Em mercados / acoes-e-indices

Ibovespa sobe 1% e dólar desaba quase 2% com alívio na guerra EUA-China e Brexit

Índice se distancia da máxima do dia, mas se mantém acima dos 87 mil pontos

Dólar
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O novo dia de alívio nas tensões comerciais entre EUA e China e a alta das commodities guiam mais uma sessão de ganhos para o Ibovespa, com o índice voltando ao patamar de 87 mil pontos. No exterior, atenção ainda para a Europa e à discussão sobre o Brexit, com notícias de que a primeira-ministra Theresa May terá um voto de confiança do Parlamento.

Às 13h01 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira tinha ganhos de 1,04%, aos 87.320 pontos, após chegar a avançar 1,52% na máxima do dia. Já o dólar comercial tem queda de 1,86%, cotado a R$ 3,8478. Nos EUA, os índices abriram com alta expressiva, com o Dow Jones subindo 0,99%, mesma variação do S&P 500.

No exterior, o anúncio da China de corte das tarifas de importação para automóveis dos EUA de 40% para 15%, a libertação da CFO da Huawei, Meng Wanzhou, sob fiança e a declaração de Trump de que intervira no caso Huawei se necessário, trouxeram esperança de um acordo comercial entre EUA e China, dando suporte às principais bolsas mundiais.

Além disso, os EUA tiveram como destaque na agenda econômica os dados de preços ao consumidor de novembro que saíram no final da manhã. Contudo, não houve um reflexo significativo nos mercados uma vez  que ficaram em linha com o esperado ao não haver variação de um mês para outro. 

Enquanto isso, na Europa, a libra se fortalece com o apoio de ministros à premiê britânica Theresa May, que deve enfrentar um voto de confiança nesta quarta-feira em meio à turbulência envolvendo o Brexit no Reino Unido.

Por aqui, em meio ao maior ânimo na relação entre as duas maiores economias mundiais, as ações da Vale (VALE3) e siderúrgicas sobem forte, assim como os papéis da Petrobras (PETR3PETR4), que também sobem forte de olho no desempenho do petróleo - que avança quase 2% com otimismo sobre estoques e alívio em tensões comerciais -, e com as atenções voltadas para o TCU, onde pode haver análise sobre a cessão onerosa. 

O mercado também acompanha os próximos passos do novo governo para a aprovação de reformas e a última reunião do Copom de 2018, com expectativa de manutenção dos juros em 6,5% ao ano pela sexta reunião seguida.

Neste cenário, os principais contratos de juros futuros com vencimentos curtos ficam próximos à estabilidade, caso da taxa do contrato para janeiro de 2019, que fica a 6,40%. Já o DI com vencimento em janeiro de 2023 tem queda de 10 pontos-base, a 9,09%.

Vale destacar ainda que esta quarta-feira (12) marca o vencimento de opções sobre o índice futuro, o que pode ajudar a elevar a volatilidade no pregão. 

Noticiário corporativo

Mais uma vez, atenção para a cessão onerosa. O tema será tratado hoje em reunião extraordinária do TCU. Segundo a área técnica do tribunal, o aval da Corte é suficiente para que o governo realize o megaleilão da reserva excedente do contrato de cessão onerosa firmado com a Petrobras. 

Também entre as blue chips, a Vale assinou acordo com a Hankoe FIP para adquirir por US$ 500 milhões a New Steel, que desenvolve tecnologias de beneficiamento de minério de ferro. 

Já a Alpargatas fechou parceria para criar joint venture na Índia. Alpargatas Índia desenvolverá o negócio de “Havaianas” na Índia e será detida pela Alpargatas e Shoezone Lifestyle, uma sociedade controlada da Periwinkle. 

Entre outros destaques, a Sanepar aprovou investimentos de R$ 7,12 bilhões para o período de 2019 a 2023, o Cade aprovou a compra de fatia da Intesa pela Equatorial, a CVM negou o pedido para alterar a data da assembleia da IMC de 13 de dezembro e a Unidas  aprovou o programa de ADRs nível 1. O mercado também seguirá de olho nos desdobramentos do pedido de recuperação judicial da Avianca Brasil, que fizeram os papéis da Gol e Azul dispararem na véspera com a análise de menor concorrência para o setor aéreo (veja mais clicando aqui).

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 USIM5 USIMINAS PNA 9,22 +5,37 +1,76 126,59M
 CSNA3 SID NACIONALON 9,09 +4,84 +8,47 60,68M
 SBSP3 SABESP ON 30,38 +4,43 -8,88 94,09M
 RENT3 LOCALIZA ON 28,15 +3,38 +28,27 44,82M
 BRML3 BR MALLS PARON 13,19 +3,29 +4,32 40,45M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BTOW3 B2W DIGITAL ON 37,03 -1,10 +80,63 25,96M
 ENBR3 ENERGIAS BR ON 13,82 -0,58 +2,41 9,17M
 MRVE3 MRV ON 11,95 -0,33 -16,61 22,71M
 CPLE6 COPEL PNB 31,93 -0,22 +28,50 6,87M
 EGIE3 ENGIE BRASILON EB 34,93 -0,13 +5,77 24,38M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Seja sócio das maiores empresas da bolsa com TAXA ZERO de corretagem! Clique aqui e abra uma conta na Clear! 

Reformas no radar

Conforme já esperado, o futuro ministro da Economia Paulo Guedes indicou o economista e deputado federal não reeleito Rogério Marinho para a Secretaria da Previdência e Leonardo Rolim, consultor de orçamento da Câmara e especialista em Previdência, como secretário adjunto. 

Marinho é filiado ao PSDB e foi relator da reforma trabalhista, podendo ajudar Guedes a negociar a Reforma da Previdência no Congresso. Marinho afirmou que quer aprovar a reforma ainda no primeiro semestre de 2019.

Já o Globo informa que a equipe de transição estuda amplo plano de revisão de impostos, incluindo aumento da alíquota da Previdência de servidores e militares. Os técnicos avaliam que arrocho fiscal que precisa ser implementado requer cortes de gastos e ajustes do lado das receitas, embora Jair Bolsonaro tenha assumido compromisso de não aumentar impostos. 

No campo econômico, a comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou na última terça o relatório da reforma tributária. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 293/04 extingue nove tributos federais (ISS, ICMS, IPI, PIS, Cofins, Cide, salário-educação, IOF e Pasep), o ICMS estadual e o ISS municipal. Em substituição a esses impostos, serão criados dois novos tributos: o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS) e o Imposto Seletivo, um imposto sobre bens e serviços específicos, de competência federal.

 

Seja sócio das maiores empresas da bolsa com TAXA ZERO de corretagem! Clique aqui e abra uma conta na Clear! 

(Com Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)

 

 

Contato