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Bradesco, SulAmérica e Hering saltam e B2W desaba após balanços

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (1)

Bradesco 2
(Divulgação)

SÃO PAULO - A sessão desta quinta-feira (1) pré-feriado alterna entre leves ganhos e perdas para o Ibovespa, que acompanha a formação do governo de Jair Bolsonaro. Enquanto isso, o mercado repercute a agitada temporada de resultados, com destaque para a alta de Bradesco, Sul América e Hering, enquanto Copasa e B2W registram fortes quedas. Confira os destaques:

 

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras tem um dia em que oscila entre leves perdas e ganhos acompanhando o desempenho do petróleo no cenário internacional em meio aos temores de aumento da oferta, ao mesmo tempo em que repercute o adiamento da votação no Senado da cessão onerosa. 

No radar da empresa, ela assinou ontem um acordo para a venda de sua participação de 50% na joint-venture holandesa Petrobras Oil & Gas, que detém ativos na Nigéria, por um valor de US$ 1,53 bilhão. A participação foi vendida para a Petrovida Holding e os outros 50% do ativo pertencem ao BTG Pactual E&P, que manterá sua posição.

De acordo com a estatal, a transação envolverá um pagamento à vista de US$ 1,407 bilhão, sujeito a ajustes até o fechamento da operação, e um pagamento futuro de até US$ 123 milhões, a ser efetuado assim que o processo de redeterminação do campo de Agbami for implementado.

Vale destacar ainda que o Senado brasileiro encerrou a sessão de votações na Casa sem apreciar o requerimento de urgência do projeto de lei da cessão onerosa. A votação deve ser retomada na próxima terça-feira (6). Se o requerimento for aprovado, o projeto de lei, por sua vez, pode ser votado na quarta-feira (7).

Mas, de acordo com o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), o requerimento só será analisado após a votação de um projeto de lei que traz uma proposta de acordo para o imbróglio bilionário do risco hidrológico (a diferença entre a energia contratada de hidrelétricas e o total entregue em períodos de escassez de chuvas).

Segundo o Itaú BBA, embora as notícias sejam ligeiramente negativas, o processo já sofreu muitos atrasos nos últimos anos e os representantes do governo ainda estão tentando aprovar o projeto.

Lojas Renner (LREN3)

A companhia anunicou o início do processo de transição em sua diretoria, em que Fabio Adegas Faccio, atual Diretor de Produto, será o sucessor de José Galló, atual Diretor Presidente, a partir de 18 de abril de 2019.

Bradesco (BBDC3;BBDC4)

O Bradesco registrou um lucro líquido recorrente de R$ 5,471 bilhões no terceiro trimestre deste ano, alta de 13,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro ficou 3,8% acima das expectativas do mercado.

O banco registrou queda na inadimplência no trimestre, com a taxa de operações com atraso superior a 90 dias de 3,63% no fim de setembro. A rentabilidade do banco (ROE, na sigla em inglês) foi a 19% no terceiro trimestre, elevação de 0,6 ponto percentual em comparação ao trimestre anterior.

No terceiro trimestre, o destaque de crescimento foi o segmento de pessoas físicas. A carteira de indivíduos registrou saldo de R$ 186,159 bilhões, 1,8% superior aos três meses anteriores. Na pessoa jurídica, o saldo foi de R$ 337,272, alta de 1,3%.

Os analistas do BTG Pactual dizem que foi "o melhor terceiro trimestre entre os 'bancões' até agora, o que é uma boa notícia depois de vários trimestres decepcionantes".  Para o BTG Pactual, a diferença de ROE do Bradesco para o Itaú Unibanco pode diminuir com o crescimento e melhora relevante na qualidade dos ativos de pequenas e médias empresas. Veja a análise clicando aqui. 

 

Lojas Americanas (LAME4)

A empresa Lojas Americanas apresentou uma receita líquida de R$ 3,9 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas abaixo das expectativas do mercado.

O lucro líquido foi de R$ 61,4 milhões, alta de 166% na base de comparação anual, enquanto o Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 630,5 milhões, com margem de 16%.

B2W (BTOW3)

A B2W Digital apurou no terceiro trimestre um aumento de 20% no prejuízo (atribuído aos sócios e controladores), em comparação com o mesmo período de 2017, para R$ 105,8 milhões.

A receita líquida subiu 1,1% no período, para R$ 1,55 bilhão. As despesas operacionais subiram 27%, para R$ 413,2 milhões. O Ebitda ajustado ficou em R$ 116,6 milhões, crescimento de 10,8%, enquanto a margem Ebitda ajustada foi de 6,8% no trimestre.

Na opinião da equipe de research da XP Investimentos, a B2W está bem posicionada para se beneficiar do aumento do mercado de e-commerce, enquanto ainda veem “um potencial de aumento de geração de caixa em iniciativas inovadoras”, enquanto o BTG Pactual destacou o fluxo de caixa positivo da empresa. Contudo, as ações registram uma forte queda: conforme destaca o Itaú BBA, o Ebitda registrou um baixo crescimento, além do GMV (venda bruta de mercadoria) ter ficado um pouco abaixo do esperado. 

Gol (GOLL4)

No terceiro trimestre, a Gol apurou uma receita operacional líquida de R$ 2,9 bilhões, alta de 8,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O Ebitda recuou 23,2% em relação ao mesmo trimestre de 2017, para R$ 354,7. A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 12,3%.

De acordo com o BTG Pactual, o resultado não teve tantas surpresas, enquanto as perspectivas para a aérea são positivas.

Banco Inter (BIDI4)

O Banco Inter registrou um lucro líquido de R$ 19,1 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 83% na comparação anual. O banco atingiu a marca de 1 milhão de contas digitais, número 3,9 vezes maior que o apresentado no mesmo trimestre de 2017.

A empresa destaca que com 85 mil clientes investidores, o custo de captação chegou a 83,8% do CDI, apresentando uma redução de 12,1 p.p.

Os números continuam confirmando os fatores que fizeram a ação disparar entre setembro e outubro: aumento significativo na base de clientes e, mais importante ainda, consistência na curva financeira positiva. O analista Thiago Kapulskis, do BTG Pactual, destacou também o potencial de novos produtos, assumindo que a venda cruzada vem desempenhando papel relevante no crescimento do banco. Recentemente, o Inter apresentou sua caderneta de poupança e produtos de câmbio; em dezembro, deve lançar um home broker. Confira a análise do balanço clicando aqui

Cia Hering (HGTX3)

A Hering apresentou um lucro líquido de R$ 52,4 milhões no trimestre, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida aumentou 2,8%, atingindo R$ 385,5 milhões. O Ebitda da varejista ficou em R$ 67,37 milhões, aumento de 5,36%, e margem de 17,5%.

Segundo o BTG Pactual, conforme o esperado, a companhia apresentou números fracos, mas com alguns sinais de melhora da receita e o destaque positivo ficando para a geração de fluxo de caixa livre, que totalizou R$ 72 milhões.

"Embora as iniciativas de multicanal ainda estejam num estágio inicial, a perspectiva é bastante encorajadora. Seguimos acompanhando o case bem de perto e aguardando sinais de uma retomada sustentável", avaliam os analistas. 

SulAmérica (SULA11)

A SulAmérica registrou alta de 55% no lucro líquido no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2017, totalizando R$ 234,6 milhões. As receitas operacionais também subiram (10,8%), atingindo R$ 5,3 bilhões.

No período, houve um crescimento das receitas em 7,1%, redução da sinistralidade em 4,7 p.p., para 58,2%, e aumento de 8% na frota segurada em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

O destaque foi o aumento da carteira de planos coletivos de saúde e odonto, que subiu 12,7% em número de vidas, para 3,2 milhões de segurados. Nos últimos 12 meses, o Retorno Sobre Patrimînio Líquido (ROE, em inglês) médio é de 16%.

O resultado foi muito forte e, de acordo com o Brasil Plural, bons números de subscrição de saúde e receitas financeiras resilientes ajudar a aumentar os lucros em 55% no período, para R$ 235 milhões. Esse foi o lucro mais forte para o terceiro trimestre da história da companhia, reforçam os analistas. A empresa está no caminho certo para diminuir sua sinistralidade no próximo trimestre e no ano que vem, avaliam os analistas.

Engie Brasil (EGIE3)

O lucro líquido da Engie Brasil Energia foi de R$ 475,4 milhões no terceiro trimestre, valor 32,8% acima do alcançado no terceiro trimestre de 2017. O Ebitda alcançou R$ 1,02 bilhão, um aumento de 43,5%, enquanto a margem foi de 41%, apresentando queda de 2 p.p.

A receita operacional líquida alcançou R$ 2,48 bilhões no período, incremento de 50,4% em comparação com o montante alcançado no mesmo período do ano anterior.

"Nós temos uma visão neutra dos resultados do terceiro trimestre dado que os resultados ficaram ligeiramente abaixo das nossas estimativas, mas acima do consenso. Mantemos nossa recomendação de compra nas ações com base em suas eficientes operações em um ambiente desafiador para geradoras em virtude da baixa hidrologia", avaliam os analistas. 

IRB Brasil (IRBR3)

A IRB apresentou um lucro líquido de R$ 305 milhões de junho a setembro, alta de 38% em comparação com o mesmo período de 2017. O retorno sobre o patrimônio líquido médio no trimestre foi de 33%.

A companhia registrou uma expansão de 16,6% no prêmio emitido no trimestre, totalizando R$ 1,95 bilhão, sendo R$ 1,2 bilhão emitido no Brasil e R$ 772 milhões emitidos no exterior.

"A companhia teve forte crescimento de lucros, o que continua a impulsionar o desempenho das ações e do EPS apesar da pressão na receita financeira decorrentes dos níveis mais baixos da Selic. Acreditamos que o IRB deve registrar forte crescimento de lucros nos próximos trimestres, apoiado na cobertura cambial favorável de prêmios e na melhor dinâmica para o crescimento dos projetos de infraestrutura no próximo ano", avaliam os analistas do Brasil Plural.

Copasa (CSMG3)

A Copasa teve uma receita líquida praticamente estável no terceiro trimestre, de R$ 1,03 bilhão. O lucro líquido da companhia ficou em R$ 126 milhões, uma queda de 15,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda também caiu, 9,2%, para R$ 347 milhões.

Segundo o BTG Pactual, a estatal mineira teve mais um trimestre fraco, tanto na parte de volumes (queda de 3% versus alta de 1,5% esperada) quanto em custos, levando a um Ebitda de R$ 360 milhões (versus R$ 413 milhões esperados e R$ 389 milhões do mercado. "A companhia tem tido dificuldades em reduzir despesas gerais e administrativas, e papel parece já precificar boa parte da melhora operacional com o novo governador (ou num cenário mais otimista, sua privatização)", afirmam os analistas do banco. 

Energias do Brasil (ENBR3)

A Energias apurou um lucro líquido de R$ 306,9 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 119,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem bruta ficou em R$ 993,6 milhões (aumento de 15,1%). O Ebitda ajustado de junho a setembro, por sua vez, foi de R$ 606,382 milhões, alta de 12,1%.

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