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Ibovespa Futuro acompanha "calmaria" externa antes de importantes eventos e tem leve alta; dólar cai

Fala do presidente do Federal Reserve, PIB dos EUA, leilão de linha do BC e cessão onerosa são destaques no mercado

Bandeira Estados Unidos
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Acompanhando os mercados internacionais, o Ibovespa Futuro tem uma sessão de relativa calmaria nessa quarta-feira (28), mas de olho em diversos eventos no mercado nacional e internacional que podem influenciar o humor dos investidores.

Às 9h07 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice com vencimento em dezembro registrava alta de 0,20%, a 88.130 pontos, enquanto o dólar futuro caía 0,31%, a R$ 3,863. O dólar comercial tinha baixa de 0,31%, a R$ 3,8647 na venda. 

Os mercados mundiais ficam de olho na fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e na divulgação do PIB dos EUA. No Brasil, o mercado aguarda por nomeações do futuro governo de Jair Bolsonaro, acompanha uma nova oferta de leilão de linha de dólar pelo Banco Central, além de ficar de olho no desenrolar da cessão onerosa.  

Vale destacar que, na Ásia, as principais bolsas fecharam com ganhos de mais de 1% em meio a esperanças renovadas para o encontro que os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, terão neste fim de semana para discutir suas divergências comerciais.

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Ontem, as bolsas de Nova York terminaram em alta, apagando perdas do começo do pregão, após o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmar que Washington está “se comunicando bastante” com o governo chinês, antes do aguardado encontro de Trump e Xi durante a cúpula do G-20 (grupo dos 20 países mais industrializados do mundo), na Argentina.

A expectativa é que os líderes das duas maiores economias do mundo busquem superar diferenças no âmbito comercial, depois de aplicarem tarifas a bilhões de dólares em produtos um do outro. Trump e Xi deverão conversar durante jantar na noite de sábado (01).

No mercado de commodities, o petróleo sobe, com o WTI voltando a ser negociado por volta dos US$ 52, enquanto os metais se valorizam em Londres e minério de ferro interrompe queda.

Agenda do dia

Em destaque, o Federal Reserve, Jerome Powell, fala às 15h, em Nova York; antes, às 11h30, os EUA divulgam PIB anualizado do terceiro trimestre, com estimativa de alta de 3,5% na base de comparação trimestral. Às 13h, saem vendas de casas novas de outubro, com estimativa de alta de 4%.

Já no Brasil, o Banco Central fará dois leilões de linha nesta quarta, de até US$ 1 bilhão, um das 12h15 às 12h20 e outro das 12h35 às 12h40, após o dólar fechar abaixo de R$ 3,90 nesta terça-feira e devolver parte do ganho do dia anterior, quando a moeda saltou 2,5%. Os leilões mostram o BC vigilante para evitar que mercado fique disfuncional. O BC também oferta até 13.600 contratos de swap cambial para rolagem de contratos de dezembro, das 11h30 às 11h40, com resultado a partir das 11h50.

A autoridade monetária ainda divulga o fluxo cambial semanal, às 12h30 enquanto que o presidente do BC, Ilan Goldfajn, participa de entrevista sobre Balanço da Agenda BC+ às 10h, de reunião com equipe da S&P, e Nathalia de Almeida, do Tesouro, para conversar sobre a transição de governos, às 15h15, em Brasília.

Às 14h30, o BC divulga o relatório de crédito de outubro, com expectativa de crescimento do volume de 0,5% na base mensal, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg. 

InfoMoney TV

O programa InfoMoney/UM BRASIL recebe Christopher Garman, diretor para Américas da consultoria de risco político Eurasia.

Na pauta, o mês de Jair Bolsonaro (PSL) após a vitória nas eleições presidenciais e as expectativas para seu governo depois das primeiras sinalizações dadas.

A entrevista será transmitida ao vivo, a partir das 10h30 (horário de Brasília), pela IMTV e pelos canais do InfoMoney no Facebook e YouTube.

Noticiário político

O mercado segue de olho nas nomeações de Jair Bolsonaro para o governo. Coma nomeação de Tarcísio de Freitas para a Infraestrutura, o presidente eleito admite que o número de ministérios em seu governo deve chegar a 20, conforme informa o jornal O Globo. A expectativa é pelo nome do Meio Ambiente: segundo o Estadão, entre os cotados está o advogado Ricardo Salles, de 43 anos. Um dos criadores do Movimento Endireita Brasil (MEB), Salles foi secretário de Meio Ambiente de São Paulo no governo de Geraldo Alckmin (PSDB) e este ano concorreu a deputado federal pelo Novo, mas não se elegeu.  

Os desafios para a aprovação de reformas também segue chamando a atenção dos investidores. Segundo o Estadão, em almoço com investidores e empresários estrangeiros, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito, teria dito que o governo talvez não consiga votos para aprovar a reforma da Previdência no Congresso. Segundo o jornal, ele disse que a reforma será difícil, será uma briga, e que talvez não se consiga fazer, mas será feito o melhor. 

Enquanto isso, às vésperas de se reunir com Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, o assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, classificou a vitória do político brasileiro como uma "oportunidade histórica" para as relações com o Brasil.  Segundo Bolton, Trump e Bolsonaro podem levar a relação bilateral a um novo nível. 

No Congresso, o debate sobre a cessão onerosa segue no radar. Ontem, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, disseque teve diversas reuniões, inclusive com o futuro ministro da economia, Paulo Guedes, e que acordo sobre a cessão onerosa está muito próximo, o que fez a Petrobras disparar. Já o futuro presidente da estatal, Roberto Castello Branco, saiu mais cedo de reunião no TCU e diz que desfecho da cessão onerosa depende do Senado - contrariando informação dada na véspera pelo Estado de que a equipe de Guedes iria tentar implementar a medida sem passar pelo Congresso.

O megaleilão do pré-sal é alvo de disputa entre o Congresso e as equipes do futuro governo - a favor de destinar 20% dos recursos a estados e municípios - e a do atual, que é contra por temer efeito no orçamento. Segundo o Valor, acordo tríplice entre as duas equipes e o Senado está praticamente fechado.

Noticiário corporativo

Ainda sobre Petrobras, a companhia informou que a produção de petróleo e gás em outubro foi de 2,66 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Além disso, o CARF decidiu de forma desfavorável à estatal em processos de R$ 7 bilhões. A companhia também informou que o plano de Negócios 2019-2023 ainda está em discussão e que mantém plano de retomar unidade da Replan em novembro.

Na BB Seguridade, houve o pedido de renúncia de Antônio Maurício Maurano aos cargos de diretor-presidente e membro do Conselho de Administração. O atual diretor de Gestão Corporativa e Relações com Investidores da BB Seguridade, Werner Romera Süffert, vai acumular interinamente a função de diretor-presidente. 

A Unidas aprovou oferta pública de 38 milhões de ações, a Cemig reapresentou ITRs dos segundo e terceiro trimestres por divergência em amortização e o Valor informa que o BMG segue com IPO e busca R$ 2 bilhões.

(Com Agência Estado, Bloomberg e Agência Brasil)

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