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Guararapes vai converter PNs em ONs, CEO diz que Bradesco vai elevar empréstimos, 13 balanços e mais notícias

Confira os destaques corporativos desta quarta-feira (14)

Mulher comprando roupa
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Os preços do petróleo têm uma sessão de leve recuperação nesta quarta-feira (14) após a forte queda na sessão anterior, em meio a preocupações com o aumento da oferta. Os últimos dias foram de queda para as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) de olho na cotação da commodity; os papéis já acumulam perdas de cerca de 15% desde a máxima atingida logo após Jair Bolsonaro ser eleito presidente. 

Ainda no radar do InfoMoney desta manhã, Guararapes aprova conversão de ações PN em ações ON, notícias sobre a improbabilidade de Marcelo Labuto, atual presidente do Banco do Brasil, ficar no cargo, 13 balanços e mais.

Confira os destaques corporativos desta quarta-feira:

Guararapes (GUAR3)

O Conselho da Guararapes aprovou a conversão de ações PN em ações ON. A conversão será na proporção de 1 ação preferencial para 1 ação ordinária. Segundo a companhia, a operação será submetida à aprovação dos acionistas detentores de ações ON e assembleia geral extraordinária (AGE) e dos acionistas detentores de ações PN em assembleia geral especial.

De acordo com os analistas da Brasil Plural, a expectativa é que a notícia seja refletida de forma positiva nas ações na abertura do pregão desta quarta-feira. Os analistas do Itaú BBA também enxergam como positiva a notícia e acreditam que isso contribui para o aumento de liquidez das ações.

“Como vemos a liquidez como a principal questão que retém os múltiplos das ações, acreditamos em um re-rating. Também acreditamos que o mercado agirá como se a migração para o Novo Mercado já estivesse a caminho”, escrevem.

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras recebeu R$ 1,05 bilhão em subvenção econômica ao diesel. O pagamento é referente ao primeiro período da 3ª fase do programa, de 1º de agosto de 2018 a 30 de agosto de 2018. Além disso, o pagamento também é referente à atualização monetária de valores já recebidos.

Bradesco (BBDC4)

Em entrevista à Bloomberg, Octavio de Lazari, CEO do Bradesco, disse que o banco elevará os empréstimos em ao menos 10% em 2019 dada a expectativa da economia no novo governo.

Qualicorp (QUAL3)

José Seripieri Filho, fundador e presidente da Qualicorp, concluiu, por meio de operações realizadas na B3, a aquisição de R$ 150 milhões em ações da companhia. A aquisição representa um investimento de longo prazo na empresa. Agora, Seripieri poderá prosseguir adquirindo ações da QUAL3  “como forma de reforçar seu alinhamento estratégico com a companhia”.

Em 1º de outubro, as ações da Qualicorp tiveram a maior queda intradiária desde maio de 2015, após a companhia assinar um contrato de alienação de ações e não competição de negócios com Seripieri.

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Banco do Brasil (BBAS3)

De acordo com a Bloomberg, é improvável que o atual presidente do banco, Marcelo Labuto, continue no cargo; uma decisão sobre o assunto é esperada em breve.

Eletrobras (ELET6)

Wilson Ferreira Júnior, presidente da Eletrobras, afirmou que tem interesse em permanecer no cargo, caso seja convidado pelo governo Bolsonaro, para fazer a privatização. De acordo com o jornal Valor Econômico, até o momento não houve a formalização de um convite pela equipe do novo presidente. O executivo destacou, porém, que o relacionamento com a equipe de transição de Bolsonaro tem sido positivo.

Totvs (TOTS3)

A Totvs apurou uma receita líquida de R$ 589,6 milhões no terceiro trimestre, valor acima das maiores projeções compiladas pela Bloomberg. O lucro líquido, por sua vez, ficou em R$ 36,7 milhões. Já o Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) somou R$ 89,5 milhões no trimestre.

SLC Agrícola (SLCE3)

A SLC Agrícola registrou um lucro líquido de R$ 35,6 milhões entre julho e setembro deste ano. A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 408,5 milhões. No trimestre, o Ebitda ajustado foi de R$ 88,3 milhões, com margem Ebitda ajustada de R$ 21,6%.

Oi (OIBR4)

A Oi teve um prejuízo líquido de R$ 1,34 bilhões no terceiro trimestre deste ano. A receita líquida foi de R$ 5,48 bilhões, enquanto o Ebitda sem os efeitos não recorrentes somou R$ 1,46 bilhões, com margem de 26,6%.

No período, a dívida líquida foi de R$ 10,98 bilhões, o caixa e equivalente caixa veio em R$ 5,16 bilhões e o Capex foi de R$ 1,53 bilhões.

Também no radar da companhia, o órgão regulador do mercado de capitais nos EUA (SEC) concedeu registro para a operação de aumento de capital no valor de R$ 4 bilhões prevista no plano de recuperação judicial da Oi, informou o Valor Econômico.

O registro é necessário, porque o direito de preferência na subscrição das novas ações a serem emitidas na capitalização abrange também os detentores de ADSs (American Depositary Shares).

Even (EVEN3)

A Even Construtora e Incorporadora reduziu o seu prejuízo líquido em 52% para R$ 12,4 milhões no terceiro trimestre. A companhia teve uma receita de R$ 395 milhões no período e uma dívida líquida de R$ 731,8 milhões. Já o Ebitda ajustado veio em R$ 26,5 milhões, com margem de R$ 6,7%.

Na opinião do Credit Suisse, a companhia reportou bons resultados, com forte redução de prejuízo, refletindo o maior reconhecimento de receita e, principalmente, maior margem.

JBS (JBSS3)

A JBS apurou uma receita líquida de R$ 49,40 bilhões, abaixo dos R$ 49,65 bilhões estimados pelo mercado. O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 4,40 bilhões.

Os analistas do Itaú BBA escrevem que o Ebitda ficou 7% acima de suas estimativas e 9% acima do consenso. Eles destacam a forte recuperação nos negócios brasileiros, a queda da dívida líquida em US$ 711 milhões em um único trimestre e os resultados da JBS USA, que vieram em linha com as projeções.

Os resultados foram elogiados pelos analistas do BTG Pactual, que os descrevem como “excepcionais”. A equipe de research da XP Investimentos também comentou os resultados: "Esperamos reação positiva do mercado hoje. Mantemos nossa recomendação Neutra para o papel e preço-alvo de R$11/ação dado que acreditamos que a ação já negocie a patamares justos". 

Lojas Marisa (AMAR3)

A Marisa teve um prejuízo líquido de R$ 53,1 milhões no terceiro trimestre deste ano. No período, a companhia somou um Ebitda de R$ 24,3 milhões.

A equipe de análise do BTG Pactual escreve que os números operacionais foram afetados por uma abordagem de preços mais agressiva, pelo enfraquecimento da receita líquida, bem como pela eliminação gradual dos descontos nos contratos de leasing e maiores despesas de marketing. “Devido à falta de sinais de recuperação de receita e margem, mantemos nossa nossa visão mais conservadora e recomendação de ‘venda’”, escrevem.

BR Malls (BRML3)

A BR Malls teve um lucro líquido ajustado de R$ 123,4 milhões no terceiro trimestre deste ano. A receita líquida ficou em R$ 312,8 milhões e a taxa de ocupação nos shopping centers foi de 96,3%. No período, o Ebitda ajustado somou R$ 222,9 milhões, com margem Ebitda ajustada de 71,2%.

Na opinião do Credit Suisse, o resultado mostra que a empresa está em um ponto de inflexão nas suas operações. “Negociando a 14.6x P/FFO 2019 e com a potencial revisão de earnings pra cima, enxergamos um bom upside pro papel e reforçamos o outperform”, escrevem os analistas.

Brasil Brokers (BBRK3)

A Brasil Brokers registrou um prejuízo líquido de R$ 13 milhões no terceiro trimestre deste ano. A receita líquida foi de R$ 25,2 milhões e o Ebitda veio negativo, em R$ 10,9 milhões.

Helbor (HBOR3)

A Helbor teve um prejuízo líquido de R$ 129,3 milhões entre julho e setembro deste ano. No período, a companhia registrou uma receita líquida operacional de R$ 61,7 milhões e uma dívida líquida de R$ 1,63 bilhões. O Ebitda veio negativo no trimestre, em R$ 133,4 milhões, com margem de 216,2%.

Na opinião do Bradesco BBI, os resultados vieram “muito mais fracos do que o esperado, apesar do forte fluxo de caixa livre, de R$ 80 milhões”. Os analistas destacam também que mais uma vez, os players de baixa renda tiveram uma performance superior aos de classe média.

Mahle Metal Leve (LEVE3)

A Mahle reportou um lucro líquido de R$ 92,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, valor acima das maiores projeções compiladas pela Bloomberg. As vendas totalizaram R$ 710,3 milhões, enquanto o Ebitda somou R$ 148,7 milhões, com margem de R$ 20,9%.

Cremer (CREM3)

A Cremer apurou uma receita líquida de R$ 193 milhões no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 13,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido da companhia foi de R$ 6,3 milhões, enquanto o Ebitda somou R$ 16,4 milhões, com margem de 8,5%.

Hapvida (HAPV3)

A Hapvida teve um lucro líquido de R$ 190,2 milhões entre julho e setembro deste ano, um aumento de 22,5% em relação ao resultado do mesmo intervalo de 2017. A receita líquida no período também subiu (17,6%), para R$ 1,16 bilhão. O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 199,6 milhões, com margem de 17,2%.

Na opinião do BTG Pactual, o resultado veio fraco, mas já era esperado, com piora da margem e de sinistralidade. “Papel pode underperformar hoje e, apesar do trimestre ruim, acreditamos que companhia é a melhor posicionada na nossa cobertura para capturar os crescimentos do setor no médio prazo”, escrevem.

Morgan Stanley Capital International (MSCI)

O MSCI Latin America fez um rebalanceamento em que fez duas adições e duas exclusões: entrou B2W (BTOW3), enquanto EDP Energias do Brasil (ENBR3) e Odontoprev (ODPV3) foram retiradas.

Como diversos fundos passivos utilizam os índices MSCI como referência, ações que são incluídas geralmente respondem com valorização - e as excluídas em suma apresentam queda.

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