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15 balanços do 4º trimestre para ficar de olho - e as projeções para cada empresa

Perspectivas da XP Investimentos traz mapa com os balanços mais importantes para o investidor acompanhar nas próximas semanas

Lupa investimentos
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A temporada de balanços do quarto trimestre de 2018 já começou com a divulgação de números de grandes empresas como o Bradesco (BBDC3;BBDC4) e o Santander Brasil (SANB11), mas há muitos outros destaques que estão por vir. De maneira geral, a expectativa é de contínuo crescimento dos lucros quando comparado ao desempenho no último trimestre de 2017, mas ainda aquém do potencial, segundo análise da XP Research. 

Entre os setores, os destaques positivos devem ficar com varejo e bancos. O primeiro foi sazonalmente beneficiado com vendas fortes na Black Friday e no Natal, enquanto as instituições financeiras têm resultados fortes com expansão da carteira dos segmentos de varejo e menores provisões.

Por outro lado, as siderúrgicas devem se destacar negativamente com decepção no preço e no custo e volume
sazonalmente maior. A valorização do real ante o dólar também pesa em nomes relacionados a commodities, como as próprias siderúrgicas e a Suzano. 

A perspectiva é de números ainda melhores nos resultados deste ano. "Na nossa visão, a tendência positiva de resultados deveria ganhar força ao longo de 2019, com aceleração do crescimento no Brasil", avalia a XP. 

Confira as estimativas dos analistas da XP Research para 15 balanços que merecem a atenção do investidor nesta temporada.

Destaques positivos

B2W (BTOW3)
A B2W divulga resultado em 20 de março, após o fechamento do mercado, e deve apresentar crescimento de 34% nas vendas online de 34% e de 67% no marketplace. A margem Ebitda (Ebitda/receita líquida) deve ter crescimento de 0,40 ponto percentual. "Esperamos fortes resultados devido a boas vendas na Black Friday e Natal", afirma a XP.

Banco do Brasil (BBAS3)
A XP projeta lucro líquido de R$ 3,6 bilhões, alta de 7,4% em base trimestral, sustentado pelo crescimento
de 5% da margem financeira bruta no trimestre. A margem financeira segue crescendo, refletindo o cenário mais favorável para concessão, especialmente  no varejo. As despesas com provisão devem seguir em queda, segundo os analistas. O resultado será divulgado em 14 de fevereiro.

JBS (JBSS3)
A JBS deve apresentar resultado forte com margens sólidas de 8% no segmento de carne bovina Brasil, 10% Seara e 7,3% nos Estados Unidos, além de contínua desalavancagem. A XP ainda vê boas perspectivas do negócio nos Estados Unidos, apesar de margens da Pilgrim's Pride (subsidiária produtora de carne de frango) mais pressionadas e recuperação de margens no Brasil. O câmbio em patamar depreciado continuou sendo positivo para exportações. A empresa divulga o resultado em 28 de março após o fechamento do mercado. 

Magazine Luiza (MGLU3)
A varejista deve continuar apresentando fortes resultados, impulsionados por Black Friday e Natal. A XP estima que as vendas nas mesmas lojas tenham aumento 14,1% no quarto trimestre e as vendas online tenham avançado 55% na comparação anual. A empresa divulga balanço em 21 de fevereiro, após o fechamento do mercado.

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Ultrapar (UGPA3)
Os analistas da XP esperam melhoria de margens da Ipiranga no último trimestre de 2018, uma vez que as distribuidoras devem ter repassado apenas parcialmente a queda de combustíveis praticadas pela Petrobras aos postos. O resultado será conhecido em 20 de fevereiro.

Movida (MOVI3)
Todas as empresas de aluguel de carros devem apresentar crescimento forte de volume no quarto trimestre. Para a Movida, a expectativa é de crescimento forte no segmento de aluguel de frotas, de mais de 50%. A margem no segmento de Seminovos deve melhorar na comparação trimestral, mas ainda deve se manter no campo negativo. A divulgação dos números acontece em 27 de fevereiro após o fechamento do mercado. 

Unidas (LCAM3)
Na esteira de forte crescimento entre as empresas de aluguel de carros, a XP estima crescimento mais forte da frota no trimestre após o aumento de capital, cerca de 130 mil veículos). As tarifas no segmento de aluguel de carros também deve ter aumentado em relação ao terceiro trimestre, impulsionadas pela sazonalidade e pelo ambiente competitivo mais racional. Os números serão conhecidos em 28 de março após o fechamento do mercado.

Destaques negativos

Ambev (ABEV3)
O volume de cerveja deve apresentar queda no Brasil mais uma vez e pressionar o desempenho da companhia. A XP estima recuo de 1,5% na comparação anual e queda de 1% em bebidas não-alcoólicas. A margem Ebitda consolidada deve cair de 48,5% para 47%. O balanço sai no dia 28 de fevereiro antes da abertura do mercado. 

Via Varejo (VVAR11)
A expectativa é de um resultado fraco, ainda impactado pelos problemas na implementação do novo sistema de vendas ocorridos no terceiro trimestre. As vendas nas mesmas lojas devem ter aumentado 5,4% e as vendas online avançado 15%, ambas na comparação anual. O balanço tem previsão de publicação em 19 de fevereiro após o fechamento do mercado.

Usiminas (USIM5)
A Usiminas deve apresentar seu trimestre mais fraco desde os últimos três meses de 2016, com queda de 40% no ebitda, pressionado por volumes mais fracos no Brasil, custos altos por parada de manutenção e carvão sem aumento de preço. Os números do balanço serão conhecidos em 15 de fevereiro antes da abertura do mercado.

Gerdau (GGBR4)
A Gerdau deve apresentar resultados fracos, especialmente no Brasil, impactados pela sazonalidade e um ambiente de demanda ainda fraco, assim como preços mais fracos do que o esperado. Um melhor mix nas operações na América do Norte deve ajudar nos resultados operacionais por lá. O balanço será divulgado no dia 21 de fevereiro antes da abertura do mercado. 

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BRF (BRFS3)
A XP espera por resultados sequencialmente melhores principalmente por resultados positivos no Brasil, com preços de proteína no mercado doméstico sustentados, parcialmente compensando o resultado do negócio internacional pressionado. O foco continua na evolução do plano de reestruturação. O balanço sai em 28 de fevereiro antes da abertura do mercado. 

Suzano (SUZB3)
A Suzano deve apresentar resultado sólidos apesar de volumes mais fracos, com queda de 8% na comparação trimestral, decorrente da redução de embarques à Ásia. Os custos foram pressionados Custo caixa pressionado por parada de manutenção maior que a esperada em Imperatriz, mas os preços de celulose em dólares ficou estável, com a Fibria segurando vendas para Ásia. Os dados serão conhecidos em 21 de fevereiro após o fechamento do mercado. 

Petrobras (PETR3;PETR4)
A XP possui uma expectativa de Ebitda de R$ 30,2 bilhões, que reflete um preço de petróleo médio de US$ 68,4/barril e um câmbio médio de US$ 3,81. O balanço está previsto para 28 de fevereiro antes da abertura do mercado. 

Gol (GOLL4)
As margens das companhias aéreas devem melhorar em uma base sequencial. O impacto do real menos valorizado deverá ser parcialmente compensado pela venda de jatos levando a margem operacional para cerca de 20%. Além disso, o impacto positivo dos preços de petróleo mais baixos deverá ficar para depois e beneficiar o primeiro trimestre de 2019. Os resultados saem em 28 de fevereiro antes da abertura do mercado.

Confira as projeções da XP para os principais números dos balanços

Empresa Receita
líquida
Variação
ante 4T17
Ebitda Variação
ante 4T17
Margem
Ebitda
Variação
ante 4T17
Lucro 
líquido
Variação
ante 4T17
Ambev R$ 15,363 bilhões +2,2% R$ 7,226 bilhões -1% 47% -1,5 pp R$ 4,624 bilhões +6,9%
BRF R$ 8,906 bilhões 0% R$ 711 milhões +10,3% 8% -0,8 pp R$ 192 milhões  não mensurável
JBS  R$ 49,403 bilhões +20,1% R$ 4,430 bilhões + 86,8% 9% +3,2 pp - R$ 134 milhões não mensurável
B2W R$ 2,033 bilhões +11,9% R$ 188 milhões +19,7% 9,3% -0,60 pp - R$ 34 milhões não mensurável
Magazine Luiza R$ 4,595 bilhões +26,9% R$ 349 milhões +11,7% 7,6% -1 pp R$ 172 milhões +3,7%
Via Varejo R$ 8,256 bilhões +10,9% R$ 263 milhões -49,7% 3,2% -3,84 pp R$ 34 milhões -73,7%
Gerdau R$ 10,653 bilhões +8,5% R$ 1,484 bilhão +25,7% 13,9% +1,9 pp R$ 441 milhões não mensurável
Usiminas R$ 3,577 milhões +16,3% R$ 426 milhões -5,5% 11,9% -2,73 pp R$ 76 milhões não mensurável
Suzano R$ 2,716 bilhões +18,2% R$ 1,140 bilhão +33,3% 42% +4,77 pp R$ 1,202 bilhão não mensurável
Movida R$ 676 milhões +18,3% R$ 122 milhões +42,1% 18% +3,01 pp R$ 46 milhões não mensurável
Unidas R$ 935 milhões não mensurável R$ 268 milhões não mensurável 28,6% +4,54 pp R$ 74 milhões não mensurável
Petrobras R$ 76,782 bilhões +0,4% R$ 30,241 bilhões +62,9% 39,4% +15,13 pp R$ 6,421 bilhões não mensurável
Ultrapar R$ 20,589 bilhões -4,6% R$ 920 milhões -13,4% 4,5% -0,5 pp R$ 232 milhões -42,8%

 

Banco Margem financeira
bruta
Variação
ante 4T17
Lucro líquido Variação
ante 4T17
ROE
anualizado
Variação
ante 4T17
Banco do Brasil R$ 12,765 bilhões -0,4% R$ 3,654 bilhões +14,6% 14,9% +0,83 pp

 

Aérea Receita
líquida
Variação
ante 4T17
Ebit Variação
ante 4T17
Margem
Ebit
Variação
ante 4T17
Lucro 
líquido
Variação
ante 4T17
Gol R$ 3,235 bilhões +8,6% R$ 677 milhões +74,6% 20,9% +7,92 pp R$ 694 milhões não mensurável

 

 

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