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Gol salta 6% e Petrobras cai 3,8% com queda do petróleo; Estácio vira de alta de 3,6% para queda com novo CEO

Confira os destaques do mercado na sessão desta terça-feira (18)

fachada Petrobras
(Agência Petrobras / Stéferson Faria)

SÃO PAULO - O Ibovespa conseguiu subir apesar de perder força na reta final do pregão desta terça-feira (18) com o exterior de olho na reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) amanhã e com a derrocada de 7% do petróleo. 

Em meio a esse cenário, a Petrobras registrou queda, enquanto a Estácio virou de alta de 3,66% para queda de 1,69% com novo CEO. A Embraer, por sua vez, teve a segunda sessão de ganhos após o acordo fechado com a Boeing. Confira os destaques do mercado: 

Petrobras (PETR3;PETR4

Os preços do petróleo caíram cerca de 7% nesta terça, pela terceira sessão consecutiva, com relatos de estoques e previsões de produção recorde de xisto nos Estados Unidos, atualmente o maior produtor mundial, e na Rússia alimentando preocupações com o excesso de oferta, o que impacta os papéis da estatal.

Gol (GOLL4)

Enquanto as ações da Petrobras caíram, as da Gol dispararam em meio à queda do petróleo, uma vez que a baixa da commodity ajuda a diminuir os custos operacionais da empresa.

Recentemente, a companhia teve um forte movimento de ganhos em meio à liberação da abertura do capital das aéreas em até 100% para o capital estrangeiro. 

Estácio (ESTC3)

O Conselho da Estácio aprovou Eduardo Parente (ex-Vale) como novo presidente da companhia. O executivo substituirá Pedro Thompson, que deixará a empresa.

Parente atuava como diretor de projetos especiais na Vale, e já foi também presidente da MRS, da Prumo Logística e da Companhia Siderúrgica do Pecém.

O objetivo do novo presidente é liderar um processo de expansão por meio de aquisições. Atualmente a Estácio está participando do processo competitivo para a compra da Universidade Positivo, avaliada em R$ 550 milhões. 

"Thompson liderou a maior parte da recuperação operacional da Estácio, apresentando uma sequência de bons resultados, embora acreditemos que as habilidades e a experiência adquiridas por Parente ao longo de suas posições anteriores provavelmente serão importantes para a empresa em seu estágio atual", ressalta o Itaú BBA. 

Vale (VALE3) e siderúrgicas

As ações da Vale e siderúrgicas registram ganhos apesar das falas do presidente chinês que não agradaram o mercado na Ásia, ao não sinalizar políticas de estímulo à economia. 

Em discurso para comemorar o 40º aniversário das reformas econômicas chinesas, o presidente Xi Jinping disse nesta terça que o país vai se manter na trajetória atual de reformas e “jamais buscará a hegemonia”, numa tentativa de minimizar preocupações sobre sua excessiva influência econômica. Xi também manifestou apoio ao sistema multilateral de comércio, mas não fez referências diretas às atuais tensões comerciais entre Pequim e Washington.

O movimento recente é de alta para o minério de ferro. Os contratos futuros do minério de ferro na China subiram para uma máxima em quatro semanas na véspera, impulsionados por uma oferta apertada frente à menores estoques nos portos e com expectativas de demanda com a recomposição de estoques às vésperas do Ano Novo Chinês. Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4) também registram ganhos. 

B3 (B3SA3)

A XP Investimentos reiterou a recomendação de compra para os papéis de B3 após encontro com acionistas, elevando para 2019 o preço-alvo de R$ 30 para R$ 35. "Vemos a B3 bem posicionada para defender sua liderança devido à gestão competente, infraestrutura robusta e crescente oferta de produtos", escrevem os analistas.

Embraer (EMBR3)

Na última segunda-feira, a Embraer e a Boeing firmaram o acordo de joint venture. Agora, porém, o negócio precisa ser aprovado pelo governo para poder ser concluído.

Em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo, o vice-presidente eleito Hamilton Mourão afirmou que se Michel Temer procurar Jair Bolsonaro para tratar do tema, o aval pode sair rapidamente. Mourão classificou o acordo ainda como "fundamental", já que a maior concorrente da brasileira, a canadense Bombardier, já está aliada à Airbus, maior rival da Boeing. 

Taesa (TAEE11)

A Taesa acertou o contrato com a Âmbar Energia e Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia Milão para comprar 100% das ações da São João Transmissora de Energia e da São Pedro Transmissora de Energia. Além disso, o contrato inclui 51% das ações da Triângulo Mineiro Transmissora de Energia e da Vale do São Bartolomeu Transmissora de Energia.

O valor da transação foi de R$ 942,5 milhões e está sujeito à correção pela variação do CDI até a data de fechamento.

IMC (MEAL3)

A International Meal Company decidiu retomar a recompra de ações a partir desta terça-feira após a revogação da OPA lançada pela Abanzai Representações e do término do “período da OPA”.

O programa havia sido aprovado em 17 de setembro e previa a aquisição de até 13 milhões de ações ordinárias de sua própria emissão, correspondentes a 7,98% das ações em circulação da companhia, pelo prazo máximo de 1 ano, contados a partir de 18 de setembro de 2018.

MRV (MRVE3)

A Log teve aprovada a sua listagem no Novo Mercado da B3. As ações, com o ticker LOGG3, começam a ser negociadas em 21 de dezembro. No dia anterior, serão entregues aos acionistas da MRV, na proporção de suas participações no seu capital social, as ações emitidas pela Log.

Segundo comunicado, as ações da MRV passarão a ser negociadas ex-cisão a partir de 21 de dezembro, na proporção de 83,71% do preço do fechamento do dia anterior.

Telefônica Brasil (VIVT4)

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Christian Gebara, vice-presidente executivo que assumirá o comando da Telefônica em janeiro, afirmou que a operadora planeja expandir a oferta de serviços financeiros para incrementar a receita, como seguro para automóveis e microcrédito. O executivo não revelou, porém, com qual seguradora será a parceria.

Mahle Metal Leve (LEVE3)

O Itaú BBA reafirmou a recomendação de 'outperform' nos papéis de Mahle e rolou o preço-alvo para 2019, a R$ 35/ação - antes R$ 30 - o que implica em um potencial de alta de 45%. "Vemos um valuation muito atraente para as ações, com múltiplos convincentes, forte geração de caixa e retornos sólidos", escrevem os analistas.

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