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Bolsonaro abre 16 pontos de vantagem sobre Haddad; cenário externo segue negativo com guerra comercial

Confira os destaques deste pregão

jair Bolsonaro vota 1 turno
(Tânia Rêgo/Agência Brasil )

SÃO PAULO - Após o pior pregão dos últimos dois meses com o mercado demonstrando sua decepção com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) por suas declarações sobre reforma da previdência e privatizações, a sinalização é de recuperação da Bolsa antes do feriado nacional. O EWZ (iShares MSCI Brazil ETF), principal ETF brasileiro, mostra alta de 0,16% no pré market após números favoráveis ao candidato serem divulgados pelo Datafolha. Bolsonaro abriu 16 pontos de vantagem sobre Fernando Haddad (PT).

O mercado ainda acompanha com atenção a divulgação de nova pesquisa XP/Ipespe nesta manhã. Confira os destaques desta quinta-feira (11): 

1. Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas encerraram em forte queda e o principal índice de Xangai derreteu mais de 5%  diante de receios relacionados à guerra comercial com os Estados Unidos. Cerca de 1.000 ações chinesas atingiram seu limite de baixa.

A temperatura da guerra comercial aumentou após a Fastenal, distribuidora de produtos industriais e para construção, informar que a taxação da China está prejudicando consumidores. Nesse sentido, as bolsas europeias e os índices futuros em Wall Street também operam em queda após o S&P registrar na véspera seu pior pregão desde fevereiro. 

O dólar recua ante maioria das moedas, apesar das perdas das bolsas e também das commodities. Os preços petróleo registrar seu segundo dia de baixa consecutiva e o cobre e o níquel também recuam.

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Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 8h05 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,74%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,82%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,69%

*DAX (Alemanha) -1,31%

*FTSE (Reino Unido) -1,72%

*CAC-40 (França) -1,70%

*FTSE MIB (Itália) -1,27%

*Hang Seng (Hong Kong) -3,54% (fechado)

*Xangai (China) -5,22% (fechado)

*Nikkei (Japão) -3,89% (fechado)

*Petróleo WTI -1,89%, a US$ 71,79 o barril

*Petróleo brent -2,20%, a US$ 81,26 o barril

*Bitcoin US$ 6.223,30 -5%
R$ 24.203 -3,60% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -0,39%, a 512,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Pesquisa Datafolha

Na primeira pesquisa eleitoral de segundo turno, publicada nesta quarta-feira (10), o Datafolha mostrou uma larga vantagem para Jair Bolsonaro (PSL) contra Fernando Haddad (PT). O deputado aparece com 58% dos votos válidos, contra 42% para o petista.

O levantamento exclui os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, que é a forma como a Justiça Eleitoral considera oficialmente. No primeiro turno, Bolsonaro teve 46% dos votos válidos, enquanto Haddad registrou 29%. Veja aqui a pesquisa completa. 

3. Agenda econômica

Em destaque no noticiário econômico, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga às 9h (de Brasília) as vendas no varejo referentes a agosto. A estimativa mediana da Bloomberg prevê alta de 0,2% na comparação com junho ante queda de 0,5% no mês anterior. 

4. Noticiário político

Após divulgação do Datafolha, Haddad disse que não é impossível tirar 8 pontos do rival e equilibrar a disputa, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Haddad recebe mais votos dos eleitores de Ciro e Marina, enquanto Bolsonaro conquista mais dos apoiadores de Alckmin e Amoedo. 

Com parte da estratégia da campanha petista, o partido reduziu o vermelho nas cores de seu material de propaganda e tirou Lula das peças, sugerindo uma tentativa de proteger o candidato do sentimento antipetista em parte da população. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o PT busca apoio velado do centrão e em troca ofereceria espaço no governo. No caso do DEM, Haddad pode oferecer apoio a Rodrigo Maia na disputa pela Câmara dos Deputados.

Do outro lado da disputa, a Folha aponta que a campanha de Bolsonaro busca o eleitorado do Nordeste para manter a liderança nas pesquisas. Um exemplo desse aceno aos nordestinos é a criação do 13º salário do Bolsa Família. É nos estados do Nordeste que se encontram o maior número de beneficiários do programa. 

5. Noticiário corporativo

O PSL nega planos de privatizar a Petrobras no curto prazo, mas não descarta fazê-lo mais para a frente, após processo de saneamento geral da estatal, informa a Reuters citando o presidente do partido, Gustavo Bebianno. A estatal e a Murphy formaram joint venture para atuar na exploração e produção no Golfo do México. A ANP indeferiu o recurso da Petrobras por subvenção ao diesel.

A Gafisa lançou um projeto, de R$ 71,1 milhões no terceiro trimestre de 2018. A Cemig comunicou que os detentores de bonds que investimentos passíveis de serem efetuados pela Cemig GT ultrapassaram franquia momentaneamente. As vendas líquidas da Even caíram para R$ 264 milhões no terceiro trimestre. A ação da B3 foi rebaixada para neutra pelo JPMorgan, com preço- alvo em R$ 26. 

 

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