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Petrobras sobe 2%; Vale e siderúrgicas avançam com China e Suzano cai 3% com queda da celulose

Confira os destaques corporativos do pregão desta terça

fachada Petrobras
(Agência Petrobras / Stéferson Faria)

SÃO PAULO - Após uma sessão de fortes perdas, o Ibovespa ensaia uma sessão de recuperação nesta terça-feira (11), acompanhando o ambiente de maior tranquilidade observado nos mercados internacionais, mas com os investidores ainda atentos aos desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, às idas e vindas do Brexit no Reino Unido e às consequências dos acenos dados presidente francês Emmanuel Macron à sociedade após a onda de protestos dos "coletes amarelos", há quatro semanas. No ambiente doméstico, as preocupações vindas da política não são suficientes para provocar uma nova onda vendedora na bolsa.

Confira os destaques do radar corporativo desta terça-feira:

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras elevou em 2,3% o preço do litro da gasolina nas refinarias, de R$ 1,5585 para R$ 1,5942, com validade a partir desta terça-feira (11). Para a próxima quarta-feira (12), a estatal manteve o preço da gasolina inalterado nas refinarias. O preço do diesel, por sua vez, permanece o mesmo desde 29 de novembro, a R$ 1,7984/litro.

O Bradesco BBI revisou suas estimativas para PETR4, incluindo os preços mais baixos do brent no curto prazo e a maior venda de ativos em 2019/2020. Para isso, foi reduzido o preço-alvo de R$ 40 para R$ 37 e mantida a recomendação de ‘outperform’ (performance acima da média do mercado).

“A recomendação de outperform foi mantida por conta de um valuation persistentemente atrativo e fluxo de notícias positivo, o que, apesar dos atrasos, deve se materializar”, escrevem os analistas.

Nesta sessão, contribui para a recuperação após a derrocada da véspera o desempenho positivo do petróleo no mercado internacional. Às 10h18 (horário de Brasília), o barril tipo WTI avançava 1,06%, a US$ 51,54, ao passo que o brent subia 0,75%, a US$ 60,42.

Eletrobras (ELET3; ELET6)

A Eletrobras concluiu ontem a venda da Amazonas Energia, seu ativo mais problemático e ineficiente. A distribuidora foi arrematada com deságio de 0% por um consórcio formado pelas empresas familiares do Norte Oliveira Energia.

A Amazonas Energia será vendida com uma dívida de R$ 2,2 bilhões, e o comprador terá que fazer uma capitalização imediata de R$ 491 milhões, além de investimentos de $ 2,7 bilhões nos próximos cinco anos.

Apesar da concretização da venda, o Tribunal Regional do Trabalho concedeu liminar suspendendo o leilão da Amazonas Energia e do Ceal, devido à ausência de estudos sobre o impacto da privatização da empresa para seus trabalhadores.

Em comunicado, a Eletrobras afirmou que não foi intimada pelo TRT e que o único leilão que poderia ser alvo de liminar é a Ceal. A empresa disse que “tomará as providências judiciais necessárias, deixando o mercado informado dos próximos passos relacionados ao processo de desestatização das empresas de distribuição”.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

A Vale planeja investir US$ 467 milhões até 2023 en IoT (internet das coisas, na sigla em inglês), um dos pilares do programa de transformação digital para a empresa avançar na indústria 4.0. Segundo o jornal o Valor Econômico, já são 120 projetos em andamento. Os papéis da companhia operam em alta nesta sessão, respondendo ao desempenho positivo do minério de ferro no mercado internacional e a uma percepção de arrefecimento nas tensões comerciais entre EUA e China.

O dia também é positivo para as siderúrgicas, com os papéis de Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) subindo mais de 1%. Contribui para o movimento a notícia de que o governo de Tangshan, cidade Chinesa, anunciou que investigou a má execução do controle de produção de aço, sinalizando que 11 siderúrgicas não estão cumprindo com os requisitos. O corte de inverno para este ano planeja retirar 18,59 mnt, ou seja, 31,55% de controle de produção, entre 1º de outubro e 31 de março. A expectativa de analistas é que, com a adoção de métodos mais rígidos para a atuação das siderúrgicas, seja mais provável a sustentação dos preços do aço, o que beneficia as companhias brasileiras do setor.

Valid (VLID3)

De acordo com a Brasil Plural, os acionistas da Valid decidiram ontem aumentar o poison pill (regras de dispersão acionária) da empresa de 20% para 35%, depois que o fundo do Alaska propôs a eliminação completa da mesma. Poucos investidores foram contra a remoção da poison pill. A proposta foi feita pelo fundo Teorema.

Pão de Açúcar (PCAR4)

O Grupo Pão de Açúcar anunciou ontem a aquisição do James Delivery, um aplicativo que reúne funcionalidades como encomenda e entrega de produtos de restaurantes, drogarias e supermercados. A compra faz parte do modelo de marketplace alimentar que o grupo deseja alcançar, “integrando em uma única plataforma o varejo como um todo”.

Saraiva (SLED4)

A rede de livrarias Saraiva suspendeu a distribuição de dividendos de R$ 5,8 milhões, referentes ao exercício de 2015, devido ao pedido deferimento do pedido de recuperação judicial. O pagamento estava previsto para 18 de dezembro.

Ambev (ABEV3)

A AB Inbev, controladora da Ambev, teve a sua nota de crédito cortada de A3 para Baa1 pela agência de classificação de rating Moody’s. A agência já tinha colocado o rating em revisão para possível rebaixamento em outubro.

Carrefour (CRFB3)

O Itaú BBA rolou o preço-alvo para os papéis de Carrefour para R$ 22 em 2019, contra R$ 20 em 2018. “Estamos mantendo a nossa recomendação de ‘outperform’ porque a operação do varejo do Carrefour tem melhorado enquanto o Atacadão tem performado com altas margens. O varejo está mostrando sinais de recuperação, com a melhora da dinâmica dos preços”.

Suzano (SUZB3)

Na China, os preços de celulose de fibra curta, material produzido pela Suzano, tiveram a maior queda do ano, de US$29,51/t, para US$706,9/t, depois de terem caído US$13,78/t na semana passada. Os preços de fibra longa também recuaram em US$6,66/t para US$803,21/t, ficando o diferencial de preços em US$96,31/t. Já na Europa, os preços da celulose de fibra curta caíram US$16,55/t, após um longo período estável, para US$1.033,45/t. Os preços de fibra longa também recuaram, com queda de US$25,99/t, para 1.203,33/t. 

Na opinião da XP Investimentos, esse cenário deve impactar negativamente o desempenho das ações da Suzano no pregão de hoje.

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