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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Confira no que ficar de olho na sessão desta terça-feira (18)

Xi Jinping
(Bloomberg)

SÃO PAULO - A sessão é de leve alta para os índices futuros em Wall Street, mas o ambiente segue de tensão no exterior após a forte queda dos mercados de Nova York na véspera, com o mercado à espera da última decisão do Fomc no ano. O petróleo registra nova baixa, enquanto o presidente chinês Xi Jinping frustra o mercado ao não trazer qualquer compromisso em abrir ou estimular a 2ª maior economia do mundo durante discurso. Por aqui, atenção para o noticiário sobre reformas para o próximo governo e para a ata do Copom. Confira no que ficar de olho: 

1. Bolsas mundiais

Enquanto os índices futuros de Wall Street apontam para leve alta após o sell-off da véspera, as demais bolsas pelo mundo têm uma sessão de ajuste e caem forte acompanhando o movimento da véspera em Nova York. Esse é o caso das bolsas europeias, que já haviam sofrido com os dados mais fracos da economia da região. 

Enquanto isso, as bolsas asiáticas e a maioria dos metais recuam após fala do presidente chinês não trazer qualquer compromisso em abrir ou estimular a 2ª maior economia do mundo, que enfrenta sinais de desaceleração em meio à guerra comercial.  

Em discurso para comemorar o 40º aniversário das reformas econômicas chinesas, Xi Jinping disse nesta terça que o país vai se manter na trajetória atual de reformas e “jamais buscará a hegemonia”, numa tentativa de minimizar preocupações sobre sua excessiva influência econômica. Xi também manifestou apoio ao sistema multilateral de comércio, mas não fez referências diretas às atuais tensões comerciais entre Pequim e Washington. Em tom desafiador, Xi disse que "ninguém está em condições de ditar ao povo chinês o que deve ou não ser feito"

Nesse cenário, os investidores voltam seus olhos para o Fomc desta quarta: apesar da aposta em alta do juro de 0,25 ponto percentual nesta reunião, espera-se que o Fed, pressionado pelo presidente Donald Trump, sinalize pausa ou ritmo menor da alta em 2019. Ontem, No Twitter, Trump afirmou ontem ser “incrível” que o Fed esteja considerando outro aumento de juros num momento de “dólar forte e praticamente nenhuma inflação”. 

No mercado de commodities, o petróleo cai mais de 3% após dois dias seguidos de baixas superiores a 2% e chegou a ser cotado abaixo de US$ 49 esta manhã com alta da produção dos EUA ofuscando cortes da Opep.

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Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h10 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) +0,37%

*Dow Jones Futuro (EUA) +0,32%

*Nasdaq Futuro (EUA) +0,46%

*DAX (Alemanha) +0,43%

*FTSE (Reino Unido) -0,36%

*CAC-40 (França) -0,14%

*FTSE MIB (Itália) +0,28%

*Hang Seng (Hong Kong) -1,05% (fechado)

*Xangai (China) -0,82% (fechado)

*Nikkei (Japão) -1,82% (fechado)

*Petróleo WTI -3,21%, a US$ 48,28 o barril

*Petróleo brent -3%, a US$ 57,82 o barril

*Bitcoin US$ 3.498,07 -6,43%
R$ 13.483  +5,76% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,41%, a 486,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

 

2. Agenda econômica

Esta terça-feira marca o primeiro dia da reunião do Fomc, que será concluída amanhã e é esperada com ansiedade pelo mercado. Nesta sessão, atenção ainda para os dados de construção de casas novas de novembro às 11h30, assim como os de alvarás para construção.

Já o Banco Central divulgou ainda ata da reunião do Copom da semana passada, quando a taxa Selic foi mantida em 6,5% ao ano. A ata aponta que os membros do comitê avaliaram que a “conjuntura econômica com expectativas de inflação ancoradas, medidas de inflação subjacente em níveis apropriados ou
confortáveis, projeções que indicam inflação em direção às metas para 2019 e 2020 e elevado grau de ociosidade na economia prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de
juros abaixo da taxa estrutural”.

3. Reformas do novo governo no radar

As notícias sobre a reforma da previdência seguem no radar dos mercados neste final de ano. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que o futuro governo de Jair Bolsonaro faça a reforma da Previdência de uma vez só, e não "fatiada" por setores, de forma a evitar perder seu capital político sem concluir a votação toda. A estratégia defendida por Maia vai na contramão do que Bolsonaro afirmou há duas semanas.

Vale destacar que, ontem, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender o sistema de capitalização como o melhor para a Previdência, mas admitiu que já não é possível fazer uma transição que inclua todos os trabalhadores. Por isso, a saída é reformar o atual sistema de repartição, "geneticamente condenado", deixando o sistema de capitalização para gerações futuras. Guedes não fez menção à atual proposta de reforma da Previdência que está no Congresso.

 Enquanto isso, estudo de pesquisadores do Ipea, entre eles Adolfo Sachsida e Alexandre Ywata, que hoje compõe a equipe de Bolsonaro, propõe alterações na tributação de empresas, propondo inclusive o fim do Simples, conforme destaca a Folha

4. Pauta no STF para 2019

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, anunciou ontem (17) o julgamento para o primeiro semestre de 2019 de três temas polêmicos que aguardam análise do plenário da Corte: a prisão após condenação em segunda instância, a criminalização da homofobia e a descriminalização de usuários de drogas. 

Para 10 de abril, foi marcada a análise das três ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) que tratam do cumprimento imediato de pena após a confirmação de condenação em julgamento pela segunda instância da Justiça. O relator é o ministro Marco Aurélio Mello, que já cobrou diversas vezes o debate em plenário.

O tema pode ter impacto sobre a situação de milhares de presos pelo país, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encarcerado desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, após ter sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

O entendimento atual do Supremo permite a prisão após condenação em segunda instância, mesmo que ainda seja possível recorrer a instâncias superiores, mas essa compreensão foi estabelecida em 2016 de modo liminar (provisório), com apertado placar de 6 a 5. Na ocasião, foi modificada jurisprudência em contrário que vinha desde 2009.

5. Noticiário corporativo

Em destaque no noticiário de empresas, o Conselho da Estácio aprovou Eduardo Parente (ex-Vale) como novo presidente da companhia. O executivo substituirá Pedro Thompson, que deixará a empresa. 

Na última segunda-feira, a Embraer e a Boeing firmaram o acordo de joint venture. Agora, porém, o negócio precisa ser aprovado pelo governo para poder ser concluído. Em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo, o vice-presidente eleito Hamilton Mourão afirmou que se Michel Temer procurar Jair Bolsonaro para tratar do tema, o aval pode sair rapidamente. Mourão classificou o acordo ainda como "fundamental", já que a maior concorrente da brasileira, a canadense Bombardier, já está aliada à Airbus, maior rival da Boeing. 

Já em entrevista ao jornal Valor Econômico, Christian Gebara, vice-presidente executivo que assumirá o comando da Telefônica em janeiro, afirmou que a operadora planeja expandir a oferta de serviços financeiros para incrementar a receita, como seguro para automóveis e microcrédito. O executivo não revelou, porém, com qual seguradora será a parceria.

(com Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)

 

 

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