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Petrobras e Eletrobras sobem mais de 2% com pesquisas; Forjas Taurus tem novo salto e Cesp avança de olho em leilão

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (19)

Eletrobras
(Divulgação/Eletrobras)

SÃO PAULO - A sessão é de alta para o Ibovespa com os investidores repercutindo pesquisas eleitorais otimistas para Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial contra Fernando Haddad (PT). As bolsas lá fora também mostram recuperação e ajudam no otimismo por aqui após a queda de 2,24% do Ibovespa na sessão anterior motivada pelo mau humor externo. 

As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) sobem mais de 2% em meio a esse cenário e também são impulsionadas pela alta do petróleo, enquanto a Eletrobras (ELET3;ELET6) também registra ganhos. Confira mais destaques:

Cesp (CESP6)

O Governo de São Paulo segue na sua quinta tentativa para vender a Cesp, adiando a entrega de propostas dos interessados na companhia para entre 12h e 13h. O governo do Estado de São Paulo conseguiu, junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF), uma decisão para suspender os efeitos de uma sentença proferida na quinta-feira, 18, pela Justiça Federal de Presidente Prudente (SP), que suspendia o processo de renovação de contrato de concessão da hidrelétrica de Porto Primavera, principal ativo da empresa.

De acordo com o Valor Econômico, o grupo Votorantim e seu parceiro em novos negócios no setor de geração de energia, o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), têm grande interesse na empresa.

Além disso, tudo indica que a proposta será feita por meio de uma joint venture que formaram ano passado, quando adquiriram dois complexos eólicos já operacionais da Cas dos Ventos, de 206 megawatts no total.

Forjas Taurus (FJTA3;FJTA4)

Conforme desde matéria da Bloomberg desta sexta, impulsionados pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que está à frente nas pesquisas eleitorais para o 2º turno e é amplamente favorável ao uso de armas de fogo, deputados alinhados com o capitão reformado do Exército já se articulam para votar a revisão do Estatuto do Desarmamento. A mudança principal é passar a permitir a posse de armas por qualquer cidadão, o que é proibido no Brasil.

"Vamos votar o mais rápido possível a revisão do Estatuto do Desarmamento. O ponto central é simplificar a lei permitindo a posse de armas", disse o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), vice-líder do DEM e um dos mais influentes parlamentares da bancada evangélica na Câmara, em grande maioria apoiadora de Bolsonaro.

O projeto está pronto para ser votado no plenário da Câmara, depois de anos tramitando em comissões. O texto prevê o "direito de possuir e portar armas de fogo para legítima defesa ou proteção do próprio patrimônio", reduz a idade mínima para a compra de armas de 25 para 21 anos, e as taxas pagas ao governo.

Apesar de o assunto ser polêmico, é relativamente fácil de ser aprovado, já que requer maioria simples de votos. Com a adesão suprapartidária a Bolsonaro entre os congressistas, ele teria apoios suficientes para mudar as regras. Em meio a essa expectativa, as ações da Forjas Taurus saltam em 2018: os papéis ON registram ganhos de mais de 740%, enquanto os ativos PN soltam 516%. 

São Martinho (SMTO3)

O BTG Pactual atualizou os números para a São Martinho e destacou ótimo momento para o papel, apontando os fortes preços de açúcar e etanol nos próximos meses, além de indenizações do governo, land value e 29% de crescimento de lucros. "Isso sem mencionar uma potencial melhora de dividendos, uma vez que a companhia tem um fluxo de caixa livre ajustado de 11% para esse ano e 14% para ano que vem", afirmam os analistas. 

Outras ações do setor registram fortes ganhos, com destaque para a Biosev (BSEV3). 

Linx (LINX3)

A empresa de tecnologia de varejo Linx segue a disparada da véspera após anunciar o lançamento de uma subcredenciadora própria, a Linx Pay. A novidade foi criada dentro do laboratório de inovação da companhia e vem competir em um mercado cada vez mais povoado de pequenos players.

Sem maquininha própria – por enquanto -, a Linx Pay tem soluções para o varejo incluindo captura, gerenciamento e liquidação de transações, além de emissão de cupons fiscais, gateway de pagamentos, entre outros. As transações serão realizadas nos terminais da Rede, que já era parceira da empresa. O público-alvo inicial são varejistas pequenas e médias, com faturamento a partir de R$ 30 mil por mês. 

IGB Eletrônica (IGBR3)

As ações da IGB dispararam pelo segundo dia seguido sem nenhuma notícia que motivasse tamanho movimento dos papéis. O InfoMoney entrou em contato com a empresa, mas até agora não obteve resposta.

Em setembro, as ações da companhia chegaram a disparar em meio à proximidade do julgamento da ação no STJ sobre o uso da marca iPhone no Brasil em meio a uma disputa com a Apple. Porém, oi tribunal afirmou que a Apple poderia usar a marca iPhone no Brasil sem indenizar Gradiente, o que levou a uma forte queda das ações. 

Gafisa (GFSA3)

A Gafisa suspendeu ontem o pagamento a fornecedores de produtos e serviços, incluindo vencimentos referentes a terrenos. “Esta decisão faz parte da reestruturação da empresa para melhoria de processos e fluxo de pagamentos”, informou a empresa.

Segundo o Valor Econômico, a suspensão dos pagamentos já se reflete nas atividades de construção da empresa, o que pode prejudicar o cronograma de obras. A Gafisa, porém, nega que a medida possa afetar qualquer agenda da companhia.

Direcional (DIRR3) e MRV (MRVE3)

A equipe de análise do Bradesco BBI elevou a recomendação de Direcional para “Outperform” (performance acima da média do mercado), por acreditar no potencial dos resultados que estão por vir. “[A companhia] tem conseguido limpar o balanço, além de acelerar a geração de caixa e a distribuição de dividendos”, escrevem os analistas.

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O banco também rebaixou para “neutra” as ações de MRV Engenharia por ver “os planos de crescimento ficarem mais difíceis de serem atingidos”. Para a equipe de análise, a desvalorização das ações em relação ao Ibovespa deve-se ao fluxo constante de notícias negativas sobre o orçamento do Minha Casa Minha Vida. Além disso, a empresa é a que mais precisa crescer no segmento para bater a sua meta de lançamentos até 2020.

Eletrobras (ELET6)

A Eletrobras deve fechar sua distribuidora do Amazonas se não encontrar um comprador para a companhia no leilão marcado para o próximo dia 25. Para o presidente da estatal, Wilson Ferreira, a liquidação é o caminho natural em caso de fracasso na privatização.

Mesmo com a rejeição pelo Senado na última terça-feira do projeto de lei que resolvia pendências da Amazonas Energia, o governo decidiu manter o leilão da empresa. A aprovação da proposta era considerada fundamental para atrair investidores privados, já que a lei flexibilizava perdas da empresa com roubos de energia - mais conhecidos como "gatos".

JBS (JBSS3)

A JBS anunciou a precificação das notas sêniores emitidas por meio da subsidiária integral JBS Investments II GmbH, garantidas pela companhia. As notas possuem vencimento em janeiro de 2026 com cupom de 7,0% e yield de 7,125%, no valor de US$ 500 milhões. A emissão teve uma sobredemanda de mais de 5 vezes o valor captado.

Como parte de uma operação de liability management, a JBS pretende utilizar os recursos da transação, juntamente com recursos disponíveis em caixa, para recomprar as notas da companhia com vencimento em 2020 e remuneração de 7,750%, no montante de US$1 bilhão.

Além disso, a JBS USA anunciou uma oferta de recompra em espécie para pré-pagar um total de US$ 500 milhões de suas notas com vencimento em 2021, que possuem cupom de 7,25% e montante total de US$ 1,15 bilhão. O objetivo é reduzir o saldo remanescente para US$ 650 milhões.

Cremer (CREM3)

A CM Hospitalar passou a deter 99,79% do capital da Cremer após OPA (Oferta Pública de Aquisição).

Os acionistas que optaram pelo “preço alternativo” receberão na data de liquidação R$ 15,06/ação. Por outro lado, os acionistas que optaram pelo “preço da oferta” receberão R$ 12,67/ação - podendo receber no futuro um montante de até R$ 5,61 por ação, equivalente ao saldo da parcela do preço de aquisição retida.

Alpargatas (ALPA4)

A Alpargatas aprovou a proposta para sucessão presidencial da companhia, que terá início imediato e será finalizado no começo do 1º trimestre de 2019.

Foi indicado para o cargo de diretor presidente, Roberto Funari, atual membro do Conselho de Administração da Companhia, que assumirá a posição após o período de transição.

IPO

Os bancos Citi e Banco do Brasil (BBAS3) entraram para o sindicato que vai assessorar o mineiro BMG em sua abertura de capital. Segundo a coluna do Broadcast do Estadão, o BMG deve registrar hoje o pedido para oferta inicial de ações (IPO) junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A oferta deve movimentar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, avaliando a instituição mineira em quase R$ 5 bilhões.

Proventos

CRR (CCRO3)
A CCR iniciará a partir de 31 de outubro o pagamento de dividendos intermediários. O investidor que tiver o papel da companhia em carteira até 23 de outubro (data “com”) , terá direito a uma remuneração de R$ 0,39603960396 por ação ordinária. Por outro lado, quem comprar os papéis da empresa em 24 de outubro (data “ex”), não receberá o último dividendo anunciado.

Unipar (UNIP6)
A partir desta sexta-feira, as ações da “queridinha” do megainvestidor Luiz Barsi, Unipar, serão negociadas “ex-dividendos”. A remuneração para quem manteve os papéis da companhia em carteira até o fechamento do último pregão - data “com” - será de R$ 1,402992 por ação ordinária e de R$ 1,543291 por papel preferencial classe “A” ou “B’.

Ao todo, serão distribuídos R$ 120 milhões sob a forma de dividendos e o pagamento será realizado a partir do dia 30 de outubro deste ano.

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