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Ibovespa ganha força no fim e fecha na máxima do dia entre exterior e expectativa por Previdência

Índice teve mais um dia de pouca volatilidade, mas conseguiu ganhar força no leilão de fechamento e manter os 94 mil pontos

Ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Em mais um dia de pouca volatilidade, o Ibovespa conseguiu ganhar força no fim do pregão e se manteve acima de 94 mil pontos ainda no aguardo sobre novidades mais concretas em relação à reforma da Previdência. Com isso, a bolsa se mantém longe do movimento externo, onde os índices norte-americanos registram alta com o início da temporada de balanços do quarto trimestre.

Com isso, o Ibovespa fechou com alta de 0,36%, aos 94.393 pontos - na máxima do dia -, com o volume financeiro atingindo R$ 20,129 bilhões. O contrato de dólar futuro com vencimento em fevereiro de 2019 teve alta de 0,51%, a R$ 3,738, enquanto o dólar comercial avançou 0,24%, cotado a R$ 3,7342 na venda. 

No mercado de DIs, a busca é por novo equilíbrio após queda nos prêmios nos últimos pregões. O contrato de juros futuros com vencimento em janeiro de 2021 caiu 1 ponto-base, para 7,44%, enquanto o contrato para janeiro de 2023 subiu 1 ponto, a 8,52%.

No exterior, por 325 votos a favor e 306 contra, a primeira-ministra Theresa May venceu a moção de desconfiança e conseguiu se manter no cargo, conduzindo o governo na tentativa de aprovar um acordo para o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia).

Logo após o resultado ter sido anunciado, May afirmou que quer começar as conversas com os líderes dos partidos da oposição ainda hoje à noite para costurar uma nova proposta para o Brexit que possa ser aprovada no Parlamento e também pela União Europeia.

Já nos EUA, as bolsas sobem com otimismo dos investidores renovado com sinais de um início melhor que o esperado da temporada de balanços. Resultados do Goldman Sachs e do Bank of America deram força às ações dos bancos.

Enquanto isso, o Livro Bege divulgado pelo Federal Reserve mostrou que as "perspectivas para a economia permaneceram positivas no geral, mas muitos distritos relataram otimismo menor em resposta à maior volatilidade do mercado financeiro, aumento das taxas de juros de curto prazo, queda nos preços de energia e aumento da incerteza política e comercial".

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Destaques da Bolsa
As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CSAN3 COSAN ON 41,55 +4,90 +24,18 138,89M
 SUZB3 SUZANO PAPELON 44,16 +4,40 +15,97 504,59M
 JBSS3 JBS ON 13,15 +4,20 +13,46 72,97M
 BTOW3 B2W DIGITAL ON 47,91 +3,59 +14,02 105,08M
 CSNA3 SID NACIONALON 9,94 +3,33 +12,44 72,84M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 LOGG3 LOG COM PROPON ES 19,20 -3,52 +6,55 9,29M
 CIEL3 CIELO ON 10,24 -2,48 +15,19 147,04M
 FLRY3 FLEURY ON 21,20 -2,35 +7,86 51,61M
 SBSP3 SABESP ON 40,77 -2,00 +29,43 110,30M
 GOLL4 GOL PN N2 23,89 -1,97 -4,82 59,87M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 24,82 -0,04 1,00B 1,91B 37.793 
 VALE3 VALE ON 52,65 +0,57 809,33M 1,08B 32.770 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN 37,18 -0,30 641,94M 749,36M 46.051 
 SUZB3 SUZANO PAPELON 44,16 +4,40 504,59M n/d 38.546 
 CCRO3 CCR SA ON 13,45 -0,07 465,51M 113,93M 27.487 
 BBDC4 BRADESCO PN 42,11 +0,48 453,63M 595,05M 28.802 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 17,80 +0,57 353,98M 392,30M 30.619 
 ITSA4 ITAUSA PN 12,92 +0,08 337,97M 314,96M 33.290 
 BBAS3 BRASIL ON 48,78 -0,95 327,25M 468,49M 16.250 
 EMBR3 EMBRAER ON 21,50 -1,19 263,61M 103,48M 21.077 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Reforma da Previdência

A equipe econômica pretende fechar o esboço da reforma da Previdência até domingo (20) para apresentar ao presidente Jair Bolsonaro, segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ele se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com técnicos da área econômica para alinhar alguns pontos e fazer a "sintonia fina" da proposta. Agora, segundo Onyx, "os técnicos precisam calcular".

A ideia é fechar uma minuta antes da viagem de Bolsonaro e Guedes para o Fórum Econômico Mundial em Davos. Na volta, a expectativa é que Bolsonaro dê o sinal verde para a apresentação da proposta na Câmara dos Deputados. 

Sem dar detalhes, Onyx não comentou se os militares estarão na proposta de reforma da Previdência. Os policiais militares dos Estados querem a vinculação de suas regras com as das Forças Armadas. O ministro disse apenas que a ideia é propor um regime de capitalização, possivelmente com diferenças em relação a experiências internacionais nessa área.

Noticiário político 

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, e sua comitiva, formada por cinco ministros, passam parte do dia de hoje em Brasília. Macri vai se encontrar, pela primeira vez, com o presidente Jair Bolsonaro. Em pauta, negociações para acordos bilaterais, além de medidas de flexibilização do Mercosul (bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, uma vez que a Venezuela está suspensa momentaneamente) e a crise na Venezuela.

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Acordos bilaterais deverão ser negociados nas áreas de comércio, combate ao crime organizado e corrupção, indústria de defesa, desenvolvimento espacial e energia nuclear. A discussão sobre o futuro do Mercosul deve incluir a alternativa da adoção de regras que permitam acordos bilaterais entre membros do grupo, outros blocos e países, sem obrigatoriamente passar pela chancela do Mercosul.

Enquanto isso, novas polêmicas envolvem Bolsonaro. Três dias antes de renunciar ao mandato de deputado federal para assumir a Presidência, ele recebeu da Câmara R$ 33,7 mil a título de auxílio-mudança, um salário extra que o Congresso destina todo início e fim de legislatura a parlamentares. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O benefício foi pago em 28 de dezembro na conta do então presidente eleito. Somado ao seu salário de deputado daquele mês e acrescido à metade do 13º, Bolsonaro recebeu R$ 84,3 mil brutos no mês passado. 

A Folha enviou à Presidência um questionamento sobre as razões do recebimento do auxílio, se Bolsonaro considera adequado o benefício e se ele teve algum tipo de gasto relativo a mudança nos últimos tempos, com discriminação de valores e empresas contratadas. Não houve resposta até a conclusão da edição do jornal desta quarta-feira.

 

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