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Construtoras caem com decisão da Caixa; Suzano dispara 6% e BR Distribuidora sobe 5,5% com privatização

Confira os destaques desta terça-feira (13) na B3

Imóveis Prédios
(Wiki Commons)

SÃO PAULO - O Ibovespa teve uma sessão de perdas, com a Petrobras em queda de quase 5% em meio à derrocada do petróleo. Junto com a estatal, a TIM também desabou nesta terça-feira com a saída do CEO da empresa.

Enquanto isso, a Santos Brasil disparou e QGEP caiu forte em meio aos balanços do terceiro trimestre de 2018. Veja os destaques de ações deste pregão:

TIM (TIMP3)

O Conselho de administração da Telecom Italia demitiu o CEO do grupo, Amos Genish, que estava no cargo desde julho de 2017. Segundo fontes da empresa, Genish, que havia sido nomeado pelo grupo francês Vivendi, maior acionista da companhia, perdeu o apoio da gestora de recursos norte-americana Elliott, que controla o conselho de administração.   

O cargo de CEO será assumido interinamente pelo presidente da TIM, Fulvio Conti, até 18 de novembro, quando o conselho se reunirá novamente para definir o substituto de Genish. Por meio de uma nota, a empresa agradeceu ao executivo pelo “trabalho desenvolvido no interesse da sociedade e de todos os seus stakeholders”.

De acordo com o Itaú BBA, a notícia é negativa para as ações de TIM, uma vez que Genish tinha "profundo conhecimento do setor de telecomunicações brasileiro e era muito reconhecido pelos investidores no Brasil".

Para a Vivendi, a decisão é uma forma de tentar "desestabilizar" a operadora, destaca a Ansa. No início de maio, quando a Elliott venceu a disputa para controlar o conselho da TIM, o grupo francês já a havia acusado de querer "desmantelar" a empresa. A Vivendi deve pedir a convocação de uma nova assembleia de sócios para tentar retomar a maioria no conselho de administração.

Petrobras (PETR3;PETR4)

As ações da Petrobras tiveram queda de mais de 4% seguindo a baixa do petróleo. A produção de petróleo bruto da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e da Rússia continuou a subir em outubro, mais do que compensando as perdas registradas no Irã, que voltou a ficar sujeita a sanções dos Estados Unido, segundo relatório mensal divulgado hoje pelo cartel. 

No documento, a Opep informou que sua produção teve aumento de 127 mil barris por dia (bpd) em outubro, a 32,9 milhões de bpd. Os ganhos vieram principalmente dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita. Já a Rússia, que não faz parte da Opep, ampliou sua produção em 50 mil bpd no mês passado, a 11,6 milhões de bpd, estabelecendo um novo recorde no período pós-soviético.

Por outro lado, a produção no Irã, terceiro maior integrante da Opep, registrou queda de 156 mil bpd em outubro, a 3,296 milhões de bpd, mostrou o relatório.

A produção iraniana vem em trajetória de queda desde maio, quando os EUA decidiram se retirar do acordo internacional que havia aliviado sanções contra o Irã em troca de restrições ao programa nuclear de Teerã. Recentemente, os EUA restabeleceram sanções ao regime iraniano. 

Ainda no relatório, a Opep estimou que a oferta global de petróleo se expandiu em 440 mil bpd em outubro, a 99,76 milhões de bpd.

BR Distribuidora (BRDT3)

O vice-presidente eleito na chapa de Jair Bolsonaro, general Hamilton Mourão, afirmou nesta tarde que a empresa deve ser privatizada no próximo governo. Após a fala dele, as ações da companhia, que chegaram a cair 4,22% na mínima do dia, dispararam, chegando a bater ganhos de 8,53% na máxima do pregão, cotadas a R$ 23,15.

Em videoconferência promovida pelo Bradesco BBI, em Nova York, Mourão afirmou ainda que a ideia do governo Bolsonaro é privatizar entre 140 e 150 estatais. Além disso, ele reforçou que Ivan Monteiro deve permanecer como presidente da Petrobras.

Mourão acrescentou que esta também é a opinião do presidente eleito Jair Bolsonaro. Vale lembrar, porém, que esta é uma decisão a ser tomada pelo presidente e que ele já mudou de ideia sobre outros casos de privatização, como o da Eletrobras, por exemplo. Em entrevistas, Bolsonaro já afirmou que seu plano é arrecadar R$ 700 bilhões com privatizações.

Magazine Luiza (MGLU3)

Após saltar quase 5% na véspera, o Magazine Luiza voltou a cair nesta sessão. Vale ressaltar que na semana passada, desde que a Magalu registrou dados positivos, mas em linha, os papéis registraram forte queda. Veja mais clicando aqui

Construtoras

A Caixa suspendeu a contratação de novas unidades do programa Minha Casa Minha Vida da faixa 1,5 por falta de recursos para o programa. Nessa faixa, na qual se enquadram famílias com renda de até R$ 2.600,00 por mês, o governo banca uma parcela de até R$ 47,5 mil do valor do imóvel. É esse dinheiro, destinado ao pagamento do subsídio, que acabou.

A intenção do banco é retomar os financiamentos em 2019, quando o programa receberá um novo aporte. Este ano, o MCMV recebeu R$ 57,4 bilhões. Até o momento, foram contratados 4,7 milhões de unidades habitacionais. A notícia tem potencial de impactar construtoras como MRV Engenharia (MRVE3), Cyrela (CYRE3) e Direcional (DIRR3), o que leva a queda das ações nesta sessão.

Eletrobras (ELET6)

A Eletrobras registrou um prejuízo líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 1,62 bilhão no terceiro trimestre deste ano, contra um lucro líquido de R$ 537 milhões no mesmo período do ano anterior.

A receita líquida da companhia no período foi de R$ 8,93 bilhões, alta de 0,48% em relação aos valores apresentados no mesmo trimestre de 2017. Entre julho e setembro, a companhia teve um aumento de 80,2% na despesa operacional, para R$ 5,73 bilhões.O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês), por sua vez, somou R$ 189 milhões.

"Embora as melhoras na operação devam continuar apoiadas pelo Plano Diretor, ainda não temos visibilidade sobre a gestão da Eletrobras a ser indicada pela nova administração federal e sobre o processo de privatização do negócio de distribuição do Amazonas. As ações estão sendo negociadas a cerca de R$ 26 por ação, em comparação ao cenário base de R$ 27 por ação, que considera o sucesso de várias iniciativas do atual plano de negócios, mas nenhuma privatização. Reconhecemos, no entanto, que se o novo governo continuar e expandir as iniciativas adotadas pela atual administração, um valor significativo poderia ser desbloqueado", afirma o Morgan Stanley. 

Linx (LINX3)

A Linx apurou uma receita líquida operacional de R$ 174,3 milhões no terceiro trimestre, acima das maiores projeções compiladas pela Bloomberg. A companhia teve um lucro líquido de R$ 14,1 milhões, abaixo das expectativas do mercado, de R$ 23,1 milhões. Já o Ebitda ficou em R$ 36,6 milhões, com margem de 21%.

De acordo com o BTG Pactual, o balanço veio bom e em linha com o mercado. "O foco total agora deve ser nas novas iniciativas. O papel subiu 33% desde o anúncio da Linx Pay e acreditamos que essa iniciativa será transformacional para a companhia", escrevem os analistas. 

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Braskem (BRKM5)

A Braskem registrou um lucro líquido de R$ 1,34 bilhão no terceiro trimestre, com alta de 68% na comparação anual. O resultado foi um reflexo do aumento dos spreads de petroquímicos básicos e vinílicos, além do câmbio desvalorizado.

No período, a fabricante de resinas termoplásticas teve uma receita líquida de R$ 16,35 bilhões, crescimento de 34%. A geração de caixa livre subiu 45%, para R4 1,54 bilhão, enquanto o lucro líquido saltou 44%, para R$ 2,79 bilhões. O Ebitda da companhia somou R$ 3,58 bilhões no último trimestre, com margem de 22%.

Light (LIGT3)

A Light apurou um lucro líquido de R$ 6 milhões no terceiro trimestre deste ano. A receita líquida somou R$ 2,99 bilhões, enquanto a dívida líquida ficou em R$ 8,14 bilhões. Já o Ebitda ajustado somou R$ 355 milhões, com margem Ebitda ajustada de 11,2%. De acordo com a elétrica, o resultado consolidado foi majoritariamente impactado pela piora do Ebitda da distribuidora.

Para a Brasil Plural, a performance da companhia deve continuar altamente dependente de dois temas principais para a empresa, dos quais os analistas possuem "visão limitada": i) processo de venda do bloco de controle na Light, que está sendo conduzido pela Cemig; e ii) potencial de aumento de capital anunciado pela companhia em outubro, que pode ser potencialmente ancorado por um fundo de private equity.

Santos Brasil (STBP3)

A Santos Brasil chegou a subir quase 10% nesta sessão. A companhia apurou uma receita líquida operacional de R$ 255,7 milhões entre julho e setembro deste ano, valor acima das projeções do mercado. O lucro líquido somou R$ 9,1 milhões e o Ebitda veio em R$ 60,7 milhões, com margem de 15,7%.

Ainda no radar de Santos Brasil, a companhia fechou a renovação por mais dois anos do contrato de navegação com o grupo Maersk, principal cliente no Tecon Santos, no porto de Santos (SP). De acordo com a empresa, a renovação proporciona melhor rentabilidade e incremento nos volumes e serviços liderados pelo grupo Maersk.

Na opinião do BTG Pactual, os resultados vieram muito fortes, com o Ebitda 24% acima do esperado, em cima de logística e armazenagem (mix e melhor tempo de permanência). "Apenas o resultado já faria preço no papel, mas a companhia publicou fato relevante anunciando a renovação do contrato com a Hamburg Sud, abrindo espaço para novas linhas com o grupo Maersk", escrevem os analistas, apontando que a precificação alcançada deve ter sido favorável. 

Biotoscana (GBIO33)

No terceiro trimestre deste ano, a Biotoscana apurou um lucro líquido de R$ 12,7 milhões. As vendas somaram R$ 165,6 milhões, enquanto o Ebitda ajustado ficou em R$ 39,4 milhões, com margem de 24%.

Na opinião do BTG Pactual, o resultado veio com dois efeitos negativos no trimestre: cancelamento do contrato com a Actelion e hiperinflação na Argentina, o que leva a companhia a ajustar resultados do passado para refletir melhor os números e o poder de compra do acionista. "Papel ainda barato, mas falta uma sequência de bons resultados e o delay na entrega de novos produtos levam a um momento de ganhos ainda frágil", escreve a equipe de análise.

QGEP (QGEP3)

A Queiroz Galvão Exploração e Produção registrou forte queda de 9% após apresentar um lucro líquido de R$ 55,6 milhões no terceiro trimestre deste ano - queda de 8% em relação ao apurado no mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, a queda deve-se a custos maiores de amortização sem efeito caixa e gastos não recorrentes.

No período, a receita líquida foi de R$ 221,4 milhões, alta de 63,3%, enquanto o lucro bruto teve queda de 1,6%, ficando em R$ 75 milhões. O Ebitda, por sua vez, totalizou R$ 117,6 milhões.

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Bradespar (BRAP4)

A Bradespar somou um lucro líquido de R$ 123,2 milhões entre julho e setembro deste ano, enquanto a receita operacional foi de R$ 370,6 milhões. Conforme acordo para encerrar litígio com Elétron, a Bradespar pagou R$ 1,4 bilhão, contabilizados como despesa no trimestre, e reverteu provisão de R$ 1,2 bilhão.

Itaúsa (ITSA4)

A Itaúsa teve um lucro líquido de R$ 2,48 bilhões no terceiro trimestre deste ano e uma receita de R$ 1,51 bilhão.

A companhia também aprovou a elevação do dividendo trimestral, de R$ 0,015 para R$ 0,02 por ação, a partir do pagamento que será feito em 2 de janeiro de 2019, tendo como base a posição acionária no dia 30 de novembro de 2018.

Banrisul (BRSR6)

Entre julho e setembro o Banco do estado do Rio Grande do Sul teve um lucro líquido de R$ 290,2 milhões. A companhia concluiu o terceiro trimestre com R$ 32,25 bilhões em empréstimos, R$ 75,84 bilhões em ativos totais e 17,3% de retorno médio sobre o patrimônio.

O destaque nesse trimestre ficou para a margem financeira do banco, que voltou a crescer após dois trimestres de retração no começo desse ano. As despesas com PDD também têm mostrado retração por conta da inadimplência comportada. O ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) do banco atingiu 17,3%, bom patamar e elevação de 1,7 ponto percentual em três meses. Conforme destaca o Itaú BBA, o banco teve uma boa qualidade de ativos, com provisões menores e uma contração da inadimplência. 

Positivo (POSI3)

A Positivo Tecnologia teve um lucro líquido de R$ 11,8 milhões no terceiro trimestre, resultado superior ao lucro de R$ 4,6 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. De acordo com a companhia, o resultado foi favorecido pela recomposição de margens proporcionada pelo repasse aos preços da valorização do dólar, assim como ganhos com a cobertura cambial reconhecidos no período. O Ebitda da companhia no período foi de R$ 36,3 milhões, alta de 18,7%, com margem de 5,3%.

De acordo com a Coinvalores, os resultados foram bons. Para o quarto trimestre de 2018, a companhia destaca que as vendas de computadores para o governo devem se intensificar em função da concentração de projetos no período, em parte causada por limitações provenientes da legislação eleitoral, que impediram a entrega de determinados projetos no período que antecede o pleito.

Para o mercado de computadores no varejo e celulares, a perspectiva também é positiva pela melhora do cenário econômico, mas a concorrência, principalmente em celulares e os preços dos insumos, mais elevados, podem afetar suas margens.

Saraiva (SLED4)

A rede de livrarias Saraiva teve prejuízo líquido de R$ 66,6 milhões no terceiro trimestre de 2018, alta de 99,2% sobre o prejuízo líquido de R$ 33,4 milhões no terceiro trimestre de 2017. 

Já a receita líquida da empresa (lojas mais e-commerce) no período foi de R$ 310,3 milhões, 17,1% menor ante os R$ 374,2 milhões na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o Ebitda ficou negativo em R$ 49,4 milhões, alta de 90,6% na base anual. Com os resultados, as ações têm novo dia de queda, a 5ª seguida e acumulando uma baixa de 25% no período, atingindo o menor patamar desde dezembro de 1999. 

Suzano (SUZB3)

Atualização dos dados de preço da FOEX nesta terça-feira apontou estabilidade ante expectativa de queda do mercado, ressalta o BTG Pactual, que destaca estar positivo com o papel da Suzano. 

Com Agência Estado e Ansa

 

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