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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta quarta-feira

Confira no que ficar de olho na sessão desta quarta-feira (19)

Federal Reserve
(Flickr/Federal Reserve)

SÃO PAULO - As principais bolsas mundiais têm uma sessão de alta apesar da tensão pré-Fomc, com o mercado de olho em um possível sinal "dovish" da autoridade monetária americana. Por aqui, nova operação da Polícia Federal, governadores se mobilizando por reforma da Previdência e mais notícias agitam o mercado. Confira no que ficar de olho:

1. Bolsas mundiais

A sessão desta quarta-feira é de alta para os índices futuros norte-americanos e para as bolsas europeias enquanto os investidores aguardam a decisão de política monetária do Fomc (Federal Open Market Committee), cuja expectativa sobre os próximos passos tem levado a uma alta volatilidade nos mercados nas últimas sessões. 

O Fomc deve elevar o juro em 0,25 ponto percentual hoje, apesar da pressão contrária de Donald Trump, mas os investidores seguem atentos mesmo sobre sinalizações de pausa em 2019, diante de indícios de desaceleração da economia global e temores de que os EUA voltem a enfrentar uma recessão. Já no noticiário europeu, o rendimento dos títulos italianos despenca com a esperança de que a União Europeia ratifique um acordo sobre orçamento.

Na China, o dia foi de queda, com o Xangai Composto recuou 1,05%, a 2.549,56 pontos, em parte pressionado por ações de petrolíferas, que caíram na esteira de um novo tombo nas cotações do petróleo ontem. Há sinais, no entanto, de que EUA e China continuam tentando superar suas divergências comerciais. Segundo comunicado do Ministério de Comércio chinês, autoridades com nível de vice-ministro de ambos os país dialogaram sobre o comércio bilateral por telefone nesta quarta-feira.

Já no mercado de commodities, o petróleo interrompe série de 3 quedas após despencar 7,3% na véspera, com preocupações do mercado sobre excesso de oferta e desaceleração do crescimento. 

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Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h10 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,71%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,68%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,65%

*DAX (Alemanha) +0,47%

*FTSE (Reino Unido) +0,74%

*CAC-40 (França) +0,43%

*FTSE MIB (Itália) +1%

*Hang Seng (Hong Kong) +0,20% (fechado)

*Xangai (China) -1,05% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,60% (fechado)

*Petróleo WTI +0,82%, a US$ 46,62 o barril

*Petróleo brent +0,87%, a US$ 56,75 o barril

*Bitcoin US$ 3.812 +8,78%
R$ 15.199  +11,64% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,21%, a 487,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Fomc é destaque na agenda econômica

A decisão do Fomc sobre juros nos EUA, às 17h, com a fala às 17h30 à imprensa de Jerome Powell, é o grande destaque no mercado. A decisão ganha ainda mais importância porque há uma grande insegurança sobre o que está acontecendo e para onde vai a economia dos EUA, com os investidores temendo que uma recessão esteja se aproximando. 

Diante do temor da recessão, a expectativa é de que o Fed passe a ter uma postura mais "dovish" ("amena") e possa reduzir a quantidade de altas de juros nos próximos meses. A tensão agora fica para o caso da decisão desta quarta mostrar uma postura oposta, ou seja, "hawkish", com um ritmo mais intenso de elevações. Veja a análise completa clicando aqui. Também na agenda americana, será divulgado o dado de revenda de moradias às 13h e de estoques de petróleo semanal às 13h30. 

No Brasil, o Banco Central divulga fluxo cambial semanal às 12h30. Mais tarde, às 15h, o ministro da Fazenda Eduardo Guardia e  o presidente do BC Ilan Goldfajn participam de reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional). 

3. Noticiário político

As reformas em pauta para o ano que vem seguem sendo destaque no noticiário político de fim de ano. Conforme aponta o Estadão, governadores eleitos articulam frente para votar Previdência com regras que alcancem os servidores estaduais. A frente pró- reforma já tem o apoio de governadores de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Pará. Segundo a publicação, o futuro ministro da economia Paulo Guedes marcou para janeiro uma reunião com governadores para antecipar a reforma da Previdência. 

Já o Valor informa que o governo Bolsonaro vai adotar o projeto de reforma da Previdência enviado ao Congresso pelo presidente Michel Temer, em vez de formular e sugerir uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Contudo, a consultoria de risco político Eurasia faz um alerta em relatório: o plano de Bolsonaro de não distribuir ministérios para possíveis aliados no Congresso pode ser risco para reformas. A estratégia desagrada líderes partidários e presidente eleito provavelmente terá de revê-la parcialmente no ano que vem.

Vale ressaltar que  o presidente eleito  desembarca hoje (19) em Brasília para comandar a primeira reunião ministerial com sua equipe completa. Os 22 ministros já indicados deverão estar presentes na residência oficial da Granja do Torto, utilizada por Bolsonaro como residência oficial quando está em Brasília.

4. Nova operação da PF

A Polícia Federal cumpre hoje (19) oito mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo e indicado para a Casa Civil no governo de João Doria (PSDB), é um dos alvos da ação. Policiais federais foram ao apartamento dele em um bairro nobre de São Paulo.

As investigações têm como base informações transmitidas durante delações premiadas de executivos da J&F. O objetivo é apurar suposto recebimento de vantagens indevidas por parte de Kassab enquanto estava na prefeitura.

De acordo com a PF, as vantagens teriam sido exigidas pelo grupo empresarial do ramo dos frigorífico em troca da defesa de interesses, assim como para direcionar o apoio político na campanha presidencial de 2014. Kassab se pronunciou e afirmou que está "tranquilo" e que "não há nada que macule" sua imagem.

5. Noticiário corporativo

Em destaque no noticiário corporativo, o Ministério da Fazenda avalia que não há restrições em acerto Embraer-Boeing, afirma o Estadão. Já a Petrobras informou que o Conselho aprovou a distribuição de JCP de R$ 4,29 bilhões; também houve a 6ª emissão de R$ 3 bilhões em debêntures e novo plano previdenciário.

A Embraer assinou o contrato com Air Kiribati para até 4 jatos E190-E2, enquanto que, na CPFL Energia, André Dorf deixou a companhia, sendo substituído por Gustavo Estrella como CEO.

(Com Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)

 

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