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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta sexta-feira

Petróleo e dados de emprego dos EUA estão no radar dos investidores

Ibovespa compra venda trader gráfico
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após a leve queda do Ibovespa na sessão anterior pressionada pelas perdas de Petrobras com a derrocada do petróleo, o mercado doméstico se volta mais uma vez ao exterior, ainda de olho na reunião da Opep e em dados de emprego nos Estados Unidos. 

Por aqui, a agenda doméstica traz os números da inflação do mês de novembro.

Veja no que ficar de olho nesta sexta-feira (7):

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas retomam o fôlego após as fortes quedas com os investidores otimistas após o Wall Street Journal publicar reportagem sugerindo que o Fed poderá elevar juros de forma ainda mais gradual do que se esperava. Segundo o WSJ, o Fed está considerando dar uma sinalização de cautela em sua próxima reunião, nos dias 18 e 19, quando deverá elevar juros pela quarta vez este ano, e os dirigentes da instituição não sabem quando poderá haver um novo aumento das taxas depois deste mês.

Na Europa, as altas das ações de tecnologia dão suporte à recuperação dos índices. Os futuros em Wall Street apontam para abertura em queda, ainda impactados pelo "sell-off" do petróleo. 

Os preços da commodity seguem em queda no último dia de reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e países aliados, liderados pela Rússia, que se reúnem em Viena para tentar chegar a um acordo sobre a crise do setor.

Ontem, o ministro da Energia da Arábia Saudita disse que um corte de 1 milhão de barris por dia seria suficiente o grupo, um valor abaixo do esperado. Um painel de economistas da Opep, que revisou cenários para a reunião, recomendou um corte total na produção de 1,3 milhão de barris por dia em relação aos níveis de outubro. 

Ao fim do primeiro dia de reunião, a Opep chegou a um acordo preliminar para cortar a produção de petróleo, mas aguarda a Rússia, importante aliada e que está fora do grupo, para decidir os volumes exatos a serem cortados, segundo fontes ouvidas pela Reuters. 

Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h06 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,33%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,32%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,33%

*DAX (Alemanha) +0,92%

*FTSE (Reino Unido) +1,46%

*CAC-40 (França) +1,420%

*FTSE MIB (Itália) +0,94%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,35% (fechado)

*Xangai (China) +0,03% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,82% (fechado)

*Petróleo WTI -0,43%, a US$ 51,27 o barril

*Petróleo brent -0,07%, a US$ 60,02 o barril

*Bitcoin US$ 3.344,70 -11,96%
R$ 13.369 +1,28% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,64%, a 475,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Conexão Brasília

O Conexão Brasília desta semana entrevista Leopoldo Vieira, analista político da consultoria Idealpolitik. Na pauta, os encontros do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) com as lideranças e bancadas partidárias e as sinalizações de prioridade de pauta. O futuro dos 14 partidos políticos atingidos pela cláusula de barreira também será tema do bate-papo. O programa é transmitido ao vivo, a partir das 14h45 (horário de Brasília), pela IMTV e página do InfoMoney no Facebook

3. Agenda econômica

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), relativo ao mês de novembro será divulgado às 9h (de Brasília) e deverá apresentar deflação de 0,09% no mês e inflação de 4,17% no acumulado dos últimos 12 meses, aponta a mediana da pesquisa da Bloomberg.

Nos Estados Unidos, destaque para o relatório do mercado de trabalho, às 11h30 (de Brasília). Segundo estimativas da Rosenberg Associados, a economia norte-americana deve ter mantido a taxa de desemprego em 3,7% em novembro - no menor nível em quase cinco décadas. O ritmo de geração de postos de trabalho segue com média em 12 meses ao redor de 200 mil. Em novembro, a Rosenberg estima a geração de 205 mil vagas ante 250 mil postos de trabalho em outubro.

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A inflação de salários tem ficado abaixo do nível observado antes da crise de 2008, a despeito da aceleração observada nos últimos meses, e deve mostrar alta de 0,3% no valor por hora trabalhada ante 0,2% no mês anterior.  

Para conferir a agenda completa de indicadores e resultados, clique aqui.

4. Noticiário político 

O governo Michel Temer deixará como herança a Jair Bolsonaro pelo menos R$ 335,6 bilhões de investimentos já engatilhados, fruto de privatizações e concessões realizadas nos últimos anos, e outros R$ 195 bilhões em projetos em fase de preparação. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. 

Do lado de Bolsonaro, a atuação intensa de seus filhos preocupa integrantes da equipe do presidente eleito, informa a colunista da Folha, Mônica Bergamo. O vereador Carlos Bolsonaro, do Rio, é o que mais causa apreensão, desde a campanha eleitoral.

O parlamentar é considerado o mais tempestuoso dos três filhos de Bolsonaro que seguiram carreira política. E o mais propenso a gerar crises, ainda que permaneça distante do núcleo do futuro governo. Carlos Bolsonaro já se desentendeu com o futuro secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno
e acaba de comprar briga com um dos parlamentares eleitos mais próximos do futuro presidente, Julian Lemos (PSL-PB).

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Na equipe econômica de Bolsonaro, o time liderado por Paulo Guedes diverge sobre o uso de proposta da reforma da Previdência que já tramita na Câmara, especialmente pela criação de uma idade mínima de aposentadoria. Técnicos insistem que o melhor caminho é apresentar uma nova proposta, destaca reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. 

5. Noticiário corporativo

A Petrobras vai iniciar a oferta de recompra de até US$ 1,5 bilhão em Global Notes emitidos pela subsidiária Petrobras Global Finance. A oferta será feita em dois grupos: o primeiro será de até US$ 1 bilhão com 4 papéis: um com vencimento em janeiro de 2021 e juros de 5,375%; outro de maio de 2021 e cupom de 8,375%; janeiro de 2022 e cupom de 6,125% e o último com vencimento em maio de 2023 e juros de 4,375%.

A Rumo escolheu João Alberto Fernandez de Abreu como novo presidente da companhia. O atual presidente, Julio Fontana, permanece no cargo até 1º de abril, quando assume Fernandez, mas deve continuar até novembro de 2019.

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A justiça federal de São Paulo concedeu liminar na tarde de ontem para suspender a fusão entre Embraer e Boeing. De acordo com o G1, o objetivo da decisão é evitar atos concretos que sejam impossíveis de serem revertidos, diante da proximidade do recesso judiciário e da posse do novo presidente. As ações da companhia caíram 2,7% após a notícia.

Em comunicado, a Embraer afirma que a medida é liminar e que “não opõe qualquer tipo de obstáculo à continuidade das negociações entre as duas empresas”. A companhia afirmou que “tomará todas as medidas judiciais cabíveis para reverter a referida decisão”.

A Gafisa arquivou um pedido junto à SEC (órgão regulador dos mercados de capitais dos EUA) para “deslistar voluntariamente” suas ações da NYSE. A expectativa da companhia é que as ações sejam deslistadas em 17 de dezembro e que o último dia de negociação seja 14 de dezembro.

De acordo com o Valor Econômico, o Carrefour montou uma equipe multidisciplinar para administrar a crise enfrentada pela empresa desde a agressão e morte de um cachorro na loja da rede em Osasco (SP). A equipe conta com operações, marketing e comunicação e segurança.

A EZTec anunciou ontem a meta para 2019 de lançar um Valor Geral de Vendas (VGV) na faixa de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão. Os projetos para os padrões médio, médio-alto e alto devem responder por 75% do plano de lançamentos da companhia, enquanto os empreendimentos das faixas 2 e 3 do Minha Casa Minhas Vida ficarão com 25% do total.

 

 

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