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Gol cai 8% com petróleo e dólar, Petrobras ameniza ganhos; Totvs salta 7% com novo CEO e Cielo cai quase 5%

Confira os destaques do mercado na sessão desta segunda-feira (26)

Smiles avião Gol
(Divulgação)

SÃO PAULO - Após ficar em alta praticamente durante toda a sessão, o Ibovespa passou a registrar perdas expressivas nesta segunda-feira (26), puxado principalmente pela queda das ações do setor bancário, como Santander Brasil (SANB11), Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4). 

Enquanto isso, apesar de seguir em alta em meio à leve recuperação do petróleo e depois de ter a recomendação elevada pelo Itaú BBA, os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4) diminuíram os ganhos. Enquanto isso, as varejistas, que chegaram a registrar alta com a Black Friday acima do esperado e a entrada da Via Varejo (VVAR3) no Novo Mercado, passaram a cair. Já a Vale (VALE3), que chegou a subir apesar da cotação do minério de ferro, voltou a registrar queda. Confira os destaques: 

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras registra uma sessão  de ganhos com a alta de cerca de 3% do petróleo em recuperação após a derrocada de quase 8% na sexta-feira e após a estatal ter sido elevada de “market perform” a “outperform” pelo Itaú BBA. Os analistas também elevaram o preço-alvo, de R$ 27 para R$ 32, o que implica em um potencial de alta de 31% em relação ao último fechamento.

O Itaú BBA prevê que a produção crescerá significativamente em 2019, à medida que as novas plataformas aumentem a produção, embora em ritmo mais lento do que a estatal aponta em seu atual plano de negócios. As estimativas não incorporam a perspectiva de acordo para cessão onerosa. As margens de exploração e produção também vão provavelmente se expandir nos próximos anos, diz o Itaú BBA. 

A Petrobras ainda reduziu para a próxima terça-feira (27) o preço da gasolina nas refinarias em 3,53%, de R$ 1,5556/litro para R$ 1,5007/litro. O preço do diesel, por sua vez, permanece em R$ 2,1228/litro.

Vale (VALE3)

As ações da Vale voltaram a cair após chegarem a subir durante a manhã, apesar da baixa do minério de ferro. A commodity chegou a cair  6% no mercado futuro de Cingapura com a queda da lucratividade das usinas chinesas; o dia é de recuo para os metais também em Londres. O mercado também repercute uma preocupação maior em relação ao crescimento global para 2019.

Segunda a XP Research, a queda poderia pesar na performance das ações da Vale no curto prazo, mas é valido destacar que: o minério de ferro tem tido desempenho superior a outras commodities de maneira impressionante, acumulando alta de 37% contra petróleo.

O preço vinha se mantendo próximo de US$75 a tonelada desde outubro, surpreendendo positivamente em um ambiente de risco alto nos mercados internacionais durante o mesmo período, e acima do que o consenso antevia para o quarto trimestre de 2018. 

"Apesar de ser difícil de antever o momento exato, a queda do minério era antecipada, mas é importante destacar que o nível atual ainda é muito saudável, próximo de US$65 a tonelada – exatamente em linha com nosso preço estimado para 2019, com um balanço de oferta e demanda bastante equilibrado na nossa visão", avaliam os analistas da XP.

JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3)

Em relatório, o Bradesco BBI destacou uma reunião que teve com o COO global Gilberto Tomazoni, tendo como os principais pontos da conversa: 1) potencial aumento de exportações da JBS Pork US para a China por conta da gripe suína – para cada 10% de aumento de volume para JBS Pork, o Bradesco BBI eleva o preço-alvo de JBS em 5%; 2) o discurso da empresa está bem focado em desenvolver o negócio de processados/maior valor agregado – IPO nos EUA em 2019 pode ser um catalisador relevante (pode destravar até R$ 6 da ação JBSS3); 3) a empresa vê um ciclo positivo para Beef nos EUA e Brasil pra os próximos 2 anos, em linha com as estimativas do banco; e 4) empresa ainda vê necessidade para aumentar preços de frango in natura em cerca de 10% para recompor margem. 

Os analistas também ressaltam que, apesar de BRF e JBS terem registrado uma performance acima do Ibovespa no último mês com a aprovação de plantas para exportação, ainda há  espaço para mais apreciação se conversas com China e União Europeia cheguem a um acordo final. "A BRF continua sendo top pick baseado no valuation atrativo e catalisadores positivos incluindo ofertas vinculantes para a venda de ativos – se assumirmos que China aprove 10 novas plantas e UE reabra, o preço-alvo para BRF aumentaria para R$ 40", afirmam os analistas. 

Ainda sobre BRF, a companhia está tentando convencer ex-executivos (aqueles indiciados nas operações Carne Fraca e Trapaça) a colaborar em acordo de leniência, uma espécie de delação premiada para empresas.

Segundo o jornal o Estado de S. Paulo, a companhia está oferecendo custear as despesas jurídicas e auxiliar os executivos no processo para incentivar a adesão e melhorar a imagem da BRF. A empresa argumenta ainda, que vai levantar indícios e documentos internos que podem acabar incriminando os envolvidos.

Kroton (KROT3)

O Kroton Investor Day não agradou o mercado. Conforme informou em nota a clientes o Itaú BBA, a percepção é de que alguns investidores podem ter ficado desapontados com as sinergias anunciadas com a Somos Educação (SEDU3), de R$ 360 milhões  (20% acima do nível de sinergias anteriormente anunciado). 

A empresa também disse que a abertura de novas unidades poderia impactar as margens de graduação em 100-300 pontos-base em 2019. 

A jornalistas em São Paulo, o diretor-presidente da Kroton, Rodrigo Galino, afirmou que a empresa está satisfeita com o que tem encontrado na Somos. Além disso, apontou haver  perspectiva de crescimento de receita e de margem na área
de educação básica.

Cielo (CIEL3)

A Cielo registra um novo dia de queda e é a pior ação do Ibovespa no ano com o mercado de olho na guerra das maquininhas. 

O mercado está especialmente de olho no cenário competitivo para as empresas adquirentes, com o aumento da concorrência entre a Cielo e outras como a Stone, GetNet, PagSeguro, entre outras, derrubando os preços das maquininhas e fazendo com que o mercado questione a sustentabilidade dos resultados. Veja mais clicando aqui. 

Notre Dame Intermédica (GNDI3)

O conselho de administração da Notre Dame Intermédica aprovou ontem uma oferta pública de distribuição primária e secundária de 87 milhões de ações ON. Segundo fato relevante, o montante pode ser elevado em até 20% em lote adicional (17,4 milhões de ações) e em mais 15% em lote suplementar (13,05 milhões de ações).

A companhia fará uma oferta primária de 12 milhões de novas ações e aquelas de lote suplementar e adicional serão de titularidade do acionista vendedor. O preço será definido após bookbuilding, em 5 de dezembro, e as negociações na B3 começam no dia seguinte (6).

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Para a negociação serão considerados os preços de R$ 26,20 por ação do fechamento de 23 de novembro; o montante da oferta inicial seria de R$ 2,28 bilhões, mas considerando ações adicionais e suplementares o valor pode chegar a R$ 3,08 bilhões.

Braskem (BRKM5)

A conselho da Braskem aprovou um financiamento de US$ 295,1 milhões com cobertura de crédito do agente governamental italiano SACE. De acordo com a companhia, a operação ocorrerá por meio de celebração de covered facility agreement (programa que permite às empresas pegarem dinheiro emprestado de bancos e instituições financeiras), assinado pela Braskem Netherlands CV.

O Banco Santander e a ABN Amro atuam como credores e agentes estruturadores, enquanto o Santander atua como coordenador líder e agente da SACE.

Totvs (TOTS3)

O conselho de administração da Totvs elegeu Dennis Herszkowicz para o cargo de Diretor Presidente, em substituição a Laércio Cosentino. Cosentino, por sua vez, foi eleito Presidente do Conselho de Administração, substituindo Pedro Luiz Barreiros Passos, que continua como membro do Conselho de Administração.

Formado em propaganda e marketing pela ESPM, Herszkowicz foi sócio e diretor estatutário da Linx entre 2003 e 2018, ocupando diferentes vice-presidências e atuando como membro do conselho de administração entre 2011 e 2014. Na Linx, o executivo também atuou como CFO e diretor de RI, sendo responsável pelo IPO (2013) e follow-on (2016), conduzindo 20 aquisições no período.

De acordo com o Itaú BBA, a notícia é positiva ao trazer Herszkowicz, com experiência significativa e um histórico bom na Linx, mantendo Cosentino em um papel estratégico fundamental. Além disso, endereça as preocupações do mercado em relação a um eventual plano de sucessão para Cosentino.

Já sobre a renúncia de Eros Jantsch, o Itaú BBA vê isso como um pouco negativo para a Totvs, já que ele era uma figura chave na Bematech, adquirida em 2015, e conhecia muito bem o negócio. O diretor Juliano Tubino passa a cumular sua atual posição de diretor vice-presidente de estratégia de negócios e digital com o cargo de diretor vice-presidente de negócios para os segmentos de Micro e Pequenas Empresas e Financial Service, tendo em vista a renúncia de Jantsch.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

De acordo com o Valor Econômico, um dos principais desafios da empresa para o próximo ano será a rolagem de um bônus de US$ 1 bilhão com vencimento em julho. A principal preocupação está relacionada ao ambiente de crédito nos próximos meses e à capacidade da empresa de rolar o pagamento.

De acordo com a Brasil Plural, a questão deve ser observada de perto, visto que há várias incógnitas que podem impactar o mercado de crédito, como a falta de novas reformas macroeconômicas e a recuperação da empresa sendo insuficientes para mudar seu perfil de dívida.

"Os investidores devem continuar a se concentrar nos próximos eventos da empresa (como a privatização do Amazonas-D), que deve determinar sua capacidade de rolar sua dívida a custos competitivos para 2019 além da habilidade de aprovar as reformas macroeconômicas", escrevem os analistas.

Magazine Luiza (MGLU3); Via Varejo (VVAR3); B2W (BTOW3)

Durante a Black Friday o Magazine Luiza apresentou vendas equivalentes a “15 dias comuns”. Apesar do ótimo desempenho, a equipe de research da XP Investimentos optou por manter posição neutra no ativo. Por outro lado, após as vendas superarem em 50% o crescimento esperado, a XP reiterou compra para Via Varejo e B2W.

“Temos uma visão positiva para a empresa, principalmente baseado em forte crescimento do negócio online, assim como a resiliência nas vendas das lojas físicas. Porém, acreditamos que o ponto de entrada nas ações da B2W e Via Varejo seja mais interessante tendo em vista o desconto da VVAR11 e o potencial de crescimento da BTOW3 ainda não precificado completamente na ação”, escrevem os analistas.

Ainda em destaque, a Via Varejo realizou hoje a migração de suas ações para o Novo Mercado da B3. As empresas listadas nesse segmento, que representa o mais elevado padrão de governança corporativa, somente podem ter seu capital social composto por ações com direito de voto, as chamadas ações ordinárias (ON).

Gol (GOLL4); Smiles (SMLS3)

A Gol passou a cair forte e registrar a maior baixa do índice em meio a uma combinação de alta do preço do petróleo e valorização do dólar, levando a um aumento dos gastos da companhia, que é endividada na divisa americana e tem como uma das suas maiores despesas os gastos com combustíveis. 

Já no radar da companhia, de acordo com o Valor Econômico, o desenho final da combinação entre Gol e Smiles ainda tem grande chance de sofrer alterações. A B3 está avaliando se a incorporação da Smiles pode ser feita tal como anunciada e se a Gol poderá aderir ao Novo Mercado com a estrutura planejada.

Hoje, a a Gol tem 100% da operação de aviação comercial e mais 52% da Smiles. Após a reestruturação, seria uma holding das duas operações. Os acionistas da Smiles receberiam temporariamente ações preferenciais de Gol: parte resgatável, que será recomprada e virará dinheiro, e parte que será trocada por ordinárias ao final.

Siderúrgicas

A produção mundial de aço bruto cresceu 5,8% em outubro relação ao mesmo período do ano passado, para 156,6 milhões de toneladas, segundo dados da Worldsteel. A produção na China correspondeu a cerca de 52% do total, enquanto a dos EUA aumentou 10,5%, para 7,6 milhões de toneladas. 

No Brasil, a produção de aço bruto aumentou 3,5% na comparação anual, para 3,2 milhões de toneladas. As vendas internas, por sua vez, tiveram forte recuperação, para 1,6 milhões de toneladas - alta de 8,4% a/a e de 9,5% no acumulado do ano. 

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