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Ibovespa Futuro sobe seguindo exterior; dólar tem leve baixa após BC anunciar leilões de linha para conter disparada

Dólar e bolsa
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Ibovespa Futuro registra uma sessão de leve alta após a baixa na véspera, enquanto o dólar futuro tem leve queda, quando o mercado brasileiro se descolou do internacional e a divisa americana teve a maior alta desde o Joesley Day em meio a  maior remessa de recursos ao exterior - típica de fim de ano -, a desvalorização das commodities e também de olho nas propostas do governo de Jair Bolsonaro. 

Às 9h06 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em dezembro registra alta de 0,29%, a 85.815 pontos, enquanto o dólar futuro tinha queda de 0,85%, a R$ 3,905. Vale destacar que, após a forte alta do dólar na véspera, ultrapassando os R$ 3,90 pela primeira vez desde antes do primeiro turno das eleições, o Banco Central anunciou que fará dois leilões de linha nesta terça, de até US$ 2 bilhões, um das 12h15 às 12h20 e outro das 12h35 às 12h40. 

Analistas se dividem sobre leilão de linha após dólar subir 2,7%, com real descolado da maioria de emergentes na maior parte da sessão. O BC costuma realizar leilões de linha a cada final de ano para fornecer liquidez ao mercado, dada a necessidade de empresas remeterem recursos aos exterior para pagamento de dividendos e outros, mas BC tem usado swap cambial quando o real mostra comportamento muito descolado.

No exterior, a sessão é de também de baixas variações para o S&P futuro e ações europeias, mesmo após a advertência do presidente americano sobre tarifas jogar dúvidas sobre a perspectiva de um cessar-fogo na guerra comercial com China. Donald Trump afirmou que deve prosseguir em plano de elevar tarifa contra produtos chineses em US$ 200 bilhões. 

Na Ásia, o dia foi majoritariamente de ganhos, apesar dos comentários de Trump. Na China especificamente, os mercados tiveram comportamento misto hoje, também na esteira de um indicador desfavorável.  Os dados oficiais revelaram que o avanço nos lucros de grandes empresas industriais chinesas voltou a desacelerar. Em outubro, os ganhos do setor industrial chinês tiveram expansão anual de 3,6%, menor que o aumento de 4,1% verificado no mês anterior.

Entre as commodities, o dia é de queda liderado pelo cobre, enquanto petróleo brent chegou a negociar abaixo de US$ 60, enquanto o mercado monitora G20 em Buenos Aires, onde devem se encontrar líderes de grandes produtores como Arábia Saudita, Rússia. As ações de mineradoras caem na Europa; o minério de ferro recua pelo 4º dia na China com baixa da rentabilidade das usinas no país. 

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Agenda do dia

Em destaque na agenda dos EUA, o vice-presidente do Federal Richard Clarida fala às 11:30 em conferência em Nova York, após afetar mercado em pronunciamento anterior em que apontou desaceleração da economia; outros dirigentes do Fed como Raphael Bostic (Atlanta) e Charles Evans (Chicago) falam às 17h30; amanhã, o presidente Jerome Powell falará em Nova York. 

No Brasil, às 10h30, sai arrecadação de outubro, com estimativa de crescimento para R$ 127 bilhões, ante R$ 110,7 bilhões de setembro, além de dados de conta corrente e Investimento Estrangeiro Direto.

Noticiário político

O Senado Federal pode votar nesta terça-feira, 27, o projeto de revisão do contrato de cessão onerosa da Petrobras. A proposta é o primeiro item da pauta, mas ainda depende de acordo com a equipe econômica. Na prática, o projeto autoriza a Petrobras a transferir até 70% dos direitos de exploração de petróleo do pré-sal, na área cedida onerosamente pela União, para outras petroleiras privadas.

As negociações estão sendo capitaneadas pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

A equipe do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, informa o jornal, quer viabilizar megaleilão de petróleo sem depender de aprovar o projeto que está no Congresso. Uma reunião técnica no TCU com representantes de Guedes serviu de preparação para a estratégia que pode ser adotada nos próximos dias, destaca o Estadão. A avaliação é que o projeto de lei, embora dê conforto ao governo, não é fundamental para a assinatura do acordo.

Ainda sobre a equipe econômica, a coluna de Sonia Racy no Estadão aponta que governo Bolsonaro não deve privatizar a Caixa, mas deve fazer IPOs da Caixa Seguridade e Caixa Cartões.

Por fim, vale destacar que, no final da tarde de ontem, Michel Temer sancionou o reajuste dos ministros do STF. Com a sanção do presidente, o ministro do STF Luiz Fux irá revogar auxílio-moradia para juízes. Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o reajuste pode ter um outro efeito, que pode pesar ainda mais nas contas públicas: os líderes do Congresso dizem que, após o presidente Michel Temer sancionar o reajuste , haverá um movimento para que o Legislativo também engorde seu contracheque. 

Noticiário corporativo

Além de Petrobras, outras notícias são destaque no radar corporativo. A Gafisa decide deslistar ações da Bolsa de Nova York, enquanto a Light não mais avalia possibilidade de oferta pública de ações.

Também vale ficar de olho no Senado:  hoje, o Senado brasileiro poderá votar o Projeto de Lei 392, que permite que os trabalhadores retirem seus depósitos do FGTS em casos de demissões voluntárias. "Acreditamos que a probabilidade de aprovação é muito baixa, mas notamos que há muito em jogo, uma vez que isso pode ser bastante prejudicial à sustentabilidade de longo prazo do FGTS", aponta o Itaú BBA, destacando que isso poderia prejudicar as construtoras de baixa renda. 

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