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Eletrobras sobe 5% com plano de demissão; Taurus cai 30% na semana do decreto de Bolsonaro, enquanto Suzano salta 14%

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (18) e na semana

Eletrobras - usina eólica no Ceará
(Divulgação/Eletrobras)

SÃO PAULO - Por mais uma sessão, o Ibovespa renovou máxima ao superar os 96 mil pontos pela primeira vez, tendo como destaque as ações de Petrobras e Vale em meio ao ânimo sobre a alta do  petróleo e as negociações com a China.

Já na semana, a maior alta ficou com a ação da Suzano (SUZB3) em meio à estabilização dos preços de celulose e conclusão da fusão com a Fibria, enquanto a Embraer (EMBR3) registrou queda de 7,8% no mesmo período com corte nas projeções e de recomendação pelo Morgan Stanley. Fora do Ibovespa, o destaque ficou para a Taurus Armas (FJTA3;FJTA4) que caiu 30% na semana após o decreto de Jair Bolsonaro flexibilizando a posse de armas (veja mais clicando aqui) .

Confira os destaques desta sexta e da semana na bolsa: 

Eletrobras (ELET3;ELET6)

 Em comunicado ao mercado, a Eletrobras confirmou a abertura do Plano de Demissão Consensual 2019 a partir do dia 21. Segundo a estatal, o plano será implantado na holding e também nas controladas Cepel, CGTEE, Chesf, Eletronuclear, Eletronorte, Amazonas GT, Eletrosul e Furnas.

A companhia informa que a meta é o desligamento de 2.187 funcionários, o que geraria uma economia de R$ 574 milhões ao ano, a um custo de R$ 731 milhões. As adesões ocorrerão por um prazo de 30 dias.

BRF (BRFS3)

A ação da BRF teve mais um dia de alta após avançar 6% na véspera após o JPMorgan elevar o preço de R$ 22 para R$ 23,50, com expectativa de melhores preços domésticos e menor risco país. O JP vê os lucros e o fluxo de caixa livre da BRF caminhando na direção certa, com melhores condições domésticas para aumento de preços e recuperação de margens. 

No entanto, as margens ainda estão comprimidas, a alavancagem é alta e os riscos relacionados à matéria-prima e ao suprimento de frango são altos. O índice de dívida líquida/Ebitda deve terminar 2019 entre 3,2 vezes e 3,5 vezes, acima da meta de 3,0 vezes. Mesmo levando em conta margens normalizadas e lucratividade em 2020, JPMorgan não vê potencial de upside significativo; relação
risco-retorno ainda parece desfavorável.

Vale (VALE3

As ações da Vale subiram com a alta do minério de ferro de 3% e com novos anúncios da China.

O país planeja ampliar esforços para impulsionar os gastos com consumo este ano, num momento em que a segunda maior economia do mundo exibe crescentes sinais de desaceleração.

Pequim vai adotar uma série de medidas para incentivar compras de carros e de eletrodomésticos, segundo comunicado divulgado hoje pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, pela sigla em inglês).

Governos locais devem adaptar as políticas de estímulos para atender suas circunstâncias particulares, disse a NDRC, que é a agência estatal de planejamento econômico do país. 

Veja também: 
China: os estímulos à economia estão menos eficazes?

Petrobras (PETR3;PETR4)

As ações da Petrobras avançaram seguindo as cotações do petróleo, que subiram cerca de 3%. Além do cenário mais positivo para as negociações entre EUA-China, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu sua produção substancialmente em dezembro, mesmo num momento em que seu principal aliado fora do cartel, a Rússia, impulsionou sua produção a níveis inéditos, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

No radar da empresa, o Ibama responsabilizou a Petrobras pela demora em entregar um plano detalhado de desativação da plataforma flutuante Cidade do Rio de Janeiro, que vazou no início deste ano.

Na avaliação da diretora de licenciamento ambiental do Ibama, Larissa Santos, o documento que a Petrobras entregou ao órgão ambiental em junho de 2018 não tinha qualidade técnica para ser analisado. "Era um documento incompleto, que apesar de ser chamado de projeto, por parte do licenciado, não trazia um conjunto de informações mínimas para a avaliação", afirmou ao Estado.

Além disso, o Valor informa que a francesa Engie (EGIE3) pretende finalizar as negociações de compra da Transportadora Associada de Gás (TAG), agora que o processo de venda da subsidiária da Petrobras foi retomado pela estatal. A companhia é a ofertante preferencial no processo competitivo de venda do ativo, estimado entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões.

Wiz (WIZS3)

As ações da Wiz fecharam em queda após o Estadão informar que a Caixa Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros da Caixa Econômica Federal, está com sua corretora de seguros própria pronta. 

Conforme destaca a publicação, ao ter a sua própria corretora, a Caixa manterá a receita de corretagem em produtos que não exigem esforço de venda como, por exemplo, o habitacional, uma das suas “joias da coroa” uma vez que é vendido atrelado ao crédito imobiliário, do qual o banco é líder com 69,5% deste mercado.

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A Wiz segue com as condições para explorar o balcão da Caixa até 2021 mas, passado esse prazo, terá de disputar o posto de parceiro da seguradora com demais players do mercado. Procuradas, a Caixa e sua seguradoras não comentaram o tema.

Linx (LINX3)

A Linx teve a recomendação reduzida de outperform para neutra pelo Bradesco BBI após a forte alta das ações (cerca de 70%) depois do anúncio do serviço de pagamentos Linx Pay. O preço-alvo de R$ 31 implica potencial de alta de 1,2% em relação ao último fechamento. 

"A visibilidade para a Linx Pay permanece limitada e acreditamos que: i) ela deve estar sujeita a uma taxa de desconto maior; e ii) ao aumento da concorrência nos meios de pagamento", apontam os analistas. No setor, a preferência dos analistas do Bradesco BBI é pela Totvs (TOTS3). 

Burger King Brasil (BKBR3)

O Burger King teve a recomendação reduzida de overweight para neutra pelo JPMorgan, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 19 para R$ 22, o que implica potencial de alta de 2% em relação ao último fechamento.

Aliansce (ALSC3)

A Aliansce teve a recomendação elevada a ’compra’ pelo HSBC, com preço-alvo de R$ 22,40. 

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa apresentou prévia operacional referente ao quarto trimestre de 2018, com vendas contratadas de R$ 95 milhões, queda de 22% na base anual. Os lançamentos somaram R$ 119 milhões no período, aumento de 32%. 

"Os números preliminares de Gafisa vieram abaixo das nossas fracas estimativas. A velocidade de vendas ficou perto de 7% e enxergamos a empresa brigando para encontrar um equilíbrio entre a quantidade de lançamentos e redução de alavancagem/queima de caixa", destaca o Credit Suisse. Os analistas do banco apontam que as perspectivas para rentabilidade e geração de caixa não parecem atrativas, especialmente olhando o valuation do papel.

Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4)

A Gol segue de olho nos efeitos da recuperação judicial da Avianca na companhia. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vai retirar, até a próxima terça-feira (22), a matrícula de 10 aviões operados no País pela Avianca, que está em recuperação judicial desde dezembro. Com o cancelamento das matrículas, as aeronaves serão devolvidas imediatamente à empresa de arrendamento GE Capital Aviation Services, que havia entrado na Justiça devido à falta de pagamentos.

A Anac informou que o procedimento poderá causar impactos nos voos da Avianca nos próximos dias e aconselhou os passageiros com viagens marcadas a procurarem a empresa.

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(Com Bloomberg, Agência Estado e Agência Brasil)

 

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