco de barragem.

A gestão da siderúrgica ainda passou uma visão positiva para a demanda doméstica de aço com expectativa de alta da demanda em 10% em 2019 com preços estáveis. 

Localiza (RENT3)

O Conselho de Administração da Localiza aprovou aumento do capital social em R$ 1,82 bilhão, com emissão de 55,2 milhões de novas ações ordinárias a R$ 33 cada, segundo comunicado ao mercado.

"Com a entrada do R$ 1,8 bilhão, se assumíssemos que cerca de 80% dos recursos da oferta fossem destinados ao crescimento (aquisição de veículos), (ii) que a competição ficasse marginalmente mais acirrada no segmento de aluguel de carros, com redução de R$ 0,50 e R$ 1,00 na diária média em 2019 e (iii) despesas levemente acima do inicialmente estimado, poderíamos vislumbrar lucro 10-15% acima da nossa estimativa inicial em 2019, com alavancagem caindo para 2,2 vezes -2,4 vezes a relação entre dívida líquida/EBITDA, e as ações negociando entre 23-24 vezes o preço sobre lucro de 2019", destaca a XP Research. 

Os analistas da XP possuem recomendação de compra para os papéis, vendo  potencial de geração de valor com o crescimento superior, escala maior e alavancagem menor, resultando em custo de dívida mais baixo, despesas financeiras menores e spread saudável entre retorno sobre o capital investido e custo.

Unidas (LCAM3)

Uma AGE nesta quinta-feira aprovou a incorporação da totalidade das ações da NTC Veículos de Locação e a posterior emissão, pela Unidas, de 1,38 mi de novas ações ON, segundo comunicado. A Unidas, antes da incorporação, comprou 21,9 milhões de ações da NTC, representativas de 55,55% do seu capital social. Os acionistas da NTC, em conjunto, passaram a deter participação de 0,9328% no capital social da Unidas.

Fertilizantes Heringer (FHER3)

A Fertilizantes Heringer vai fechar fábricas e centros de distribuição como parte de um plano de reestruturação para lidar com dívidas, informa a Reuters. A companhia enviou mensagem para trabalhadores de pelo menos 10 instalações informando o fechamento. Não está claro quantos funcionários seriam demitidos.  A assessoria de imprensa de Heringer não confirmou a informação.

Klabin (KLBN11)

Depois de meses de negociação, a Klabin, chegou a um entendimento com seus controladores para colocar fim ao pagamento de royalties pelo uso do nome de uma das famílias fundadoras. O contrato de royalties deve ser avaliado entre R$ 350-450 milhões.

"Um acordo formal e final ainda depende de algumas etapas. Vemos a notícia como positiva e, se confirmada a resolução desse assunto de longa data abaixo do valor estimado pelo mercado, os papéis devem responder positivamente", destaca a XP Research. 

Energias do Brasil (ENBR3)

O Itaú BBA atualizou as estimativas para a Energias do Brasil com um novo preço-alvo de R$ 23 por ação para 2019, mantendo recomendação de BUY no papel, uma vez que vê a empresa como um dos players privados mais baratos dentro da cobertura.

"A Energias do Brasil se encaixa na nossa tese 'de volta aos fundamentos', em que procuramos empresas com risco/retorno atrativos (IRR de 10,9% vs. 8,5% para a média do setor), com boas métricas qualitativas (gestão e alocação de capital). Acreditamos que os principais receios em relação a empresa estão sendo gradualmente eliminados com uma melhor alocação de capital, metas claras de gerenciamento e maior eficiência operacional", afirmam os analistas.

Marfrig (MRFG3)

A ação da Marfrig teve a recomendação elevada de underperform para marketperform pelo Itaú BBA com preço-alvo de R$ 7,00. 

Os analistas apontam que há muita incerteza sobre "outros resultados financeiros", despesas de capital de giro e margens de longo prazo nos EUA para chegar em um preço-alvo, mas boas margens provavelmente evitarão queima de caixa no quarto trimestre de 2018. 

Cielo (CIEL3)

Uma medida para facilitar a concorrência no setor de cartões de crédito foi adiada em três meses. O CMN (Conselho Monetário Nacional) mudou para 8 de abril o início da vigência da norma que reduz a “trava bancária” para lojistas. A norma entraria em vigor ontem (31). 

Segundo o Banco Central, o adiamento foi necessário porque as instituições financeiras e as credenciadoras das máquinas de cartão tiveram dificuldades para adaptar os sistemas que permitiriam aos comerciantes escolher livremente o banco com o qual antecipam os recebíveis do cartão de crédito. 

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

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