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Petrobras e Eletrobras têm forte baixa em dia de correção; Vale cai quase 4% de olho na China

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (18)

fachada Petrobras
(Agência Petrobras / Stéferson Faria)

SÃO PAULO - O Ibovespa registrou queda forte na sessão desta quinta-feira (18), seguindo o novo recuo das bolsas dos Estados Unidos, acelerando as perdas após a Bloomberg informar que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, se prepara para deixar o cargo após a eleição. Já o dólar subiu mais de 1%. 

Por aqui, as ações da Petrobras tiveram dia de baixa puxada pela desvalorização do petróleo no mercado internacional e a Vale (VALE3) também pesou para o índice com os preços menores do minério de ferro e preocupações com a economia chinesa, onde será divulgado o PIB (Produto Interno Bruto) nesta madrugada. As small caps também são destaque, com a disparada de Forjas Taurus e, principalmente, das ações da dona da Gradiente. Confira os principais destaques abaixo:

Petrobras (PETR3;PETR4)

As ações da Petrobras registraram queda de olho na cotação do petróleo, que fecharam com baixa de mais de 1% com os investidores repercutindo o quarto aumento semanal nos estoques de petróleo dos EUA. Por outro lado, o aumento na tensão entre EUA e Arábia Saudita e a queda nas exportações iranianas contribuem para uma queda menos expressiva. 

Embraer (EMBR3)

A Embraer anunciou nesta manhã que assinou um contrato com a Trans States Airlines de adesão ao Programa de Planejamento Colaborativo de Estoques da Embraer. No âmbito deste programa, a Embraer assumirá o planejamento e a reposição de uma parte considerável do estoque de peças dos jatos ERJ-145 operados pela Trans States Airlines.

O programa faz parte de um conjunto de serviços que a Embraer oferece para dar suporte à crescente frota mundial de aeronaves da fabricante por meio da TechCare, a nova plataforma que reúne todo o portfólio de produtos e soluções para entregar uma melhor experiência de serviços e suporte.

Eletrobras (ELET6)

Apesar do Senado ter rejeitado um projeto de lei que ajudaria na viabilização da venda da Eletrobras, o governo federal ainda não desistiu de fazer o leilão da distribuidora de energia no Amazonas na próxima semana.

Segundo a Reuters, o projeto de lei era importante para solucionar passivos das distribuidoras junto a fundos do setor elétrico. Pelo fato da Amazonas Energia ser a mais deficitária das distribuidoras, o PL era visto como fundamental para aumentar o interesse na unidade.

De acordo com a Eletrobras, até o momento não há nenhuma nova informação a respeito de eventual mudança na data do leilão. Carlos Marun (MDB), ministro da Secretaria de Governo, responsável pela articulação política do governo de Michel Temer (MDB), diz que o governo deve decidir até sexta-feira uma solução para a distribuidora no Amazonas.

Ainda no radar de Eletrobras, a Câmara FGV de Mediação e Arbitragem decidiu ontem que a companhia não é obrigada a comprar energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Segundo o Estadão, o procedimento arbitral foi instalado por conta de uma divergência sobre uma cláusula do acordo de acionistas de Belo Monte. 

A divergência girava em torno de uma cláusula que, segundo os acionistas da Eletrobras, obrigava a companhia a comprar a energia destinada ao mercado livre gerada por Belo Monte.

IGB Eletrônica (IGBR3)

As ações da IGB dispararam sem nenhuma notícia que motivasse tamanho movimento dos papéis. O InfoMoney entrou em contato com a empresa, mas até agora não obteve resposta.

Em setembro, as ações da companhia chegaram a disparar em meio à proximidade do julgamento da ação no STJ sobre o uso da marca iPhone no Brasil em meio a uma disputa com a Apple. Porém, oi tribunal afirmou que a Apple poderia usar a marca iPhone no Brasil sem indenizar Gradiente, o que levou a uma forte queda das ações. 

Forjas Taurus (FJTA3;FJTA4)

A Forjas Taurus teve nova alta em meio à expectativa de que, se Bolsonaro for eleito, deve encaminhar um projeto para reformular o estatuto do desarmamento, o que deve ganhar força para passar no Congresso ainda mais com o fortalecimento da bancada conservadora. 

Por outro lado, vale destacar a análise de que o candidato do PSL já repetiu diversas vezes que, se eleito, vai "quebrar o monopólio da Taurus" no mercado de armas brasileiro. Ou seja, na verdade, a empresa sairia perdendo em caso de vitória de Bolsonaro. Confira a matéria completa sobre o assunto clicando aqui. 

Leia mais em: Ação da fabricante de armas Taurus dobra de valor com Bolsonaro - mas movimento não faz sentido

JBS (JBSS3)

A JBS teve a sua classificação elevada pela agência de rating Moody’s de B1 para Ba3, com perspectiva estável.

Segundo relatório da Moody’s, a elevação do rating se deve à melhora do perfil de crédito da empresa em função das recentes transações que visaram a redução do nível de endividamento até 2021 e a extensão dos prazos de vencimento de sua dívida.

Ainda segundo o relatório, a liquidez foi o principal risco enfrentado pela JBS durante 2017, mas a companhia tomou as medidas necessárias para endereçá-lo, incluindo a assinatura do um acordo de normalização de sua dívida bancária de curto prazo em um montante de R$ 12,2 bilhões.

Cemig (CMIG4)

De acordo com a Bloomberg, a Cemig foi rebaixada de "compra" para "neutra" pelos analistas do UBS.

Já em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente do Novo em Minas Gerais, Bernardo Santana, reafirmou que não há nenhuma mudança em relação ao entendimento de privatizações no Estado em um eventual governo de Romeu Zema.

Ele explica que a prioridade inicial será a de melhorar a gestão das companhias estatais e o processo de venda virá depois deste momento. "A nossa visão é que o Estado não é o melhor gestor de empresas", afirmou o dirigente do partido.

Linx (LINX3)

A empresa de tecnologia de varejo anunciou nesta quinta-feira (18) o lançamento de uma subcredenciadora própria, a Linx Pay. A novidade foi criada dentro do laboratório de inovação da companhia e vem competir em um mercado cada vez mais povoado de pequenos players. Sem maquininha própria – por enquanto -, a Linx Pay tem soluções para o varejo incluindo captura, gerenciamento e liquidação de transações, além de emissão de cupons fiscais, gateway de pagamentos, entre outros. As transações serão realizadas nos terminais da Rede, que já era parceira da empresa.  O público-alvo inicial são varejistas pequenas e médias, com faturamento a partir de R$ 30 mil por mês. 

Atualmente, a Linx possui 50 mil clientes. A proposta da companhia é oferecer uma solução de pagamentos integrada aos demais serviços que essas varejistas já utilizam, facilitando assim a gestão de negócio. 

BRF (BRFS3)

O presidente da BRF, Pedro Parente, está negociando com o Ministério Público Federal, Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União, um acordo de leniência da companhia. A medida faz parte do direcionamento da gestão da BRF de "tolerância zero com qualquer tipo de conduta indevida".

De acordo com o Estadão, que conversou com uma fonte próxima à BRF, "é de interesse máximo da administração colaborar com as investigações feitas pelas autoridades e esclarecer todos os fatos apontados pelo relatório", se referindo ao documento final da Operação Trapaça, que resultou no afastamento de todos os funcionários citados no relatório "até o esclarecimento dos fatos". 

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