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Ibovespa tem 8ª alta em nove pregões e encosta nos 94 mil pontos; dólar sobe para R$ 3,71

Índice ficou volátil durante a tarde e seguiu o movimento externo de olho na fala do presidente do Fed e na tensão nos EUA

Ações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A valorização do dólar ganhou força nesta tarde, enquanto o Ibovespa ficou próximo da estabilidade, se mantendo acima dos 93 mil pontos, em meio aos ventos contrários vindo do mercado externo que demonstra preocupação com a desaceleração da economia chinesa e o shutdown dos Estados Unidos.

O Ibovespa fechou com leves ganhos de 0,21%, aos 93.805 pontos, renovando mais uma vez sua máxima histórica e chegando a sua oitava alta em nove pregões. O volume financeiro ficou em R$ 14,495 bilhões. O contrato de dólar futuro com vencimento em fevereiro teve alta de 0,81%, a R$ 3,716, enquanto o dólar comercial subiu 0,58%, cotado a R$ 3,7091 na venda. 

José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos, explica que o patamar de R$ 3,68 é de "bastante turbulência" e, do ponto de vista técnico, essa valorização da moeda já era esperada no curto prazo. Com a divisa "muito barata" muitos investidores tinham stop loss - valor com objetivo de limitar perdas - na região em que o dólar desceu hoje. 

Os juros futuros, por sua vez, registraram alta. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 subiu 8 pontos-base, para 7,44%, enquanto o contrato para janeiro de 2023 avançou 9 pontos, a 8,46%. 

O "shutdown" é a paralisação do governo e isso ocorre porque o orçamento do atual ano fiscal não foi aprovado. Há o receio de que o shutdown atual, que está seu 20º dia, se prolongue diante do impasse que se mantém entre os democratas e o presidente Donald Trump, que pede o financiamento de um muro na fronteira com o México. Ontem, ele abandonou uma reunião com líderes democratas após afirmar que tem o "direito absoluto" de declarar uma emergência nacional para garantir recursos para o muro.

Sem solução para o caso, Trump cancelou sua viagem para Davos, prevista para 22 de janeiro, para a abertura do Fórum Econômico Mundial. O presidente norte-americana usou sua conta no Twitter para atribuir aos democratas a ausência no evento.

Diante do aumento da temperatura política e à espera de informações sobre a reunião entre Estados Unidos e China, os índices em Wall Street também passaram a oscilar próximos da estabilidade.

No radar ainda há a guerra fiscal entre China e Estados Unidos. Pela manhã, os países publicaram comunicados ressaltando que questões "comerciais" e "estruturais" foram discutidas na série de reuniões conduzidas entre delegações dos dois países nesta semana, em Pequim. 

Nenhuma das partes, contudo, apresentou conclusões definitivas ou acordos específicos, limitando-se a dizer que permanecerão em contato para definir os próximos passos.

O mercado esperava por alguma solução para a guerra comercial que não veio. Também não houve novidades no esperado discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, nesta tarde. 

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No mercado doméstico, o otimismo com a proposta da reforma da Previdência se mantém enquanto a equipe econômica de Jair Bolsonaro desenha os detalhes e sinaliza que não afrouxará regras para os militares.

Destaques da Bolsa
As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CIEL3 CIELO ON 11,09 +9,48 +24,75 234,34M
 RADL3 RAIADROGASILON 63,93 +4,61 +11,86 77,37M
 BTOW3 B2W DIGITAL ON 46,50 +3,84 +10,66 112,49M
 SMLS3 SMILES ON EJ 42,90 +3,13 -1,66 25,56M
 ABEV3 AMBEV S/A ON 16,85 +2,87 +9,56 389,52M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 TIMP3 TIM PART S/AON EJ 12,50 -3,77 +6,87 85,68M
 GGBR4 GERDAU PN 15,59 -2,56 +5,20 181,43M
 MRFG3 MARFRIG ON 5,51 -1,43 +0,92 13,17M
 EMBR3 EMBRAER ON 20,99 -1,36 -3,18 57,64M
 EGIE3 ENGIE BRASILON 36,22 -1,17 +9,69 56,20M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg 
 PETR4 PETROBRAS PN N2 25,26 -0,86 1,38B 1,90B 64.424 
 ITUB4 ITAUUNIBANCOPN ED 37,83 -0,68 940,25M 694,26M 44.461 
 VALE3 VALE ON 53,09 -1,12 880,32M 1,07B 45.912 
 BBDC4 BRADESCO PN EJ 41,77 -0,31 780,62M 608,94M 34.609 
 ITSA4 ITAUSA PN 12,95 -0,77 573,61M 278,04M 34.045 
 BBAS3 BRASIL ON 48,50 +1,46 495,35M 458,74M 26.686 
 ABEV3 AMBEV S/A ON 16,85 +2,87 389,52M 292,98M 38.545 
 CMIG4 CEMIG PN 13,83 +1,77 282,87M 172,45M 29.307 
 B3SA3 B3 ON 28,32 +1,11 280,10M 348,85M 30.113 
 SUZB3 SUZANO PAPELON 38,90 +1,38 253,68M n/d 23.811 

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)
IBOVESPA

Reforma da Previdência

O regime de capitalização a ser proposto na reforma da Previdência deve vigorar conforme a faixa de salário do segurado, segundo apurou o jornal Valor Econômico. A equipe econômica do governo Jair Bolsonaro discute o patamar a partir do qual será aplicado o sistema na proposta da reforma.

A ideia é deixar a população com menor renda no sistema atual, de repartição. O sistema de contas individuais seria usado para a maior renda. Se, por exemplo, o corte fosse de dois salários mínimos, 83,5% dos benefícios continuariam no sistema antigo.

Uma das propostas que o governo avalia fixa patamar de R$ 4.055, a partir do qual o profissional passaria a poupar para sua própria aposentadoria. A capitalização só valeria para os nascidos a partir de 2014, que entrariam no mercado de trabalho depois de 2030.

A capitalização deve valer também só para novos integrantes do regime previdenciário,cujo ano de nascimento a ser considerado como corte também ainda precisa ser definido. Com estas duas condicionantes, a percepção no Ministério da Economia é que o custo de migração do sistema seria relativamente baixo e mais viável de ser implementado, explica a reportagem. 

Do outro lado, lideranças da Câmara que devem votar a reforma da Previdência na próxima legislatura divergem sobre a introdução do sistema de capitalização proposto, informa o jornal O Estado de S. Paulo. O atual presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem defendido a urgência de se aprovar a reforma.

Ao mesmo tempo, alguns setores já reivindicam tratamento diferente na proposta, como os militares, cujo rombo na aposentadoria cresceu mais que o do INSS no ano passado. O déficit na previdência dos militares até novembro subiu 12,85% em relação ao mesmo período de 2017, de R$ 35,9 bilhões para R$ 40,5 bilhões.

O déficit dos servidores civis da União somou R$ 43 bilhões até novembro, alta de 5,22% em relação a igual período de 2017. Já o rombo no INSS subiu 7,4% na mesma base de comparação. Os valores são todos nominais e foram publicados pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O vice-presidente Hamilton Mourão disse que a reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso abrangerá as Forças Armadas. Em entrevista ao Estado, ele concordou com colegas militares de que a carreira tem características peculiares, mas afirmou que a proposta que modificará as regras para se aposentar no Brasil deve incorporar o aumento da exigência do tempo de contribuição da categoria, de 30 para 35 anos, além do pagamento de contribuição por parte das pensionistas. As regras atuais permitem que militares, homens e mulheres, se aposentem com salário integral após 30 anos de serviços prestados. 

Eleição no Senado 

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, decidiu ontem que a votação para a eleição da nova Mesa Diretora do Senado, prevista para 1º de fevereiro, deverá ser secreta. A decisão foi tomada pelo ministro em função do período de recesso no Judiciário. A decisão de Toffoli vale até o dia 7 de fevereiro, quando o plenário do STF deverá decidir se referenda sua liminar. 

Ao negar pedido feito pelo parlamentar, o ministro afirmou que geraria insegurança jurídica mudar, via liminar sem decisão do plenário, o formato de votação adotado há anos pela Casa. O raciocínio deve ser aplicado também em julgamento pendente referente às eleições para o comando do Senado.

(Com Agência Estado e Agência Brasil)

 

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