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Os 5 assuntos que vão agitar os mercados nesta terça-feira

Cenário externo negativo e busca por nomes do mercado por Bolsonaro estão no radar dos investidores

Jair Bolsonaro
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após a euforia no mercado doméstico no pregão anterior, o otimismo pode ser limitado pelo cenário externo negativo com a constante preocupação da União Europeia com as contas do governo italiano e dos Estados Unidos com as taxas de juros futuras. Por aqui, a sinalização liberal de Jair Bolsonaro (PSL) e a busca por nomes do mercado para compor seu eventual governo deve animar investidores. 

Veja no que ficar de olho nesta terça-feira (9):

1. Bolsas mundiais

As bolsas chinesas se recuperam parcialmente das fortes quedas do pregão anterior em reflexo do corte dos compulsórios pelo banco central chinês. Na Europa, as bolsas seguem no vermelho em meio às tensões da Itália com a União Europeia devido às preocupações com o orçamento italiano e o déficit de 2019. Os índices futuros de Wall Street caem diante da possibilidade de taxas de juros mais altas do que as sinalizadas até aqui pelo Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano). 

Os preços do petróleo sobem na medida em que as exportações da commodity iraniana cai. O Irã é o terceiro maior produtor de petróleo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e sofrerá sanções dos Estados Unidos a partir de novembro. A altas dos preços também é apoiada por uma parada parcial no Golfo do México devido ao furacão Michael.

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Confira o desempenho do mercado, segundo cotação das 7h58 (horário de Brasília):

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,37%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,37%

*Nasdaq Futuro (EUA) -0,36%

*DAX (Alemanha) -0,55%

*FTSE (Reino Unido) -0,33%

*CAC-40 (França) -0,38%

*FTSE MIB (Itália) -0,38%

*Hang Seng (Hong Kong) -0,11% (fechado)

*Xangai (China) +0,17% (fechado)

*Nikkei (Japão) -1,32% (fechado)

*Petróleo WTI +0,85%, a US$ 74,92 o barril

*Petróleo brent +1,18%, a US$ 84,90 o barril

*Bitcoin US$ 6.607,15 -0,23%
R$ 25.503 +0,56% (nas últimas 24 horas)

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +2,62%, a 509,00 iuanes (nas últimas 24 horas) 

2. Analistas sem Censura

Os analistas Bruce Barbosa, Ricardo Schweitzer e Marília Fontes comentarão o cenário para o segundo turno, no qual veem vantagem para Bolsonaro, os ganhos para renda fixa após o pleito e apontarão ainda os motivos pelos quais o investidor deve comprar Bolsa agora. Eles participam do programa Analistas sem Censura desta semana , transmitido ao vivo pela InfoMoney TV e pelo perfil do InfoMoney no Facebook a partir de 15h. 

3. Agenda econômica

A agenda de indicadores é esvaziada tanto no mercado doméstico como internacional. Por aqui, o Banco Central ofertará até 7.700 contratos de swap cambial para rolagem de contratos de novembro. O leilão acontece das 11h30 às 11h40 (de Brasília) e resultado será divulgado a partir de 11h50. Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

4. Noticiário político 

Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) estão na corrida para obter apoio no segundo turno. João Amoêdo (Novo) já se posicionou contra a candidatura do PT e avalia eventual apoio a Bolsonaro após elogiar ideias liberais de Paulo Guedes. Um de seus oponentes no primeiro turno, Geraldo Alckmin (PSDB) sinalizou que deve se manter isento nesta segunda fase e não apoiar nenhum dos dois, mas deve liberar os diretórios estaduais a fazerem suas escolhas, segundo o jornal Folha de S. Paulo. A candidata a vice de Alckmin, Ana Amélia, já declarou apoio a Bolsonaro. 

Os palanques estaduais devem ser um dos grandes trunfos de Bolsonaro, já que o PT conseguiu que poucos de seus candidatos passassem para o segundo e boa parte dos demais já declararam apoio ao militar reformado. A campanha de Bolsonaro está confiante e já saiu em busca de nomes do setor privado para fazer parte do governo e da cúpula de estatais, conforme informações da Folha de S. Paulo. 

Enquanto isso, o filho do deputado, Flávio Bolsonaro (PSL) deu o tom do discurso que será usado contra o petista na campanha. “O primeiro ato de campanha do nosso adversário foi ir na cadeia pegar instruções. Quem ainda não entendeu contra que tipo de bandido estamos lutando vai entender.” Temas escolhidos pelo guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, devem ganhar espaço nas propagandas eleitorais, como enxugamento da máquina pública, com corte de ministério e estatais. Do outro lado, Haddad foi conselhado pelo senador eleito na Bahia Jaques Wagner a subir o tom das propostas relacionadas à segurança pública, um dos grandes focos de seu adversário até agora. 

Os candidatos deram entrevista ao Jornal Nacional na última noite. Bolsonaro prometeu respeito à democracia, negou ter planos de aumentar impostos, indicou que reduzirá o número de ministérios e privatizará ou extinguirá pelo menos 50 empresas estatais em seu primeiro ano de mandato e se dirigiu ao Nordeste, reafirmando que não acabará com o Bolsa-Família. 

Haddad disse que mudou de ideia quanto à convocação de uma nova Assembleia Constituinte, prometeu baixar impostos dos mais pobres e classe média, uma reforma bancária pois “não é possível conviver com essa concentração de bancos e taxa de juro" e fim do congelamento de gasto. 

5. Noticiário corporativo 

O Plenário do Senado irá discutir nesta tarde um projeto de lei que permite a privatização de distribuidoras da Eletrobras. A Petrobras divulgou a venda de três campos terrestres em produção no estado do Espírito Santo, denominados conjuntamente Polo Lagoa Parda. A Petrobras é operadora dos três campos, com 100% de participação. A produção média do polo no ano de 2017 foi de 266 barris de petróleo por dia (bpd) e 20 mil m3/dia de gás.

A BRF realizou na última segunda-feira (8) o seu encontro anual com investidores e apresentou sua estratégia para os próximos cinco anos. Na opinião da equipe de Research da XP Investimentos, “apesar da margem positiva da empresa, faltaram atualizações quantitativas sobre plano de reestruturação” - o que impactou as ações negativamente ontem.

A SulAmérica assinou ontem um contrato para comprar 100% da empresa de assistência odontológica Prodent, pelo preço base de R$ 145,7 milhões. A venda da Keystone, da Marfrig, foi aprovada pelo órgão antitruste dos Estados Unidos.

A B3 atingiu ontem o recorde histórico de negócios realizados nos segmentos BM&F e Bovespa juntos, somando 4.734.609 negócios. O Santander elevou a recomendação para ações brasileiras - Banco do Brasil e Petrobras - de manutenção para compra. 

 

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