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Governo não desiste de leilão de distribuidora da Eletrobras, BRF negocia acordo de leniência e mais notícias

Confira os destaques corporativos desta quinta-feira (18) J

Carne
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O petróleo subiu nesta quinta-feira (18), em meio às tensões sobre a morte de um proeminente jornalista saudita, com os preços se estabilizando após uma grande queda durante a noite, devido ao salto nos estoques de petróleo dos EUA. A notícia pode impactar as ações da Petrobras (PETR3; PETR4).

No radar, Embraer faz parceria com Trans States Airlines para assumir parte do planejamento de peças de jatos da companhia, JBS tem classificação elevada a “Ba3” pela Moody’s e mais notícias.

Confira os destaques corporativos desta quinta-feira (18):

Embraer (EMBR3)

A Embraer anunciou nesta manhã que assinou um contrato com a Trans States Airlines de adesão ao Programa de Planejamento Colaborativo de Estoques da Embraer. No âmbito deste programa, a Embraer assumirá o planejamento e a reposição de uma parte considerável do estoque de peças dos jatos ERJ-145 operados pela Trans States Airlines.

O programa faz parte de um conjunto de serviços que a Embraer oferece para dar suporte à crescente frota mundial de aeronaves da fabricante por meio da TechCare, a nova plataforma que reúne todo o portfólio de produtos e soluções para entregar uma melhor experiência de serviços e suporte.

Eletrobras (ELET6)

Apesar do Senado ter rejeitado um projeto de lei que ajudaria na viabilização da venda da Eletrobras, o governo federal ainda não desistiu de fazer o leilão da distribuidora de energia no Amazonas na próxima semana.

Segundo a Reuters, o projeto de lei era importante para solucionar passivos das distribuidoras junto a fundos do setor elétrico. Pelo fato da Amazonas Energia ser a mais deficitária das distribuidoras, o PL era visto como fundamental para aumentar o interesse na unidade.

De acordo com a Eletrobras, até o momento não há nenhuma nova informação a respeito de eventual mudança na data do leilão. Carlos Marun (MDB), ministro da Secretaria de Governo, responsável pela articulação política do governo de Michel Temer (MDB), diz que o governo deve decidir até sexta-feira uma solução para a distribuidora no Amazonas.

Ainda no radar de Eletrobras, a Câmara FGV de Mediação e Arbitragem decidiu ontem que a companhia não é obrigada a comprar energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Segundo o Estadão, o procedimento arbitral foi instalado por conta de uma divergência sobre uma cláusula do acordo de acionistas de Belo Monte. 

A divergência girava em torno de uma cláusula que, segundo os acionistas da Eletrobras, obrigava a companhia a comprar a energia destinada ao mercado livre gerada por Belo Monte.

JBS (JBSS3)

A JBS teve a sua classificação elevada pela agência de rating Moody’s de B1 para Ba3, com perspectiva estável.

Segundo relatório da Moody’s, a elevação do rating se deve à melhora do perfil de crédito da empresa em função das recentes transações que visaram a redução do nível de endividamento até 2021 e a extensão dos prazos de vencimento de sua dívida.

Ainda segundo o relatório, a liquidez foi o principal risco enfrentado pela JBS durante 2017, mas a companhia tomou as medidas necessárias para endereçá-lo, incluindo a assinatura do um acordo de normalização de sua dívida bancária de curto prazo em um montante de R$ 12,2 bilhões.

Cemig (CMIG4)

De acordo com a Bloomberg, a Cemig foi rebaixada de "compra" para "neutra" pelos analistas do UBS.

Já em entrevista ao jornal Valor Econômico, o presidente do Novo em Minas Gerais, Bernardo Santana, reafirmou que não há nenhuma mudança em relação ao entendimento de privatizações no Estado em um eventual governo de Romeu Zema.

Ele explica que a prioridade inicial será a de melhorar a gestão das companhias estatais e o processo de venda virá depois deste momento. "A nossa visão é que o Estado não é o melhor gestor de empresas", afirmou o dirigente do partido.

BRF (BRFS3)

O presidente da BRF, Pedro Parente, está negociando com o Ministério Público Federal, Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União, um acordo de leniência da companhia. A medida faz parte do direcionamento da gestão da BRF de "tolerância zero com qualquer tipo de conduta indevida".

De acordo com o Estadão, que conversou com uma fonte próxima à BRF, "é de interesse máximo da administração colaborar com as investigações feitas pelas autoridades e esclarecer todos os fatos apontados pelo relatório", se referindo ao documento final da Operação Trapaça, que resultou no afastamento de todos os funcionários citados no relatório "até o esclarecimento dos fatos". 

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