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Ambev elevada a “compra” pelo Santander, cessão onerosa pode render R$ 40 bilhões a mais e outros destaques

Confira os destaques corporativos desta quinta-feira (22)  

Ambev
(Divulgação)

SÃO PAULO - O preço do barril do petróleo cai nesta quinta-feira (22), por conta da alta dos estoques americanos ao nível mais alto desde dezembro de 2017 em meio a preocupações com um excedente global. A notícia pode impactar as ações da Petrobras (PETR3; PETR4).

No radar do InfoMoney desta manhã, Ambev é elevada a “compra” pelo Santander, Petrobras reduz preço médio da gasolina em 3,34%, Notre Dame Intermédica pode lançar IPO e mais notícias.

Confira os destaques corporativos desta quinta-feira:

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras reduziu em 3,34% o preço médio da gasolina nas refinarias para esta quinta-feira. O litro ficou em R$ 1,5556 - menor patamar desde meados de março. O corte ocorre devido ao enfraquecimento das referências internacionais do petróleo, além da influência do câmbio.

Também no radar da estatal, o megaleilão dos excedentes da cessão onerosa no pré-sal poderá render cerca de R$ 60 bilhões, segundo o jornal Valor Econômico, sendo R$ 48 bilhões para a União e R$ 12 bilhões para os Estados e municípios. Por outro lado, se o leilão for alterado para o regime de concessão, a arrecadação pode aumentar para R$ 100 bilhões.

Ainda sobre a companhia, a Petrobras vai rever o contrato de fornecimento de gás com a Bolívia e deve reduzir a importação à metade, segundo o jornal O Globo.

Ambev (ABEV3)

A Ambev foi elevada a “compra” pelo Santander, com preço-alvo de R$ 22.

Movida (MOVI3)

O Conselho da Movida aprovou a 3ª emissão de até R$ 600 milhões em debêntures, com vencimento em junho de 2024 e remuneração do CDI mais taxas de 2,05%.  Segundo comunicado, a emissão será realizada em até três séries.

Os recursos obtidos com a oferta serão destinados para “reforço de liquidez, alongamento no perfil de dívida da companhia e gestão do caixa para financiar a renovação e expansão da frota dos veículos das suas controladoras, na gestão ordinária de seus negócios”.

Santander (SANB11)

Em entrevista à Bloomberg, o diretor de tesouraria do Santander Brasil, Luiz Masagão, disse que planeja captar entre R$ 300 milhões a R$ 400 milhões com a emissão de letras imobiliárias garantidas até a próxima semana semana.

A primeira emissão foi feita ontem, no valor de R$ 24 milhões. Os títulos têm prazo de 3 anos e não possuem liquidez. Além disso, o papel conta com isenção fiscal e está sendo vendido para pessoas físicas da área de gestão de fortunas.

Notre Dame Intermédica (GNDI3)

A Notre Dame Intermédica disse que “engajou determinados assessores e está atualmente avaliando a possibilidade de realização de uma oferta pública de distribuição de ações”. Apesar disso, ainda não há qualquer definição quanto à realização dessa oferta, nem sobre sua estrutura e volume.

Construtoras

O Senado concluiu ontem a votação do projeto de distratos imobiliários, que regula o rompimento de contratos na compra de imóveis. O texto, porém, foi alterado e terá que voltar à Câmara dos Deputados para nova votação.

O texto prevê multas de até 50% sobre o valor pago pelo consumidor em caso de rescisão do negócio, percentual considerado alto por representantes de interesses dos consumidores, uma vez que, atualmente, a jurisprudência dos tribunais determina uma retenção em torno de 10% a 25%.  Ações de construtoras podem ser impactadas pela notícia. 

Ontem, antes da aprovação das emendas, o BTG Pactual apontou que a aprovação é positiva para as incorporadoras de média/alta renda, visto que (i) poderão reter um percentual do valor do imóvel (até 50% do valor pago) versus praticamente zero hoje; e (ii) empresas poderão cortar bastante gastos gerais e administrativos com judicialização do processo de distratos (advogados, backoffice, etc.).

Segundo os analistas, a Even é uma das empresas mais beneficiadas pela regra do distrato. "A empresa é nossa preferência em média/alta-renda hoje, pelo valuation atrativo (0,65 vez o preço sobre o booking value) e resultados mostrando melhora consistente (geração caixa forte, voltando a crescer lançamentos)", escrevem.

Weg (WEGE3)

O Itaú BBA manteve a recomendação de “market perform” e optou por rolar o preço-alvo para 2019 em R$ 18 (antes R$ 17,50).

“Esperamos uma margem Ebitda mais forte em 2019 devido ao melhor mix de produtos e à reviravolta no crescimento dos EUA, mas o valuation não é atrativo. Os números podem ser afetados negativamente se a nova administração do governo remover (ou reduzir) as taxas de importação e alguns benefícios fiscais”, escreveram os analistas.

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