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Ibovespa futuro sobe 1% refletindo nome indicado para o BC e recuperação externa

Mercado reflete ainda a euforia dos ADRs na véspera após a equipe de Bolsonaro anunciar Roberto Campos Neto para presidente do BC

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(Shutterstock)

SÃO PAULO - O mercado brasileiro inicia a sexta-feira (16) refletindo o desempenho dos ADRs (American Depositary Receipts) negociados em Nova York durante o feriado, com os ativos subindo forte após a indicação do diretor do Santander, Roberto Campos Neto, para presidir o Banco Central.

Às 09h05 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro registrava ganhos de 1,01%, aos 87.060 pontos, seguindo também o dia de alívio no mercado externo, em especial na Europa onde os índices se recuperam da queda da véspera após o anúncio de um acordo preliminar do Brexit. O contrato de dólar futuro com vencimento em dezembro, por sua vez, recua 0,28%, a R$ 3,777.

Na véspera, as bolsas europeias caíram para as mínimas em duas semanas, com destaque para as ações dos bancos afundando, enquanto a libra caiu cerca de 2%.

O acordo preliminar fechado trata dos termos em que ocorrerá a separação e um dos pontos mais difíceis do consenso é um conjunto de medidas controversas que, na prática, é um seguro para impedir uma fronteira física entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda se futuras conversações comerciais entre as duas partes terminarem sem um acordo.

Ainda na região, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, reafirmou os planos de reduzir o estímulo no final do ano mas também mostrou cautela com as perspectivas para o crescimento, alertando que a aceleração da inflação pode ser mais lenta do que o esperado antes.

No mercado doméstico, destaque também para o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), que mostrou que a economia brasileira registrou crescimento de 1,74% no terceiro trimestre deste ano comparado com o período anterior. Em setembro, comparado a agosto, houve queda de 0,09%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2017, o crescimento do IBC-Br chegou a 1,72%. No ano, o índice registra expansão de 1,14% e, em 12 meses encerrados em setembro, o crescimento de 1,45%.

O nome para o Banco Central
A equipe de transição de Jair Bolsonaro anunciou durante o feriado a indicação do diretor do Santander, Roberto Campos Neto, para presidir o Banco Central. 

O economista passará por sabatina na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado para poder ter seu nome aprovado para assumir o comando do BC. Na manhã de quinta, Ilan Goldfajn confirmou que deixará o comando da autoridade monetária no fim de 2018.

Analistas e investidores comemoraram o anúncio vendo principalmente que Neto não deverá fazer grandes mudanças na condução da política monetária.

Além disso, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a permanência do economista Mansueto Almeida no cargo de secretário do Tesouro Nacional, que ocupa desde abril deste ano.

Noticiário político
Após ser garantido no Tesouro em 2019, Mansueto afirmou, segundo o Estadão, que se o governo Bolsonaro utilizar a proposta da Previdência sugerida por Michel Temer e que já está na Câmara, ela poderá ser aprovada ainda no primeiro semestre do próximo ano.

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Além disso, o jornal destaca que os governadores eleitos já estão negociando uma mudança na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) com o objetivo de abrir caminho para uma nova renegociação da dívida dos estados com a União.

Sobre a transição de governo, a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro quer antecipar mudanças no setor elétrico que eram previstas apenas para 2020 e 2026. A ideia é que alterações nas regras, como a abertura do mercado livre para clientes residenciais ocorra já em 2019. Ainda no setor, a Folha informa que a equipe de Temer sugeriu ao novo governo que faça apenas uma privatização, a da Eletrobras.

Bolsas asiáticas
As bolsas asiáticas tiveram um pregão misto com os investidores refletindo as novas incertezas no Reino Unido após vários ministros importantes da região se demitirem por conta do acordo preliminar do Brexit anunciado na quinta-feira (15).

Pesou também as preocupações geopolíticas, que aumentaram após notícias de que os EUA e a China provavelmente não conseguiram aprovar mais do que apenas a "estrutura" de um acordo comercial no final deste mês.

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Além disso, a temporada de resultados também prejudica as ações, em especial a Nvidia que desabou 16% após seu balanço mostrar um excesso de chips no mercado secundário.

 

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